domingo, 3 de agosto de 2014

IT´S...


Foto: Divulgação


Nossa dica de sucesso de hoje é simples: fazer o que se gosta! E por que não aprender algo novo e diferente? Escolher uma “válvula de escape” para se distrair e se abster dos problemas do dia a dia? Você já se permitiu aprender a dançar? Existem inúmeras escolas de dança em São Paulo, que podem se adequar a todos os tipos de gostos e bolsos. Saiba tudo sobre o mundo da dança no conceituado núcleo de danças do famoso Professor Bond...
  



SL: Bond, como foi o início da sua carreira?
PB: A dança começou como hobby em 1982. Meus irmãos já gostavam do samba, mas eu nunca almejei ser professor de dança. Tinha como arte a capoeira - que era a minha área de atuação - mas não dava muito certo. Até o dia em que fui desligado de uma empresa, após 12 anos de dedicação, e passei a procurar outras fontes de renda. Com isso, fiz vários trabalhos informais, mas ainda me faltava algo. Nessa mesma época, uma colega insistia em aprender dança comigo e me elogiava muito. De tanto insistir, aos poucos, comecei a ensinar alguns passos de dança de salão para ela. Aí deu certo e começamos a oficializar as aulas. Fui me envolvendo nessa arte e resolvi me aprofundar na dança. Comecei a estudar, buscar a metodologia adequada, participei de diversos workshops e, no momento certo, fui ao Sindicato de Dança de São Paulo e passei pela mesa de avaliação, onde me viram como profissional apto e qualificado. Quando tirei meu registro profissional, comecei a ministrar aulas em várias escolas de São Paulo.

SL: Quais os cursos de dança que você ministra atualmente?
PB: Samba-rock, pagode, samba de gafieira, bolero, salsa, merengue, zouk, country, soltinho, bachata, tango, sertanejo, forró, entre outros, são os principais ritmos que ministro atualmente. Aulas em todos os turnos, em grupo ou particulares, além de coreografias para shows, casamentos, debutantes, comemorações e outros eventos.

SL: Você é um dançarino espetacular e conhece muitos ritmos e estilos, mas qual o seu preferido?
PB: Samba de gafieira é o que eu mais gosto.

SL: Você já participou de concursos na área da dança?
PB: Sim, mas nenhum significativo, apenas pequenos concursos informais. Não participei de campeonatos de grande porte, mas sempre gostei de fazer apresentações para divulgar meu trabalho. Já treinei muitos alunos para esse fim. Inclusive, muitos se tornaram professores de dança e outros já participaram de grandes campeonatos e conseguiram boa colocação.

SL: Em sua opinião, como está o mercado da dança no Brasil?
PB: No geral, acho que as pessoas gostam de dançar e encontram na dança um alento para os problemas do dia a dia. Há um número crescente de pessoas que buscam se exercitar com a dança, mas o mercado ainda está praticamente morno. Falta incentivo do governo, que poderia colocar aulas de dança nas escolas públicas. O conhecimento das crianças e dos adolescentes se enriqueceria ao aprender novas artes e aspectos culturais do nosso país e do mundo. E seria mais fácil propagar a aceitação da dança de salão aos jovens, sem o preconceito de que esta seria uma prática apenas para pessoas da terceira idade. Afinal, o beneficio da dança é para qualquer idade. Se o jovem substituísse os maus costumes pela dança, acho que teríamos um país bem melhor.
  
SL: Atualmente, qual público tem a maior procura de suas aulas: homens, mulheres ou crianças? Qual o perfil do seu público-alvo?
PB: No geral, há maior procura por adultos, ambos os sexos. E para esse público, costumamos organizar bailes de prática no último sábado de cada mês. É um baile para troca de conhecimentos e novos contatos. As datas são sempre divulgadas nas redes sociais, mas não é um baile totalmente aberto. Na verdade, o baile é fechado para alunos e convidados, com público bem selecionado.

SL: É verdade que o homem que sabe dançar tem um maior poder de conquista?
PB: Sim, mas isso funciona tanto para o cavalheiro quanto para a dama. Geralmente, quem sabe dançar não vai ficar parado em uma pista de dança. Quem estiver disponível, estará pronto para aceitar qualquer convite. E quem estiver acompanhado, mostrará suas habilidades. A dança é envolvente em todos os aspectos. Muitas pessoas procuram a dança quando terminam seus relacionamentos para conhecer novas pessoas, aprender coisas novas, elevar a auto-estima ou fugir da depressão. A dama deveria investir na dança assim como investe em roupa nova, maquiagem e cabelo, pois também é uma ferramenta de grande atrativo. É por isso que, atualmente, existe o trabalho de Personal Dancer, o cavalheiro que acompanha a dama nos bailes. Hoje em dia, a mulher se torna cada vez mais independente e mais feliz.

SL: Existe algum ritmo ou dança que seja mais indicado para iniciantes?
PB: Creio que não, pois depende do gosto de cada um. Não adianta, por exemplo, escolher um ritmo que eu acho mais fácil, sendo que o aluno se identifica melhor com outro. Se ele realmente gosta daquilo, o difícil se torna fácil – e vice-versa - ou seja, é a vontade que faz a diferença. Quando alguém procura uma sugestão minha, aí eu posso indicar algum ritmo considerado mais fácil para iniciantes, seja um forró, sertanejo ou bolero, por exemplo. Analisando as preferências do aluno, posso sugerir algo mais clássico ou regional.
  
SL: Em sua opinião, qualquer pessoa está apta para a dança?
PB: Sim, com certeza. Posso afirmar que alguns aprendem com mais rapidez, outros terão maiores dificuldades, mas todos podem dançar! Basta dedicação e treino. A dança traz grandes benefícios para a saúde mental e física das pessoas, independente da idade, classe social ou problemas pré-existentes de saúde. Seja contra a depressão, solidão, sedentarismo, enfim, as pessoas se sentem mais felizes e dispostas. A dança também proporciona melhoras de raciocínio, memória e coordenação motora. É uma forma prazerosa de se exercitar.
  
SL: O que você acha sobre os atuais concursos de dança apresentados na televisão?
PB: Alguns programas de televisão ajudam na propagação da dança, como o quadro Dança dos Famosos exibido no Domingão do Faustão, por exemplo. Acho favorável toda e qualquer forma de divulgar a beleza da dança. A televisão é um meio de comunicação com grande alcance público e pode ser um ótimo instrumento formador de opinião.

SL: Na dança você tem algum ídolo?
PB: Dentro do ritmo que eu gosto, tenho como ídolo o Jimmy de Oliveira do RJ, criador do samba de gafieira funkeado. E também admiro o trabalho do Jaime Arôxa, que trouxe a dança de salão para o Brasil. Faço reverências a uma grande professora que hoje mora na Espanha, Carolina Ludovico, uma de minhas melhores instrutoras. Ela é brilhante e se destaca por conseguir fazer passos de cavalheiro e dama no tango.
  
SL: Bond, você sempre foi muito bem conceituado em sua profissão e elogiado pelos
muitos amigos que possui. Como você consegue cativar tanto as pessoas? Qual o segredo do sucesso?
PB: Agradeço os elogios. Primeiramente, acho que devemos respeitar as pessoas, o espaço e o limite de cada uma delas. Saber ouvir é fundamental. Durante todo esse tempo em que ministro aulas, tenho trabalhado com a arte. E a dança também veio a agregar muito na minha vida. Sei que não conheço tudo, mas a cada dia vou criando uma nova experiência e aprendendo a difícil tarefa de como lidar com as pessoas. Fico feliz em ter o retorno positivo de todos, o que para mim é um aspecto muito favorável do meu trabalho.
  
SL: E quem deseja conhecer a dança ou adquirir outras informações sobre os seus projetos, como proceder?
PB: Tenho vários canais de contato. Através do Blog - www.nucleodedancasestilo.blogspot.com.br, Facebook - www.facebook.com.br/nucleodedancasestiloeswing, ou nos telefones (11) 5522.5805  / 99825.9306 / 98236.9647 / 96212.6330 e 97637.7085. Ficarei feliz em atendê-los!
  
SL: Agradecimentos?
PB: Agradeço a todos os meus professores - Marcio Salgado, Alexandre e Diego Bela Rosa, Marco Aurélio, Carolina Ludovico, William e Sirley Ribeiro, Omar Forte, Jô Passos, Shellen Ferreira, entre outros - não gostaria de esquecer nenhum nome aqui. Agradeço à minha equipe de apoio - vários bolsistas passaram pela escola - e aos parceiros de dança que também fizeram parte do meu crescimento, como a Gabriela, Jaqueline, Kelly, Ilma, Andréia, Alessandra, Tatiane, Ricardo, Lucivania, Marines, Lucimara, Ronaldo, Marcio, Juliana, Cristiane, Renata, Lucy, Thiago, Rodrigo, Diego, Priscila, Lucas, Ana Paula, Walquiria, Maria, Kawê, Drielle, Alexsandro, Ana Amélia, Edilene, Keila, Eliana, Natali, Meire, Carlos Eduardo, Elisete, Eliana, Zélia, Celso, Cibele, Regiane, Marciana, Regismare, Zoraide, Rosemary, Isabel, Damaris, Fabiana, entre outras pessoas que também participaram de alguns eventos ou fizeram algumas apresentações importantes. Espero que cada um encontre os seus objetivos na dança. Torço por todos!
  
SL: Para finalizar, qual dica você deixaria para alguém que não sabe dançar (ou não tem jeito para dança), mas tem vontade de aprender?
PB: Nunca desista dos seus sonhos. Não importa se você pode demorar um mês, dois, seis meses, um ano... Corra atrás dos seus objetivos! Não desanime ao ver outras pessoas aprenderem mais rápido, pois cada um tem o seu ritmo, o seu momento de vida. Algumas pessoas possuem traumas e bloqueios, mas com o tempo conseguem superar aquela barreira. Às vezes, é falta de adaptação com a metodologia de determinado professor ou ritmo escolhido, mas não significa que você não tem talento para a dança. Então, tente outra vez. Recomece, respeite os seus limites e não pare nunca!


2 comentários:

  1. quem le essa entrevista da vontade de sair e dancar

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  2. adoro dançar quase tudo que sei aprendi com o Bond que e um otimo professor e amigo !

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