domingo, 3 de julho de 2016

PALMAS & REVERÊNCIAS


Foto: Divulgação

A entrevista desse mês vai te surpreender... Assim como este locutor que é multitalentoso, dinâmico, adorável, mega cordial e divertido! Neste bate-papo descontraído com o Blog Sucesso®, Cadu Previero aborda suas inúmeras vertentes profissionais e experiências adquiridas ao longo da sua brilhante carreira no rádio, na internet e na TV. Cadu completou recentemente 24 anos de locução e é, sem dúvida, um dos melhores exemplos para os amantes da área de comunicação. Se liga aí!


SL: Cadu, vamos iniciar nossa entrevista com as perguntas básicas: como, quando e onde você descobriu sua paixão pelo rádio?
CP: Aos cinco anos de idade pedi de presente o meu primeiro rádio de pilha e a partir daí ouvi de tudo, desde AM até as FMs que se fortaleciam cada vez mais no começo da década de 80. Em 1985 descobri a 89 A Rádio Rock, tocando o meu estilo musical e com uma locução conversada, irreverente, inteligente, cheia de sacadas e muito conteúdo. A identificação foi imediata, o que aumentou ainda mais minha vontade de estar no comando dos microfones de uma rádio.


SL: Você se espelhou em algum ídolo para criar sua própria identidade em locução?
CP: Ouvi muitos locutores das rádios Cidade, Eldorado, Transamérica e principalmente 89FM. Gostava muito do tipo de locução do Everson Cândido da Rádio Rock. Muitos dizem até hoje que ele foi um dos grandes responsáveis pelo padrão de locução da emissora. Um estilo que faz escola até agora.


SL: E as suas rádios preferidas? Depois de atuar no ramo, elas continuam sendo as mesmas?
CP: Além da 89FM, respeito muito a história da Eldorado e Jovem Pan AM. Ouço também a Antena 1 e Alpha FM, e acho que a NOVA FM faz a sua parte no dial. Uma outra rádio surpreendente que tive o prazer de trabalhar foi a MIT FM.


SL: Você passou por grandes emissoras na capital paulista, seja rádio, internet e TV. E, atualmente, atua em uma das rádios de maior audiência da cidade. Qual é o segredo desse grande sucesso?
CP: Autenticidade e honestidade para com o seu público no ar, como também para a sua equipe nos bastidores. Ter noção exata dos seus limites, qualidades e defeitos para que possam ser corrigidos e aprimorados ao longo dos anos de experiência. E ser humilde o bastante para entender que se pode sempre aprender mais.
  

SL: Agora vamos relembrar alguns bons momentos... No comando do programa ‘Cadulaque’ na ALLTV do ilustre Alberto Luchetti – onde tive a honra de ser sua colega de trabalho durante 6 anos - você arrebentou de audiência e recebeu diversas premiações por toda repercussão pública na época. A TV deixou saudades? Existe a possibilidade de retomar esse projeto futuramente?
CP: O Cadulaque foi para mim um grande laboratório. Durante seis anos tive contato com a linguagem e o time de TV, aprimorei o meu improviso e ganhei mais experiência como apresentador. Acredito que a televisão caminha cada vez mais para a internet. E o que era para ser um laboratório acabou virando um programa de sucesso em uma plataforma totalmente inovadora. Hoje pretendo retomar o projeto com um canal no YouTube. Em breve novidades!


SL: Em locução, você prossegue com seus projetos comerciais e esbanja carisma na rádio 89FM desde 1995 e, posteriormente, com a volta em dezembro de 2012. Em 1992, você também participou da RBN AM - Rede Boa Nova de Rádio, estreando como repórter da equipe de jornalismo. Sem esquecer a sua versátil passagem pela MIT FM, em meados de 2011. E dos outros projetos paralelos e de grande importância como Coca-Cola FM e voz padrão (cabine) do programa global “Mais Você”. Ufa! É difícil conciliar agenda para tantas atribuições simultâneas?
CP: A 89FM hoje me toma um grande tempo, pois além de estar no ar durante as manhãs da Rádio Rock, eu sigo à noite com as baladas do 89 Rock Party. Mas consigo ainda um tempo para orquestrar a volta do Cadulaque e fazer a reestreia da Green FM. Eventualmente faço narrações e locuções comerciais. Gostaria muito de voltar a dar aulas de locução no SENAC, mas infelizmente a agenda não permite.


SL: E como foram essas experiências? Qual tipo de trabalho você mais curte fazer?
CP: Foram todas válidas! Aprendi muito em todas essas áreas, enriquecendo cada vez mais a minha vida pessoal, profissional e claro, o meu currículo.


SL: E o Cadu versão professor do Senac e Radioficina? Qual legado você gostaria de deixar para quem pretende seguir neste ramo?
CP: Ser professor nas duas principais escolas de locução de rádio foi simplesmente incrível! Bom demais compartilhar sua experiência profissional e, ao mesmo tempo, aprender com os alunos também. Trabalhar com comunicação é isso: um eterno aprendizado. Para quem seguir no ramo as palavras são: perseverança, humildade, autenticidade e honestidade. E saiba que a boa vontade e a curiosidade em aprender cada vez mais vão tornar gigante o seu talento.


SL: É verdade que o talentoso Cadu também ataca de DJ?
CP: Sim! Comando as noites do projeto 89 Rock Party, como apresentador e DJ em várias baladas de São Paulo, interior e litoral.


SL: Em suas entrevistas anteriores, você mencionou alguns momentos especiais na sua vida, como a entrevista realizada com os Ramones, Alanis Morissete – logo no início da sua carreira – e o bate-bola com a turma do Iron Maiden na seleção 89. Em sua opinião, quais são os aspectos mais gratificantes na vida de um comunicador?
CP: O contato e o feedback do público é, sem dúvida, algo motivador e gratificante. O fato de estar no ar em uma grande emissora lhe abre muitas portas também. E a facilidade de poder conhecer e entrevistar grandes nomes do rock nacional e internacional é algo realmente inesquecível.


SL: E os aspectos negativos? Qual a dica para não se esmorecer durante os desafios da longa jornada?
CP: Estagnação... Muitos locutores se acomodam na zona de conforto das suas quatro horas no ar. Pesquisar conteúdo, inovar e abrir o leque de trabalho na área de locução é muito importante! Sem isso, existe a probabilidade de se ficar no meio do caminho.


SL: O que você acha que mudou na forma de se fazer rádio ao longo da última década?
CP: O rádio e os próprios locutores tiveram que se adaptar às redes sociais e aos seus recursos. Em minha opinião, este fator aproximou ainda mais o público de seus apresentadores. Uma mudança totalmente benéfica! E ao longo dos anos, o rádio vem mostrando cada vez mais que sabe se recriar.


SL: Da nova safra de bandas nacionais, quais você recomendaria e por quê?
CP: Curto muito o som dos Vespas Mandarinas e da banda Maglore. Duas bandas da nova safra que se preocuparam com letras bem feitas, arranjos e harmonias com influência das principais décadas do rock. Vale a pena ouví-las.


SL: Cadu também inovando na linha do empreendedorismo... A rádio Green FM se lança em 2012 com força total no mercado, sendo a primeira Rádio Verde do país - trazendo um segmento on-line com interação do público das redes sociais, novidades musicais e um jornalismo mais preocupado por ações de sustentabilidade. Este idealismo se faz realmente necessário em nosso cenário atual. Como se originou essa ideia?
CP: Com o fim da MIT FM surgiu a ideia de se montar uma rádio com um tema inédito: a sustentabilidade. No seu lançamento em setembro de 2012, a Green realmente foi um sucesso na plataforma web, com uma programação e conteúdo não deixando nada a desejar para as grandes FMs. Hoje retomaremos o projeto com algumas novidades. Acredito no tema e ainda acho que faremos história com essa rádio, seja agora na internet ou quem sabe futuramente no dial.


SL: Quais são as principais dificuldades para se tornar um empreendedor no Brasil? Como criar diferenciais junto à concorrência?
CP: Ter uma grande ideia nas mãos já equivale a 50% do sucesso. Não se acomodar a moldes e saber se reinventar na hora certa é primordial e o respeito ao público é fundamental. Com isso, os parceiros e investidores virão em seguida.


SL: Quem são os seus atuais parceiros neste projeto?
CP: Temos o Green Building Council Brasil (GBC Brasil) que é uma ONG que visa fomentar a indústria de construção sustentável no Brasil. A marca ECOW – Ecological Conscience on Wearing - é outra parceira engajada com a sustentabilidade e cria coleções para atender os preceitos do mercado brasileiro levando sempre tecnologia. A Allianz, Itaú e Panasonic são fortes candidatas a embarcar no projeto, sem falar nas várias ONGs que estamos em contato.


SL: E o que ainda está prestes a ser conquistado?
CP: Viabilizar o Cadulaque no YouTube e alavancar a Green FM como Rádio Web.


SL: Para saber mais sobre Cadu Previero, como encontrá-lo nas redes sociais?
CP: Fácil! Estou em todas as redes sociais como cadupreviero.


SL: É com enorme satisfação que a equipe do Blog Sucesso® agradece sua participação exclusiva e honrosa em nosso site. Para finalizarmos em bom estilo e bom-humor - sua marca registrada – conte-nos algum momento engraçado que você vivenciou no rádio?
CP: Eu que agradeço a oportunidade de poder contar um pouco da minha carreira aqui no Blog Sucesso. Vida longa e muito sucesso a todos da equipe! Bom, foram várias histórias que renderiam talvez um livro... (risos) Mas, com certeza, a que mais me marcou foi a entrevista com a Alanis Morissette em 1996, no estúdio da 89FM. Ela se mostrou tímida durante a entrevista, mas na hora da foto final ela sorriu e me deu um beliscão no bumbum. Eu diria que esse foi um autógrafo bem diferente! (risos)






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