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| Foto: Roberto Nemani / Divulgação |
Nosso entrevistado
de hoje é considerado um “Show Man”. Formado
em Marketing e pós-graduado em Psicodrama, ele também é ator, professor e diretor
de improvisação teatral, humorista, comediante, apresentador de televisão,
palestrante, mestre de cerimônias e especialista na linguagem de palhaço. Ufa!
Quantas qualificações profissionais, sem contar todas as suas qualidades
pessoais como: simpatia, humildade, honestidade, versatilidade, competência e
solidariedade. É... Todos esses atributos tornam o aniversariante do mês Marcio
Ballas um artista ímpar e admirado por
todos! Confira a entrevista exclusiva concedida ao Blog Sucesso®.
SL:
Marcio, como foi o início da sua carreira?
MB: Minha carreira artística começou por
volta dos 27 anos. Após me formar em Marketing, comecei a estudar teatro e,
paralelamente, fiz um curso de clown
– palhaço. Fiquei encantado com esse universo e larguei tudo aqui no Brasil
para estudar em Nova Iorque. Posteriormente, fui a Paris aprimorar meus
conhecimentos na Escola Internacional de Teatro Jacques Lecoq, referência no
assunto e pioneiro em trazer essa linguagem do palhaço ao teatro. Estudei,
pesquisei e trabalhei muito por lá durante três anos. E conheci o projeto dos Palhaços sem Fronteiras, uma organização
muito especial que fazia expedições em locais de guerra e regiões de conflito. Fiquei
um ano em Madagascar, depois visitei os campos de refugiados no Kosovo, enfim,
obtive grandes experiências. Quando retornei ao Brasil, passei a integrar a
equipe dos Doutores da Alegria, onde
permaneci por quatro anos. Iniciei uma grande parceria com o César Gouvêa que, mais tarde, me ajudou na criação do
espetáculo Jogando
no Quintal - um dos mais
antigos do Brasil e que começou bem despretensioso, mas que foi crescendo e se
tornando comercial ao longo dos anos. Esse foi o ponto de partida para nos
motivar ainda mais a aprofundar nossos estudos, buscar outros espetáculos e
prosseguir pesquisando a linguagem do improviso sem propriamente a figura do
palhaço. Começamos a participar de
Festivais de Improviso na Argentina, Chile, Colômbia, Espanha, Peru e Uruguai. A
partir daí, comecei a contar a minha historinha de vida.
SL: É
verdade que você participou do movimento juvenil judaico Habonim Dror? Como foi a sua preparação e as experiências profissionais
que você adquiriu em diversos países do mundo?
MB: Sim. Quando eu era pequeno fiz parte
desse movimento, uma espécie de acampamento que realizava práticas de jogos,
brincadeiras e iniciação ao teatro. Foi uma oportunidade excelente, porque eu
era muito tímido e precisava me soltar mais. Desde então comecei a me
interessar pelo teatro, mas considerava apenas como uma atividade paralela... Até
o momento em que eu entrei para a turma de teatro da faculdade ESPM - aceitando
o convite do ator Dan Stulbach que era o diretor da peça na época – e me
encantei pelas artes. Posso dizer que todas essas experiências foram muito
gratificantes e me conduziram para um direcionamento profissional. Viajar é uma
boa forma de praticar uma língua estrangeira, descobrir grupos que fazem Improviso
fora do Brasil e trocar informações. Conhecendo outros talentos, organizamos o Improfest - Festival Internacional de Improviso – reunindo aqui as
melhores seleções de improviso do mundo. Eles mostravam novos formatos de
improviso e se encantavam com as nossas técnicas do palhaço, do lúdico, algo
que ainda não tinham visto antes, pois somos pioneiros. Assim conseguimos abrir
a porta do mercado internacional e participar de vários festivais ao redor do
mundo. E fomos campeões na Colômbia, o que nos proporcionou um grande
reconhecimento. Essa troca de culturas é sempre muito valiosa.
SL: Quem
criou o divertido palhaço “João Grandão”? Quais os principais ensinamentos que
você obteve ao integrar a equipe dos Doutores
da Alegria?
MB: O nome foi criação minha. Mas, na
verdade, costumamos dizer que o palhaço não é um personagem. Posso dizer que o
João seria eu mesmo em um estado mais livre, sem barreiras e sem filtros. Desde
o meu primeiro curso de palhaço, percebi o quanto isso me fascinava e resolvi
me especializar e aprimorar as técnicas a cada dia, até determinar que este
seria o meu objetivo de vida. Após o surgimento do João Grandão, comecei a me
profissionalizar nesta linguagem do palhaço. Quando entrei para a equipe dos
Doutores da Alegria, recebi ensinamentos que carrego comigo até os dias
atuais... Principalmente o exercício do aqui agora, a importância de estar no
momento presente, ou seja, lidar com tudo o que está acontecendo naquele
instante. Por exemplo: no hospital você tem a dificuldade de interagir com os
pais, a enfermeira e a criança ao mesmo tempo; se a criança chorar você precisa
dar um passo para trás; se ela sorrir você se aproxima novamente. Além da
bagagem do controle emocional, indispensável para lidar com determinadas
situações daquelas crianças já bem debilitadas por algumas doenças. É muito
gratificante receber este feedback
imediato e trabalhar a resposta das pessoas através de um sorriso, levando um
pouco de alegria para todos.
SL: Quais Festivais
de Improvisação Teatral que mais marcaram ao longo da sua carreira?
MB: É difícil mencionar os mais
marcantes, porque cada um teve a sua intensidade e a sua devida importância. Afinal,
são aprendizagens diferentes. Mas posso destacar o primeiro festival que
participamos lá na Colômbia, porque era o maior festival de teatro do mundo. Além
de conhecer muita gente de vários países envolvidos, o fato de vencermos foi
motivador e nos incentivou a prosseguir nesse mesmo caminho.
SL: Quando
está no palco em seus espetáculos, você segue algum roteiro ou é tudo improviso?
MB: Todos costumam me perguntar isso...
(risos) Sim, posso garantir que é tudo improviso. Exceto nos
programas de TV, onde normalmente tudo é roteirizado. Mas a graça do improviso
é exatamente essa, não repetir a mesma cena, mas sim, criar algo inovador
sempre. É este o nosso trabalho, treinar, estudar, pesquisar e estar livre,
pronto, vivendo o momento presente... Dizer sim, aceitar ideias e criar naquele
instante, para o público presenciar essa criação acontecendo durante o
espetáculo.
SL: Em sua
opinião, que tipo de humor o brasileiro mais curte?
MB: Não sei se há um tipo específico
atualmente. Acho que é uma questão mais pessoal. Tem gente que gosta mais de
pastelão, existem aqueles que curtem Stand-Up, alguns preferem o Improviso, outros
preferem o humor de personagem, ou seja, não existe nada em especial que agrade
mais ao brasileiro. Mas acho que a aceitação do Improviso no Brasil é um
aspecto considerável. Isso porque o Improviso traz frescor ao espetáculo e as
pessoas assistem algo que só vai acontecer ali, naquele exato momento. O
público aprecia a cena que deu certo e também se diverte com uma cena que deu
errado... Acho que esse é, de fato, o grande diferencial do Improviso.
SL: Atualmente,
qual é o maior sonho de Marcio Ballas?
MB: Permanecer para sempre no ramo do
Improviso, do palhaço e do lúdico. É morrer nos palcos, improvisando até o
último minuto de vida (risos).
SL: O
programa “É Tudo Improviso”, na TV Bandeirantes, deixou saudades?
MB: Sim, muitas. Fiquei feliz em saber
que o Canal TBS está reapresentando os episódios do programa. Por ser o nosso
primeiro em TV aberta, ele foi muito marcante para todos os integrantes. Era um
projeto que nós próprios criamos e pudemos perceber que deu certo, diante da
repercussão pública e dos comentários positivos da crítica.
SL: Marcio,
você apresentou recentemente o programa “Cante se Puder” no SBT, ao lado da
filha de Silvio Santos, um ícone da TV brasileira. Como foi essa experiência?
MB: Foi muito legal também. Era um
programa diferente de tudo o que eu já tinha feito antes. Era extremamente
divertido, entretenimento puro... E o desafio de se fazer algo novo, pois agora
eu me tornaria um apresentador de televisão, não era improvisador. Estava à
frente de um programa que não era meu, no sentido de que era outro idealizador.
E eu pegaria esse formato já pronto, com um roteiro a ser seguido. Tive a sorte
de entrar em um projeto que deu certo, ficou um ano e meio no ar e conquistou o
carisma dos telespectadores.
SL: No
comando do “Esse Artista Sou Eu” no SBT, atração que vem conquistando a
liderança de audiência nas noites de segunda-feira, em sua opinião, qual é o
aspecto mais gratificante do programa?
MB: Estou muito satisfeito em comandar
esse programa em todos os aspectos. Os cantores gostam do desafio de
interpretar a cada semana um artista diferente. Aprecio a caracterização, a
maquiagem, o figurino, cada detalhe minucioso do show, pois tudo se aproxima da
perfeição. A cada programa, a gente se surpreende mais, parece que o próprio
artista homenageado está no palco. E todos se divertem muito durante as
gravações. Às vezes, a galera fica mais agitada porque, pela regra do programa,
as notas consistem em escalas de 4 a 10. Sendo assim, aquele artista que não
conseguiu uma boa colocação no ranking - após longos ensaios e treinos
exaustivos - fica desapontado mesmo, é natural. E isso torna o clima mais
competitivo, mas faz parte do jogo. É gratificante fazer um programa leve,
familiar, divertido e descontraído. E saber que ele está alcançando grandes
índices de audiência, o que significa uma boa aceitação por parte das pessoas.
SL: Além
da televisão, quais são os seus projetos atuais?
MB: Estou
em cartaz há três anos no Comedians Club,
dirigindo e atuando no espetáculo "Noite de Improviso" realizado
todas as noites fixas de quarta-feira. Sou diretor artístico e ministro aulas
na Casa do Humor, espaço de cursos de
Improviso, Palhaço e Stand-Up. É importante ressaltar que esses cursos são de
curta duração e abertos para qualquer pessoa maior de 16 anos, pois são cursos
para iniciantes, ou seja, seus participantes não são propriamente atores e
qualquer pessoa está apta a acompanhar as aulas. O intuito é conhecer, brincar,
se soltar e se divertir. Além disso, faço apresentações como mestre de
cerimônias e shows empresariais. Essa participação no mundo corporativo é
interessante porque é uma maneira de descontrair a galera durante todos os tipos
de evento.
SL: E o
que ainda vem pela frente?
MB: A temporada do programa “Esse Artista Sou Eu” acabou se
estendendo, porém, já está acabando. Inicialmente, nós iríamos gravar 13
programas, mas agora gravaremos 18 devido à reciprocidade do público. Gostaria
de agradecer este carinho das pessoas. Acho que o programa tem uma qualidade
artística muito boa e, por isso, existe uma grande possibilidade de produzirmos
uma segunda temporada no próximo ano. Aguardem novidades na telinha!
SL: Para
saber mais a respeito de Marcio Ballas?
MB: Basta acessar www.marcioballas.com.br, Casa do
Humor - www.casadohumor.com.br,
Noite de Improviso no Comedians Club - www.comedians.com.br. Esperamos por vocês!
SL: Para
finalizar, qual a mensagem que você deixaria aos novos humoristas ou
comediantes que buscam uma oportunidade no meio artístico?
MB: Acho que o humor, assim como qualquer
outra atividade, tem que ser estudado e constantemente aprimorado. Algumas
pessoas até desmerecem a profissão, porque pensam que basta ter uma ideia
engraçada ou sair por aí fazendo piadinhas e já é o suficiente. Na verdade, é
preciso estudar, pesquisar, assistir referências, fazer cursos - em outras
palavras - é preciso se especializar. Errar e aprender para se tornar melhor a
cada dia.






NAUNM PERCO ESSE PROGRAMA POR NADA, PARABENS PRA VC MARCIO BALAS
ResponderExcluiramo o Crhistian Chavez ❤ e estou torcendo pra ele no esse artista sou eu
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