domingo, 27 de abril de 2014

PALMAS & REVERÊNCIAS



Foto: Divulgação
Eles trazem na veia um pouco de tudo, gostam de samba e são adeptos ao rock. O Sambô é assim... Inovação na música, grandes combinações de estilos e diversão garantida para todos os diferentes tipos de apreciadores. O blog Sucesso® conversou com o vocalista Daniel San para entender como essa mistura de ritmos virou a paixão nacional da atualidade. Confira!


SL: Como surgiu essa idéia de misturar samba com rock?
DS: A princípio, a gente estava tocando em um aniversário de um amigo nosso lá em Ribeirão Preto, há oito anos atrás. Todos em volta de uma mesa, tocando os sambas que a gente mais gostava, um clima bem descontraído... Até o momento em que um convidado da festa começou a pedir algumas músicas de rock. E a gente começou a atender estes pedidos dos convidados. Deu nisso! (risos). Foi uma brincadeira que acabou dando certo e a gente continua ‘brincando’ até hoje (risos).

SL: Qual foi a primeira música de rock que vocês tocaram em ritmo de samba?
DS: Mercedes Benz, da Janis Joplin. Inclusive, nós gravamos esta música no primeiro disco e regravamos no segundo também.
  
SL: Como vocês se classificam? Vocês são mais do rock ou mais do samba?
DS: Nós chutamos com as duas pernas e fazemos a boa música, independente do ritmo. O Sambô é um grupo diversificado que mistura essas duas vertentes. Acredito que essa forma de tocar precisa de todos os elementos... O Zé é mais voltado para o samba, o Sudu e eu somos mais voltados para o rock, enfim, todos influenciam no produto final. Nós já tocamos em baile - que é uma grande escola - pois compreende de Ray Conniff a ACDC, por exemplo. Por isso, a gente toca de tudo, para todas as idades e para todo mundo ouvir.

SL: Quais as bandas de rock de sua preferência?
DS: Nossa, são muitas... Destaco o Barão Vermelho, NX Zero, Nando Reis e Titãs. Entre as internacionais eu curto Van Halen, ACDC e Iron Maiden, principalmente. Mas existe uma infinidade de bandas boas no mercado hoje. Assim como os músicos e compositores de rock, samba, pop, forró, salsa e por aí afora...

SL: Das músicas que você aprecia, qual delas seria um grande desafio transformar em samba?
DS: Nem é questão de desafio, mas algumas músicas já possuem uma essência favorável ou não. Falando de um jeito mais técnico, por exemplo, se você pegar uma música no compasso três por quatro, ela é praticamente impossível de se transformar em samba. Então, geralmente, a gente prefere uma quatro por quatro, porque resulta em uma adaptação boa. Todos os sambas geralmente são dois por quatro, mas no quatro por quatro você também consegue fazer uma versão bacana. Os compassos compostos - os ímpares 3, 5, 7 – são complicados para fazer. Não é impossível, mas exige uma atenção bem maior.

SL: E dá para transformar em samba alguma música do Iron Maiden?
DS: Com certeza (risos). Na verdade, acho que o Bruce Springsteen era pagodeiro (risos).

SL: Novidades para os próximos anos? Planejam algum álbum somente com músicas autorais do Sambô?
DS: Fazer um álbum inteiro apenas com músicas autorais ainda é um sonho, mas um caminho inevitável. Nosso CD atual tem sete músicas autorais. E no DVD antigo, duas músicas. Devagar a gente vai inserindo novidades, sempre mantendo essa mistura de rock com samba, que é a principal característica do Sambô. Acho importante dizer que a gente não toca simplesmente um rock em ritmo de samba, porque a nossa maneira de tocar já é “rock-samba”. Durante os shows, nós já percebemos que o público pede músicas próprias. E a nossa intenção é agradar àqueles que acompanham e prestigiam o nosso trabalho.

SL: E para saber mais a respeito do trabalho do grupo?
DS: Estamos no Facebook - www.facebook.com/gruposambo, Twitter - @GrupoSambo, Instagram - @GrupoSambo  e Google + - www.google.com.br/+GrupoSambô.
  
SL: Como vocês gostariam de encerrar esta entrevista?
DS: Agradecendo o carinho e o reconhecimento dos nossos fãs. Afinal, eles são o nosso objetivo maior. Aguardem novidades! Obrigado.



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