Blur é uma banda britânica de britpop e rock alternativo. Formada em 1989, em Londres, é composta pelo vocalista Damon Albarn, o guitarrista Graham Coxon, o baixista Alex James e o baterista Dave Rowntree.
O Blur começou no início dos anos 90 com uma sonoridade não muito distante das bandas que dominavam a cena britânica da época. Era uma mistura do rock psicódelico e dançante do Stone Roses com as guitarras e a introspecção de grupos como o My Bloody Valentine, que fazia o estilo "shoegazer" (a saber, uma postura tímida no palco que se caracteriza pela quase inércia dos integrantes, que muitas vezes mal encaravam a plateia e mantinham o olhar para baixo, daí o termo "shoegazer"). Mas com o andamento de sua carreira, o Blur desenvolveu o seu próprio estilo, resgatando elementos da música britânica e liderou uma verdadeira renovação no rock inglês, o chamado britpop, se firmando como um dos mais importantes grupos da década.
No início, os músicos não conseguiam um bom resultado de público e crítica. A salvação veio com o nome de Stephen Street, produtor conhecido pelo seu trabalho com o The Smiths, e mais tarde, pelo próprio Blur e o Cranberries. Com Stephen Street são gravadas mais duas músicas, "Come Together" e "There's No Other Way", que acabou sendo o segundo single, lançado em 1991.
Desta vez, a crítica caiu de joelhos pelo Blur: suas músicas ganham as rádios, eles se apresentam no famosíssimo programa Top of the Pops da BBC pela primeira vez, e There's no Other Way acaba atingindo o topo da parada musical. Em julho, começam as gravações do primeiro álbum, também com Stephen Street. O disco foi intitulado "Leisure" e contava também com as músicas dos dois primeiros singles.
Na carona do sucesso de "There's no Other Way", o disco chegou a sétima posição da parada inglesa, mas a reação da crítica já não foi a mesma. Entre os integrantes, o descontentamento com a sonoridade de "Leisure" foi ainda maior e o Blur passaria a se concentrar na reinvenção da sua música. Em setembro, eles já estavam em estúdio e apresentavam pela primeira vez a inovadora "Popscene", claramente um passo à frente do material gravado anteriormente. Mas o prestígio do Blur era próximo a zero na época, devido a alguns shows ruins com alguns integrantes completamente embriagados no palco.
O "novo" Blur relembrava influências de grupos dos anos 60, principalmente The Kinks, se voltando ao resgate de elementos essencialmente ingleses. Como compositor, Damon Albarn se distanciava completamente do "shoegazing" dos primeiros tempos, em letras e temáticas bem diretas com várias referências e comentários sobre a sociedade britânica. O segundo single "Chemical World" é lançado e atinge boas posições.
Foi uma época especialmente criativa e fértil do Blur, todas as ideias se encaixavam fácil. Todas as músicas foram cuidadosas pensadas em cada detalhe, preenchidas por efeitos, teclados, arranjos de cordas e instrumentos de sopro, coros... As letras contavam histórias irônicas sobre o cotidiano, recheados de personagens e caricaturas da sociedade britânica. A criatividade do Blur não tinha limite e resultou em um álbum muito mais pop que o anterior, recebido como um clássico pela crítica britânica.
Em fevereiro, é lançado o single de "Girls & Boys", como uma prévia do novo álbum "Parklife". O single faz um enorme sucesso (quinta posição na parada) e abre o caminho para o lançamento do álbum em abril, o primeiro do Blur a chegar na primeira posição na Inglaterra. "Parklife" ficou mais de um ano entre os 20 mais vendidos no Reino Unido e teve ainda mais três hits "To The End", "Parklife" e "End of a Century". No fim do ano, "Parklife" era escolhido como o melhor disco do ano por várias revistas. Em janeiro de 1995, eles recebem os prêmios de melhor banda, melhor disco, melhor single e melhor vídeo no Brit Awards (absolutamente todos os prêmios principais da premiação que é o equivalente ao Grammy inglês). O Blur definitivamente era o grupo número 1 da Inglaterra e seus integrantes, principalmente Damon, se tornavam celebridades.
O sucesso do Blur abriu o caminho para o sucesso de uma série de outros nomes como Pulp, Supergrass, Elastica e, principalmente, do Oasis (esta última na qual tiveram uma grande rivalidade). O Blur passou metade de 1995 trabalhando em seu novo disco - "The Great Escape”, a crítica recebeu o disco com elogios rasgados e as vendagens foram excelentes.
De fato, o Blur quase acabou no início de 1996. Mas em março, após o final de uma turnê nos EUA, Damon Albarn viaja para a Islândia para descansar e volta completamente reanimado. "Song 2" se mostrou mais um acerto, fazendo da música um hit e, finalmente, tornando o Blur conhecido nos Estados Unidos. Depois de uma turnê bem sucedida pelos EUA, os músicos voltam a subir nas paradas e, definitivamente, reconquistam seu espaço.
Depois de mais dois singles "Coffee & TV" e "No Distance Left to Run", eles comemoram seus 10 anos de carreira em mais um show no estádio Wembley. Os músicos ainda receberam prêmios pelo videoclipe inovador de "Coffee & TV". Em 2000, foi lançado um "Best Of", ainda como parte das comemorações pelos 10 anos de carreira, contendo uma faixa inédita - "Music is my Radar". O ano de 2002 marca a saída de Graham Coxon, aparentemente por motivos de insatisfação com os novos projetos do Blur. Damon Albarn também começa a participar de projetos paralelos com o Gorillaz.
Em 2015, o Blur anuncia pelas redes sociais seu mais novo álbum, The Magic Whip, marcando sua volta após 12 anos sem nenhum lançamento de álbum de estúdio. Os músicos já venderam cerca de 8 milhões de cópias pelo mundo.
Aqui a gente relembra o grande sucesso There´s No Other Way, do segundo single de 1991, que subiu direto ao topo da Billboard Dance Club Play Songs e da Billboard Hot 100. Play no volume máximo!!
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