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É com muita honra que trazemos para vocês uma super
entrevista com um dos maiores ícones do rádio esportivo brasileiro: Hugo Botelho! Com passagens em
consagradas emissoras durante sua admirável carreira, Hugo já cobriu inúmeros
eventos esportivos e, atualmente, sua agradável voz pode ser apreciada na
equipe da rádio Capital-ESPN. Um profissional de muito respeito e referência em
todos os meios de comunicação. Confira nossa exclusiva!
SL:
Como foi a trajetória de Hugo Botelho até o seu primeiro emprego em rádio?
HB: Minha trajetória no rádio teve início
em 1986, no dia 18 de dezembro. Até esse dia, sempre me dediquei aos estudos e
ao trabalho. O primeiro dinheiro que ganhei trabalhando foi como engraxate, aos
nove anos de idade. Depois virei pacoteiro de supermercado, vendedor de gás de
cozinha, office boy em farmácia, até
receber um convite para fazer um teste em uma emissora de rádio em Lavras/MG, a
cidade onde nasci.
SL:
Quando você descobriu essa paixão pelo rádio?
HB: Eu devia ter uns sete anos quando meu
pai me colocou de castigo, por eu não ter cumprido algumas ordens que ele havia
me dado. Um de meus irmãos chegou em casa e eu estava no quarto. Ele disse para
eu não ficar triste e ligou o rádio na Globo do Rio de Janeiro. O Flamengo
jogava e eu fiquei ouvindo. Nunca mais parei (risos).
SL:
Em quem você se espelhou no início da sua carreira?
HB: Iniciei minha carreira como
comunicador e me espelhei em
Emílio Surita da Jovem Pan, hoje apresentador também do
Pânico na Band. Sonhando em ser narrador de futebol, a referência foi José
Silvério. Somos da mesma cidade.
SL:
Quais as alegrias em ser radialista?
HB: Conseguir realizar aquilo que sempre
sonhei em minha vida e ser um narrador de esportes. Ter a oportunidade de
conhecer meu país, ver as várias culturas que ele tem, conhecer e conviver com
muita gente diferente... A minha profissão me deu tudo isso.
SL:
E as principais dificuldades desta belíssima profissão?
HB: Ver que a cada dia ela está mais
desvalorizada e desrespeitada. Hoje não se faz mais radialistas/comunicadores.
Se produz leitores de notas.
SL:
Diante destas dificuldades, alguma vez você já pensou em desistir?
HB: Desisti entre 1993 e 1995. Acabei me
afastando e fui tentar ganhar a vida em outra profissão. Mas a própria vida se encarregou
de me trazer de volta.
SL:
Em quais rádios você já trabalhou?
HB: Meu início foi na rádio Rio Grande FM,
em Lavras, Minas Gerais. Trabalhei também na Rádio Cultura AM. Tive uma breve
passagem pela Rádio Clube AM em Nepomuceno, uma cidade próximo a Lavras. Em
1996, decidi que iria investir na carreira de narrador, apenas narrador, e fui
trabalhar na Rádio Minas em Divinópolis/MG. De lá, me transferi em 1998 para a
Rádio Difusora de Poços de Caldas, também em Minas, onde narrei por oito anos.
Em 2003, passei a narrar pela Rádio Nove de Julho/SP e, no início de 2005, fui
para a Capital. Fui convidado a narrar um jogo pela Rádio Bandeirantes/SP e, em
novembro de 2005, me transferi para a 105 FM, onde fiquei até maio de 2012. Após
o Campeonato Paulista, me transferi para a Bradesco Esportes FM onde fiquei até
31 de julho de 2013. Desde outubro, estou na Capital/ESPN.
SL:
É verdade que você foi a primeira voz na rádio Bradesco Esportes FM em 2012?
HB: Foi em 17 de maio de 2012, dia da
inauguração da emissora. Foi muito legal! Sérgio Patrick e Renata Fan trabalhavam como mestres de cerimônias em um restaurante, aqui em São Paulo mesmo. Eu abri
do estúdio - com um curto texto - e transferi para eles.
SL:
Quando e como surgiu o convite para trabalhar na rádio do Grupo ESPN?
HB: Assim que fui desligado da Bradesco
Esportes, fiquei pensando o que fazer da vida, se valia a pena continuar em São Paulo ou não. Decidi
esperar até o final do ano. Havia algumas negociações em andamento quando o
Conrado Giulietti, coordenador da rádio, me ligou e fez o convite para narrar
na Capital/ESPN. Foi fácil aceitar. Devo minha ida para o grupo ESPN ao Cledi
Oliveira, um profissional acima de qualquer suspeita e uma pessoa sensacional.
Ele se empenhou demais para que eu fosse contratado.
SL:
Qual das locuções você considera que tenha sido a mais emocionante da sua vida?
HB: A mais emocionante, para mim, foi a
final da Copa Libertadores da América em 1997, quando o Cruzeiro foi campeão.
Eu estava apenas iniciando a minha carreira e já pude narrar o título do time pelo qual
eu torço.
SL:
Da nova safra de locutores e jornalistas esportivos, quem você destaca hoje e
por quê?
HB: Tem uma safra maravilhosa chegando... Gosto muito dos narradores Silva Jr. da Rádio Globo, Everaldo Marques e Rogério
Vaughan da ESPN, Marcelo do Ó da Sky e 105 FM. São narradores/comunicadores com
uma capacidade enorme, dedicados e muito bem preparados. Tem jornalistas
sensacionais que fazem parte de uma nova safra, como a Camila Mamede da
ex-Bradesco Esportes, Bruno Prado da 105FM e RedeTV!, Gustavo Hoffman e Rafael
Oliveira da ESPN, o próprio Marcelo do Ó, entre outros. Tem muita gente boa!
SL:
Qual o equívoco que um bom locutor jamais deveria cometer?
HB: Não se preparar devidamente para uma
transmissão. É inadmissível isso.
SL:
Em sua opinião, quais os benefícios e malefícios que a Copa de 2014 pode trazer
para o nosso país?
HB: Vou responder de uma forma simples e
direta. Os investimentos geraram muitos empregos diretos e indiretos. Milhares
e milhares, isso é fato e são benefícios. Os malefícios virão após a
realização da Copa. Uma conta enorme deve ser apresentada ao povo brasileiro e
ele vai ter de pagar. Basta esperar...
SL:
Atualmente, qual a melhor equipe de futebol e o melhor jogador atuando no
Brasil?
HB: O melhor time é o Cruzeiro, atual
campeão brasileiro, e o melhor jogador é o Everton Ribeiro, eleito o craque do
último Brasileirão.
SL:
Quais são os seus planos para a temporada de 2014?
HB: Trabalhar muito e ser feliz ao lado de
meus filhos, minha netinha que acaba de chegar, meus amigos, enfim, continuar
trilhando o meu caminho sem prejudicar ninguém.
SL:
E o futuro? O que ainda está prestes a ser conquistado?
HB: Acredito que estou começando a colher
o que plantei até aqui. Vou regar e cuidar com carinho da plantação (risos).
SL:
Para conhecer um pouco mais sobre os seus projetos, como encontrá-lo nas redes
sociais?
HB: Meu Twitter - @hugobotelho67 e Facebook - Hugo
Botelho. Estou sempre
conectado.
SL:
Para finalizar, conte-nos um fato pitoresco que aconteceu durante alguma
locução sua em determinada rádio?
HB: Em minha estreia como repórter na rádio
Rio Grande FM, em Itabira/MG, jogaria Valério x Fabril pelo Campeonato Mineiro.
O árbitro iniciou o jogo e eu ainda caminhava puxando o fio dos equipamentos
para me posicionar atrás de um dos gols. Foi quando a bola veio para perto de
onde eu estava e um jogador do Fabril deu um carrinho para matar a jogada. O
adversário deu um toque na bola e saltou evitando o choque. Eu nem tive tempo
de fazer o mesmo. Fui atingido pelo carrinho e levei o maior tombo da minha
vida, para a alegria de todo o estádio (risos). O microfone foi para um lado, o
fone de ouvidos para o outro e meu tornozelo virou um bola (risos).
Inesquecível.
SUCESSO AO LOCUTOR>>>>D.J.
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