domingo, 5 de julho de 2015

PALMAS & REVERÊNCIAS



Foto: Divulgação

Ainda estamos longe do Natal, mas o Blog Sucesso® decidiu presentear os seus leitores com o post de hoje, um bate-papo exclusivo com o jornalista Eduardo Campos, que integrou brilhantemente a equipe da Rede TV nos últimos seis anos e, recentemente, se prepara para trazer novidades às telinhas! Jovem e determinado, ele é um profissional de opinião e defende ideias inovadoras para o Jornalismo. Curioso (a) para saber o que ele pensa? Então, confira a entrevista na íntegra...



SL: Edu, como se originou essa paixão pelo jornalismo?
EC: Minha paixão começou quando eu tinha dezesseis anos. Na época, meu tio - que também é jornalista - apresentava um jornal na CNT Gazeta. Um dia fui conhecer o estúdio e ele me levou até a redação de jornalismo. Eu me encantei à primeira vista e decidi seguir essa profissão.

SL: Quais trabalhos que você já desempenhou ao longo da sua carreira?
EC: Logo que eu ingressei na faculdade, aos 17 anos, consegui um estágio na Rádio Capital. Lembro que eu estudava no turno da noite e trabalhava na rádio pela manhã. Eu também desempenhava alguns trabalhos na TV Bandeirantes no turno da tarde. E, ainda, escrevia para uma revista de Triatlon, outro ramo que sempre me interessou.  Era uma correria enorme, eu fazia um monte de coisas ao mesmo tempo, não ganhava quase nada (risos). Posteriormente, fui efetivado na Rádio Capital e permaneci durante cinco anos. Depois que eu saí da TV Bandeirantes, trabalhei na TV Globo de Sorocaba, São Paulo, Jundiaí e Mogi das Cruzes. Integrei a equipe do jornal O Globo e de outras emissoras como a Record, Record News e TV Gazeta. Na Rede TV tive duas passagens... A primeira como repórter em meados de 2001 e, mais recentemente, como âncora de vários telejornais da casa. Fui editor do Globo Esporte e atuei em várias produtoras e eventos. Shop Tour também foi uma experiência bem marcante para mim.

SL: Como foi sua experiência na Rede TV?
EC: Apresentei o Rede TV News, 90 Segundos, fui âncora do Leitura Dinâmica em ambas edições e, algumas vezes, comandei as retrospectivas e os jornalísticos da casa. Estava muito satisfeito com a emissora, mas sempre quis mais.

SL: Qual foi, então, o motivo de sua saída?
EC: Fiquei seis anos na Rede TV.  A emissora é muito boa, ao contrário do que muitos dizem por aí. Cresci muito lá dentro. Tanto o Amílcare quanto o Marcelo me deram a oportunidade de me lançar no mercado dos jovens apresentadores do Brasil. Tive excelentes diretores… José Emílio Ambrósio, Marília Assef e Américo Martins. Mas acho que esta atual gestora ainda tem muito o que aprender...  Só digo que meu tempo lá acabou e deixei claro a todos que fui grato pelas oportunidades que me ofereceram.

SL: Como você avalia o Jornalismo atual?
EC: O jornalismo atual segue uma tendência para o lado descontraído. Sou e sempre fui a favor do jornalismo que, além de informar, deve entreter quem está assistindo. Caso contrário, de que adianta ficar esperando um telejornal se existe internet e você pode se informar na hora que quiser? Para segurar a atenção das pessoas, acho que tem que ter algo a mais. Infelizmente, não tive a chance de mostrar essa realidade, porque fiquei muito tempo restrito ao 90 Segundos.

SL: E o que ainda está prestes a ser conquistado? Planos para o futuro?
EC: Está nas mãos de Deus! Quero coisa nova, não desejo mais um lugar comum. Se eu voltar para a TV, que seja para um projeto inovador, dinâmico e que acrescente algo para as pessoas. Talvez um formato diferente de jornalismo. É o que eu sempre digo... Para ser serio não precisa ser chato. Acredito muito no jornalismo informal, não bancada, nada de gravata, algo mais solto, mais despojado. Acho que ainda falta isso na televisão brasileira. Acredito em ideias evolutivas.

SL: Existe algo que você não faria no jornalismo?
EC: Bom, eu não gosto muito de falar sobre política. E não gosto de programas sensacionalistas. No passado, fiz muitas coisas que não tinham nada a ver comigo. Fui repórter da RBS e fazia o Canal Rural. Trabalhei na Bolsa de Valores, apresentando o jornal dentro do pregão. Foi uma experiência interessante, mas eu percebi que economia não é o meu perfil.

SL: Já pensou em escrever algum livro?
EC: Não, ainda não pensei a respeito. Fui colunista de revista por cerca de um ano e parei por aí. Não realizei outros trabalhos impressos. Meu negócio é rádio ou televisão. Sou apaixonado pelo vídeo.

SL: No âmbito profissional, você já teve um grande desafio a ser superado?
EC: Sim, vários. Mas lembro de um episódio, em particular, que ocorreu lá na rádio Capital. Durante um noticiário, estava lendo a lauda de cinco jovens que morreram em um acidente de carro no Rio de Janeiro. No meio da nota, li o nome de um amigo meu. E relacionei com o fato de serem nadadores que estavam saindo do Campeonato Brasileiro, aí tive a certeza, era mesmo o meu amigo que tinha falecido. E eu fiquei sabendo ali, naquele momento, quando li a nota. Eu travei, comecei a chorar e a Sônia Abrãao ajudou a retomar o programa. Fora do ar, eu expliquei o que tinha acontecido. Mas foi um momento muito chocante para mim.

SL: As dores e as delícias de ser jornalista... Qual a notícia que te deu prazer em divulgar?
EC: Ahhh... Eu lembro de uma notícia lá do Leitura Dinâmica Primeira Edição. Era uma matéria sobre essas blitz de Lei Seca. Um delegado foi parado, com a família toda dentro do carro, e ele estava bêbado. Deu carteirada! (risos) Eu meti o pau no cara! Quando eu ainda estava no ar, ele ligou na TV dizendo que iria me processar. Foi uma situação muito engraçada (risos).

SL: E para saber mais sobre Eduardo Campos?
EC: Eu adoro as redes sociais... Façam contato por lá! No Facebook – EduardoCamposJornalista, no Twitter - @educampostv e no Instagram – EduCamposJornalista.

SL: Como um bom jornalista, como você encerraria esta entrevista?
EC: Gostaria de encerrar minha participação no blog Sucesso agradecendo ao carinho do público. Estou tendo um feedback positivo das pessoas nas ruas da cidade e isso me deixa muito feliz, pois sei que estou no caminho certo. Acho que todos os brasileiros precisam se interessar mais pelos jornais - seja TV, rádio ou internet, não importa – mas precisam estar atentos aos últimos acontecimentos do Brasil e do mundo... E precisam se informar sobre os nossos direitos e deveres como cidadãos. É este o meu recado!






















2 comentários:

  1. VIDA LONGA AO JORNALISTA E A SUA PROFISSAO

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  2. Oi, Su! Parabéns pela entrevista. Jeff, seu colega do grupo Folha (tá vendo como você é marcante... bjs).

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