E o Blog
Sucesso traz hoje uma entrevista com Victor Augusto Rodrigues Araújo (Victor Araújo),
compositor, arranjador, programador, cantor, instrumentista e produtor
cultural... Ufa! Com um currículo deste porte, ele ainda reservou grandes
novidades para 2017, como a produção e a direção artística do programa Modão do
Brasil - apresentado por Alysom Brasil e exibido na TV Educativa do Paraná. Só
sucesso, um gigante na produção cultural do nosso país! Confira na íntegra...
SL: Victor, como foi o início da sua carreira?
VA: Comecei aos
14 anos como baixista de banda de baile. E aos 16 anos, assumi os vocais da
banda de forró Sobe Serra. Produzi jingles comerciais para centenas de empresas
e candidatos políticos. Estudei leitura e escrita musical no 7º Batalhão da PM.
Desde 2014, atuo como criador, arranjador e produtor musical na Usina da
Música. E já gravei vários artistas como a banda Volta Elétrica, Recanto da
Chibata, Gilberto e Gilmar, Antônio Marcos, Saullo Morais, Cabal Tribal,
Pranchana Jack, Rabelo e Daniel, Grilo de Roupa, Pedro Otávio, Maik e Hamilton,
Junior Theodoro, Coral da Embaré, Bruno e Roni Ribeiro, Fabby, Lorram Pires,
Roberta Lobato, Alisson Gontijo, Elton Reis, Marcos Delluca, Ana Júlia, Acordes
do Monte, Thalita Aneda, Bruno Mota, Rogério Cota, Caio Mendes, João Otavio e
Gabriel, Mistura do Samba, Fred Soares, Karol Shienna, Raí Fernando, MC Edy
Pankas, MC Lucas LP, Banda Improviso, Forró Documentado, Gabriel Lucas, Luís
Augusto, Wagner Cruz, Wellington Thiago, Grupo Tchagarra, entre tantos outros
nomes consagrados. De 2016 pra cá, estou produzindo e dirigindo os álbuns e os
clipes dessas bandas. E sigo produzindo festivais de música e vários shows aqui
no sul do país.
SL: Como está sendo essa nova experiência em
produzir e dirigir o programa Modão do Brasil?
VA:
Uma honra muito grande. Eu sempre prestigiei o trabalho do
Alysom Brasil, agora posso ter essa experiência em contribuir para as pautas e
o artístico do programa. É uma oportunidade que eu sempre serei grato e que
está me abrindo um leque de novas possibilidades. Estou muito feliz e me sinto
realizado profissionalmente.
SL: E os festivais de música? Quais foram os
mais marcantes?
VA:
Sem dúvida, os festivais paranaenses. A turnê do
Willian Alves & Junior, a oitava festa do milho, o show comemorativo dos 30
anos de história de Felipe & Falcão, o Festival Gospel, o Pancadão
Sertanejo, o Fest Music Paraná, dentre outros. Grandes recordações!
SL:
Victor,
como você enxerga o mercado e a carreira de
produção cultural no Brasil? Está em ascensão ou devido à crise tende a
enxugar?
VA: Não é
um mercado e uma carreira fácil... E neste momento como o que estamos
vivendo, os eventos culturais são os primeiros a sofrer cortes. Mas a cultura é
parte fundamental para
nossa sociedade e o brasileiro é muito criativo, mesmo
com todas as dificuldades conseguimos produzir muita coisa boa, de qualidade.
Existem
projetos culturais incríveis por todo Brasil e se você entrar a fundo
neles, vai descobrir que muitos quase não receberam recursos para acontecer.
Poderíamos falar horas sobre isso, mas
resumindo, nós brasileiros conseguimos fazer muito com pouco, 2016 foi um ano
bem difícil e ainda assim tivemos muitos projetos culturais importantes acontecendo.
SL: Como foi para você realizar um festival como o “Fest Music
Paraná” em um período de crise? Você sentiu o impacto da crise? Quais foram as
soluções?
VA: Foi um grande desafio, tivemos muitos
cortes, já estávamos em processo de aprovação com alguns parceiros e
patrocinadores que não foram adiante, outros que conseguiram manter o
patrocínio mas pagaram com atraso e isso mexeu com todo nosso planejamento... Tivemos
que rever o formato muitas vezes durante o ano, perdemos a agenda de alguns
artistas que já tinham confirmado, mas criamos novos desdobramentos e
trabalhamos muito para manter a qualidade artística do festival, esse era nosso
principal foco.
SL: Resumidamente, qual a principal dica para criar, planejar e
viabilizar um projeto?
VA: Conhecer o mercado em que você atua é
fundamental para planejar e viabilizar um projeto. Acho que o primeiro passo é
trabalhar bem seu conteúdo, entender quem é o público que você quer atrair, as
empresas que costumam apoiar o segmento que você quer atuar, quais editais de
cultura seu projeto pode se encaixar, entre outras questões.
SL: Em sua opinião, quais as maiores facilidades e dificuldades do
mercado e da profissão?
VA: Acho que falta uma profissionalização de
verdade nesse mercado. Isso porque os cursos e as faculdades ainda são muito
genéricos. Falta mão de obra especializada. O que mais vejo são pessoas se auto-intitulando
produtores, curadores, técnicos e por aí vai... Não é assim, precisa estudar,
pesquisar, trabalhar muito antes de se apresentar como profissional nessa área.
Recebo muitos currículos e leio todos, mas infelizmente a maioria nem sabe
exatamente para qual finalidade está enviando o currículo. Essa é uma das
grandes dificuldades: montar uma boa equipe, que sabe realmente o que está
fazendo.
SL: Você acredita que o mercado é fechado ou existe oportunidade
para todos os profissionais? É possível um profissional de exatas, por exemplo,
mudar de área e começar a trabalhar com cultura? Quais são os requisitos?
VA: Não considero o mercado fechado, acho
que oportunidade é a gente quem faz. Não é nada fácil, mas acho que sim, você
pode ser de outra área e começar a atuar no mercado cultural. No entanto, é
importante ter uma direção, saber o que você quer fazer.
Parte da equipe que costumo contratar
para os projetos são estudantes, pessoas que estão começando, que estão a fim
de aprender, de experimentar o dia a dia de uma produção. Mas quando eles
chegam, eles sabem exatamente o que querem conhecer e aprender.
SL: E para quem quiser entrar em contato com a produtora?
VA: Super
fácil, pode me contatar no (41) 9128.3858. Prontamente à disposição!
SL: Para finalizar, quais as dicas que você daria para novos
produtores?
VA: O produtor está envolvido em todas as
etapas de um projeto, é o profissional que rege e faz o todo funcionar... Por
isso, é importante ter conhecimento sobre os mais diversos assuntos, estudar,
pesquisar e tentar trabalhar em diferentes produções para conhecer os formatos
e as infinitas possibilidades que esse mercado pode oferecer. Para quem tem
disposição e interesse, tem espaço. Obrigado pela entrevista, sucesso a todos
do blog.





parabens pelas suas entrevistas su, vc é uma otima jornalista, curto muito o seu trabalho
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