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| Foto: Divulgação |
Nossa
dica de sucesso de hoje é simples: fazer o que se gosta! E por que não aprender
algo novo e diferente? Escolher uma “válvula de escape” para se distrair e se
abster dos problemas do dia a dia? Você já se permitiu aprender a dançar?
Existem inúmeras escolas de dança em São Paulo , que podem se adequar a todos os tipos
de gostos e bolsos. Saiba tudo sobre o mundo da dança no conceituado núcleo de danças do
famoso Professor Bond...
SL: Bond, como foi o
início da sua carreira?
PB: A dança começou como hobby em
1982. Meus irmãos já gostavam do samba, mas eu nunca almejei ser professor de
dança. Tinha como arte a capoeira - que era a minha área de atuação - mas não
dava muito certo. Até o dia em que fui desligado de uma empresa, após 12 anos
de dedicação, e passei a procurar outras fontes de renda. Com isso, fiz vários
trabalhos informais, mas ainda me faltava algo. Nessa mesma época, uma colega
insistia em aprender dança comigo e me elogiava muito. De tanto insistir, aos
poucos, comecei a ensinar alguns passos de dança de salão para ela. Aí deu
certo e começamos a oficializar as aulas. Fui me envolvendo nessa arte e
resolvi me aprofundar na dança. Comecei a estudar, buscar a metodologia
adequada, participei de diversos workshops e, no momento certo, fui ao Sindicato
de Dança de São Paulo e passei pela mesa de avaliação, onde me viram como
profissional apto e qualificado. Quando tirei meu registro profissional, comecei
a ministrar aulas em várias escolas de São Paulo.
SL: Quais os cursos de
dança que você ministra atualmente?
PB: Samba-rock, pagode, samba de gafieira, bolero, salsa, merengue, zouk,
country, soltinho, bachata, tango, sertanejo, forró, entre outros, são os principais
ritmos que ministro atualmente. Aulas em todos os turnos, em grupo ou particulares,
além de coreografias para shows, casamentos, debutantes, comemorações e outros
eventos.
SL: Você é um dançarino espetacular e conhece muitos ritmos e
estilos, mas qual o seu preferido?
PB: Samba de gafieira é o que eu mais gosto.
SL: Você já participou de
concursos na área da dança?
PB: Sim, mas nenhum significativo, apenas pequenos concursos informais. Não
participei de campeonatos de grande porte, mas sempre gostei de fazer
apresentações para divulgar meu trabalho. Já treinei muitos alunos para esse
fim. Inclusive, muitos se tornaram professores de dança e outros já participaram
de grandes campeonatos e conseguiram boa colocação.
SL: Em sua opinião, como está
o mercado da dança no Brasil?
PB: No geral, acho que as pessoas gostam de dançar e encontram na dança um
alento para os problemas do dia a dia. Há um número crescente de pessoas que
buscam se exercitar com a dança, mas o mercado ainda está praticamente morno. Falta
incentivo do governo, que poderia colocar aulas de dança nas escolas públicas.
O conhecimento das crianças e dos adolescentes se enriqueceria ao aprender
novas artes e aspectos culturais do nosso país e do mundo. E seria mais fácil
propagar a aceitação da dança de salão aos jovens, sem o preconceito de que
esta seria uma prática apenas para pessoas da terceira idade. Afinal, o
beneficio da dança é para qualquer idade. Se o jovem substituísse os maus
costumes pela dança, acho que teríamos um país bem melhor.
SL: Atualmente, qual
público tem a maior procura de suas aulas: homens, mulheres ou crianças? Qual o
perfil do seu público-alvo?
PB: No geral, há maior procura por adultos, ambos os sexos. E para esse público,
costumamos organizar bailes de prática no último sábado de cada mês. É um baile
para troca de conhecimentos e novos contatos. As datas são sempre divulgadas nas
redes sociais, mas não é um baile totalmente aberto. Na verdade, o baile é fechado
para alunos e convidados, com público bem selecionado.
SL: É verdade que o homem que sabe dançar tem um maior poder de conquista?
PB: Sim, mas isso funciona tanto
para o cavalheiro quanto para a dama. Geralmente, quem sabe dançar não vai
ficar parado em uma pista de dança. Quem estiver disponível, estará pronto para
aceitar qualquer convite. E quem estiver acompanhado, mostrará suas habilidades.
A dança é envolvente em todos os aspectos. Muitas pessoas procuram a dança quando
terminam seus relacionamentos para conhecer novas pessoas, aprender coisas
novas, elevar a auto-estima ou fugir da depressão. A dama deveria investir na
dança assim como investe em roupa nova, maquiagem e cabelo, pois também é uma
ferramenta de grande atrativo. É por isso que, atualmente, existe o trabalho de
Personal Dancer, o cavalheiro que
acompanha a dama nos bailes. Hoje em dia, a mulher se torna cada vez mais
independente e mais feliz.
SL: Existe algum ritmo ou
dança que seja mais indicado para iniciantes?
PB: Creio que não, pois depende
do gosto de cada um. Não adianta, por exemplo, escolher um ritmo que eu acho
mais fácil, sendo que o aluno se identifica melhor com outro. Se ele realmente
gosta daquilo, o difícil se torna fácil – e vice-versa - ou seja, é a vontade
que faz a diferença. Quando alguém procura uma sugestão minha, aí eu posso indicar
algum ritmo considerado mais fácil para iniciantes, seja um forró, sertanejo ou
bolero, por exemplo. Analisando as preferências do aluno, posso sugerir algo mais
clássico ou regional.
SL: Em sua opinião, qualquer pessoa está apta para a dança?
PB: Sim, com certeza. Posso
afirmar que alguns aprendem com mais rapidez, outros terão maiores
dificuldades, mas todos podem dançar! Basta dedicação e treino. A dança traz grandes
benefícios para a saúde mental e física das pessoas, independente da idade,
classe social ou problemas pré-existentes de saúde. Seja contra a depressão,
solidão, sedentarismo, enfim, as pessoas se sentem mais felizes e dispostas. A
dança também proporciona melhoras de raciocínio, memória e coordenação motora. É
uma forma prazerosa de se exercitar.
SL: O que você acha sobre os atuais concursos de dança apresentados
na televisão?
PB: Alguns programas de televisão ajudam na propagação da
dança, como o quadro Dança dos Famosos
exibido no Domingão do Faustão, por
exemplo. Acho favorável toda e qualquer
forma de divulgar a beleza da dança. A televisão é um meio de comunicação com
grande alcance público e pode ser um ótimo instrumento formador de opinião.
SL: Na dança você tem algum ídolo?
PB: Dentro do ritmo que eu
gosto, tenho como ídolo o Jimmy de Oliveira do RJ, criador do samba de gafieira
funkeado. E também admiro o trabalho do Jaime Arôxa, que trouxe a dança de
salão para o Brasil. Faço reverências a uma grande professora que hoje mora na
Espanha, Carolina Ludovico, uma de minhas melhores instrutoras. Ela é brilhante
e se destaca por conseguir fazer passos de cavalheiro e dama no tango.
SL: Bond, você sempre foi muito bem conceituado em sua profissão
e elogiado pelos
muitos amigos que possui. Como você consegue cativar tanto as pessoas? Qual o segredo do sucesso?
muitos amigos que possui. Como você consegue cativar tanto as pessoas? Qual o segredo do sucesso?
PB: Agradeço os elogios. Primeiramente,
acho que devemos respeitar as pessoas, o espaço e o limite de cada uma delas. Saber
ouvir é fundamental. Durante todo esse tempo em que ministro aulas, tenho
trabalhado com a arte. E a dança também veio a agregar muito na minha vida. Sei
que não conheço tudo, mas a cada dia vou criando uma nova experiência e
aprendendo a difícil tarefa de como lidar com as pessoas. Fico feliz em ter o retorno
positivo de todos, o que para mim é um aspecto muito favorável do meu trabalho.
SL: E quem deseja
conhecer a dança ou adquirir outras informações sobre os seus projetos, como
proceder?
PB: Tenho vários canais de contato. Através do Blog - www.nucleodedancasestilo.blogspot.com.br,
Facebook - www.facebook.com.br/nucleodedancasestiloeswing, ou nos telefones (11) 5522.5805 / 99825.9306 / 98236.9647 / 96212.6330 e 97637.7085.
Ficarei feliz em atendê-los!
SL: Agradecimentos?
PB: Agradeço a todos os meus
professores - Marcio Salgado, Alexandre e Diego Bela Rosa, Marco Aurélio,
Carolina Ludovico, William e Sirley Ribeiro, Omar Forte, Jô Passos, Shellen
Ferreira, entre outros - não gostaria de esquecer nenhum nome aqui. Agradeço à
minha equipe de apoio - vários bolsistas passaram pela escola - e aos parceiros
de dança que também fizeram parte do meu crescimento, como a Gabriela,
Jaqueline, Kelly, Ilma, Andréia, Alessandra, Tatiane, Ricardo, Lucivania,
Marines, Lucimara, Ronaldo, Marcio, Juliana, Cristiane, Renata, Lucy, Thiago,
Rodrigo, Diego, Priscila, Lucas, Ana Paula, Walquiria, Maria, Kawê, Drielle,
Alexsandro, Ana Amélia, Edilene, Keila, Eliana, Natali, Meire, Carlos Eduardo,
Elisete, Eliana, Zélia, Celso, Cibele, Regiane, Marciana, Regismare, Zoraide,
Rosemary, Isabel, Damaris, Fabiana, entre outras pessoas que também
participaram de alguns eventos ou fizeram algumas apresentações importantes. Espero
que cada um encontre os seus objetivos na dança. Torço por todos!
SL: Para finalizar, qual dica você deixaria para alguém que não
sabe dançar (ou não tem jeito para dança), mas tem vontade de aprender?
PB: Nunca desista dos seus
sonhos. Não importa se você pode demorar um mês, dois, seis meses, um ano... Corra
atrás dos seus objetivos! Não desanime ao ver outras pessoas aprenderem mais
rápido, pois cada um tem o seu ritmo, o seu momento de vida. Algumas pessoas
possuem traumas e bloqueios, mas com o tempo conseguem superar aquela barreira.
Às vezes, é falta de adaptação com a metodologia de determinado professor ou
ritmo escolhido, mas não significa que você não tem talento para a dança. Então,
tente outra vez. Recomece, respeite os seus limites e não pare nunca!

quem le essa entrevista da vontade de sair e dancar
ResponderExcluiradoro dançar quase tudo que sei aprendi com o Bond que e um otimo professor e amigo !
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