As razões da Academia Sueca para premiar Bob Dylan com o Nobel de
Literatura
Um prêmio para “um grande poeta
na tradição do idioma inglês”. Foi assim que a Academia Sueca definiu o Prêmio
Nobel de Literatura dado ao cantor e compositor americano Bob Dylan, em 2016.
No anúncio oficial, a porta-voz
da Svenska Akademien afirmou que os
jurados escolheram o músico de 75 anos como o premiado de 2016 por ele ter
“criado novas expressões poéticas dentro da grande tradição da música
americana”.
No entanto, a honraria dada a
Dylan surpreendeu muitos, não apenas pelo fato de o músico ter desbancado
outros favoritos – entre eles o escritor japonês Haruki Murakami ou o famoso
poeta sírio Adonis – mas também porque pela primeira vez o prêmio máximo da
literatura foi para um compositor de canções. O resultado demonstra uma mudança
real no prêmio que, em 112 anos de história, jamais tinha premiado um
compositor.
Dylan estava em listas que
especulavam sobre os potenciais ganhadores do prêmio em 2016, mas muitos
analistas acreditavam que a Academia Sueca não se aproximaria de um gênero
popular como o folk rock. Mas,
felizmente, o rock venceu!
O músico, autor de clássicos como
Jokerman, Blowin´ in the Wind e Like a Rolling Stone, recebeu – com
atraso – o prêmio de oito milhões de coroas suecas e uma medalha de honraria.
Ele não compareceu na cerimônia oficial de entrega dos prêmios e seu discurso à
Academia também gerou polêmicas.
O último americano a receber o
Prêmio Nobel de Literatura havia sido a escritora Toni Morrison, em 1993. Entre
os outros estão Sinclair Lewis (que ganhou a honraria em 1930), Willian
Faulkner (em 1949) e Ernest Hemingway (em 1954).
O nome verdadeiro de Bob Dylan é
Robert Allen Zimmerman. Ele nasceu em 1941 e começou sua carreira musical em
1959, tocando em cafeterias do estado americano de Minnesota.
Grande parte de suas músicas mais
conhecidas são da década de 1960, quando ele se transformou em uma espécie de
historiador informal dos tempos turbulentos nos Estados Unidos.
Blowin´ in the Wind e The
Times They are A-Changin´ estão entre as canções que são verdadeiros hinos
dos movimentos contra a guerra e pelos direitos civis.
Dylan tem muitos álbuns que podem
ser considerados clássicos, entre eles Highway
61 Revisited (de 1965) e Blood on the
Tracks (de 1975), além de Blonde on
Blonde, citado pela Academia Sueca. Eis aqui, humildemente, esta homenagem
a um dos roqueiros mais respeitados do mundo.

GRANDE MESTRE DYLAN \m/
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