domingo, 3 de junho de 2018

PALMAS & REVERÊNCIAS





As razões da Academia Sueca para premiar Bob Dylan com o Nobel de Literatura



Um prêmio para “um grande poeta na tradição do idioma inglês”. Foi assim que a Academia Sueca definiu o Prêmio Nobel de Literatura dado ao cantor e compositor americano Bob Dylan, em 2016.
No anúncio oficial, a porta-voz da Svenska Akademien afirmou que os jurados escolheram o músico de 75 anos como o premiado de 2016 por ele ter “criado novas expressões poéticas dentro da grande tradição da música americana”.
No entanto, a honraria dada a Dylan surpreendeu muitos, não apenas pelo fato de o músico ter desbancado outros favoritos – entre eles o escritor japonês Haruki Murakami ou o famoso poeta sírio Adonis – mas também porque pela primeira vez o prêmio máximo da literatura foi para um compositor de canções. O resultado demonstra uma mudança real no prêmio que, em 112 anos de história, jamais tinha premiado um compositor.
Dylan estava em listas que especulavam sobre os potenciais ganhadores do prêmio em 2016, mas muitos analistas acreditavam que a Academia Sueca não se aproximaria de um gênero popular como o folk rock. Mas, felizmente, o rock venceu!
O músico, autor de clássicos como Jokerman, Blowin´ in the Wind e Like a Rolling Stone, recebeu – com atraso – o prêmio de oito milhões de coroas suecas e uma medalha de honraria. Ele não compareceu na cerimônia oficial de entrega dos prêmios e seu discurso à Academia também gerou polêmicas.
O último americano a receber o Prêmio Nobel de Literatura havia sido a escritora Toni Morrison, em 1993. Entre os outros estão Sinclair Lewis (que ganhou a honraria em 1930), Willian Faulkner (em 1949) e Ernest Hemingway (em 1954).
O nome verdadeiro de Bob Dylan é Robert Allen Zimmerman. Ele nasceu em 1941 e começou sua carreira musical em 1959, tocando em cafeterias do estado americano de Minnesota.
Grande parte de suas músicas mais conhecidas são da década de 1960, quando ele se transformou em uma espécie de historiador informal dos tempos turbulentos nos Estados Unidos.
Blowin´ in the Wind e The Times They are A-Changin´ estão entre as canções que são verdadeiros hinos dos movimentos contra a guerra e pelos direitos civis.
Dylan tem muitos álbuns que podem ser considerados clássicos, entre eles Highway 61 Revisited (de 1965) e Blood on the Tracks (de 1975), além de Blonde on Blonde, citado pela Academia Sueca. Eis aqui, humildemente, esta homenagem a um dos roqueiros mais respeitados do mundo.







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