domingo, 7 de novembro de 2021

MEMORÁVEIS

 

John R. Cash (conhecido pelo nome artístico de Johnny Cash) foi um cantor, compositor, escritor, diretor e ator norte-americano, conhecido por seus fãs como "O Homem de Preto". É considerado um dos músicos mais influentes do século XX - e também considerado o "rei da música country” e um ícone desse gênero. Em uma carreira que durou quase cinco décadas, ele foi para muitas pessoas a personificação do “country rock”. Sua voz sepulcral e o distintivo som "boom chicka boom" de sua banda de apoio Tennessee Two são algumas de suas marcas registradas.

Quando sua carreira começou a decolar no começo da década de 1950, Cash se destacava no gênero rock. Logo acabou se viciando em anfetaminas, mas isso não tirou o brilho da sua carreira. Durante os anos 60, Cash lançou vários álbuns conceituais com estrondoso sucesso de público e crítica - como Bitter Tears de 1964 e Ballads Of The True West de 1965. Entretanto, seu vício continuava e seu comportamento destrutivo provocou um divórcio, além de causar vários problemas de saúde e várias confusões durante seus shows.

Influenciado por uma conversão religiosa alcançada depois de uma tentativa fracassada de suicídio, Cash começou a batalha contra o vício. Nos três anos seguintes, ele se aproximaria do gênero country e lançaria seus dois álbuns ao vivo mais bem-sucedidos: Johnny Cash at Folsom Prison de 1968 e Johnny Cash at San Quentin de 1969.

De 1969 a 1971, Cash estrelou seu próprio programa televisivo pela rede ABC, que contava com a participação de vários astros da música, como Neil Young e Bob Dylan. Imensamente popular e uma figura imponentemente alta, no começo da década de 1970, ele havia conseguido cristalizar sua imagem pública. Cash se apresentava (na maioria das vezes) vestido de preto, calçando uma bota igualmente preta de cano longo, o que o levou a ser apelidado de "O Homem de Preto". Esta vestimenta era um total contraste às usadas pela maioria dos astros country da época - chapéus, roupas claras e botas de cowboy. Em 1971, Cash compôs a música "Man In Black" para tentar explicar um pouco o seu estilo.

Em meados dos anos 70, a popularidade e as canções de sucesso de Cash começaram a diminuir, mas ainda assim, a sua autobiografia intitulada Man in Black (de 1975) vendeu mais de um milhão de cópias. Sua amizade com Billy Graham levou à produção de um filme sobre a vida de Jesus chamado The Gospel Road, que Cash co-escreveu e narrou.

Em 1980, aos 48 anos de idade, Cash tornou-se o mais jovem indicado ao "Hall da Fama da Música Country". Foi também durante essa época que Johnny Cash começou a participar, como ator, de uma série de filmes televisivos.

Em 1982, ele conheceu Ozzy Osbourne. Anos mais tarde, Osbourne admitiu que Cash era um de seus cantores favoritos. Em 1986, Cash publicou seu único romance - Man in White - um livro sobre Saulo e sua conversão ao tornar-se o apóstolo Paulo.

Sua carreira ganhou novo fôlego na década de 1990, quando assinou um contrato com a American Recordings e se aproximou mais do gênero rock. Em complemento às diversas composições de Cash, Unchained apresentava canções do Soundgarden ("Rusty Cage") e Beck ("Rowboat"), assim como a participação especial do baixista Flea do Red Hot Chili Peppers.

Em 1999, Cash foi diagnosticado com Síndrome de Shy-Drager, uma doença neuro-degenerativa - diagnóstico que mais tarde seria alterado para problemas no sistema nervoso associados à diabetes. Seu estado de saúde o forçou a encurtar as suas turnês. O álbum American III: Solitary Man, lançado no ano 2000, apresentava sua resposta à doença, representada por uma versão de "I Won't Back Down" de Tom Petty, assim como uma releitura poderosa de "One" do U2.

Até que, lamentavelmente em 2003, ocorre o falecimento de Cash (devido a complicações de diabetes). Desde os seus primórdios como um pioneiro do rockabilly e rock ´n roll nos anos 1950, à sua transformação em um representante internacional da música country (e até a reconquista da fama nos anos 90, como uma lenda viva do country rock alternativo), Cash influenciou incontáveis músicos e deixou um trabalho igualado apenas pelos maiores artistas de sua época.

E também recebeu muitas homenagens... Um box set - intitulado Unearthed - foi lançado postumamente. Em 2005, foi lançado o filme Walk the Line (no Brasil: Johnny & June) com Joaquin Phoenix no papel de Cash e Reese Witherspoon como June Carter (sua segunda esposa), dirigido por James Mangold - uma espécie de biografia filmada. Filme que recebeu o Oscar de melhor atriz para Witherspoon e uma indicação de melhor ator para Joaquin Phoenix. Em 2006, o quadrinista alemão Reinhard Kleist lançou "Cash - I see a darkness", biografia em quadrinhos de Johnny Cash, abrangendo as décadas de 1950 e 1960, mostrando o início da carreira do cantor. A banda brasileira Matanza lançou, em 2005, o álbum To Hell With Johnny Cash, só de covers em homenagem a Johnny Cash - de quem eles são grandes fãs e atribuem grande influência em seu estilo musical.

O videoclipe de Hurt (2002 / American IV), canção composta por Trent Reznor do Nine Inch Nails, foi indicada em sete categorias do Video Music Awards da MTV, ganhando o prêmio de "Melhor Fotografia". Em 2004, Hurt também venceu o Grammy de "Melhor Videoclipe", além de participar da trilha sonora do filme Os Melhores Dias de Nossas Vidas. Em 2017, Hurt também foi a música que regeu o trailer de Logan. Oito anos após sua morte, foi considerado pela Billboard e pela New Musical Express (NME) - uma das mais tradicionais e importantes revistas de músicas do mundo - como o melhor videoclipe de todos os tempos. Prepare-se para assistir agora. É de arrepiar...





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