domingo, 11 de agosto de 2013

BOAS NOVAS

Com DANIEL RIBEIRO

Foto: Divulgação
Profissional de credibilidade, extremamente admirável e com predicados únicos, Daniel Ribeiro está trazendo novidades e inovações aos meios da Comunicação e conta tudo sobre a “Web Rock Station – A Estação que toca a sua música!” em entrevista exclusiva para o Blog Sucesso. Confira!

SL: Daniel, desde já gostaria de agradecer-lhe por nos conceder essa lisonjeada entrevista. Um comunicador nato, experiente ator, músico e radialista, como foi o início de sua carreira artística?
DR: Na música, eu comecei aos 15 anos, com bandas de garagem. Mas a nível profissional, em 1993 tornei-me um dos fundadores da Children of the Beast, tributo oficial ao Iron Maiden na América Latina, ou seja, a única banda oficialmente autorizada pelo Iron Maiden. Eu acabei saindo da banda em 2002, mas eles ainda fazem shows até os dias de hoje. Como ator, tudo começou em 2000 quando participei das gravações do programa Sai de Baixo. Fiz participação no elenco de apoio de diversos filmes como Bruna Surfistinha, Bicho de Sete Cabeças, Onde está a felicidade? e Meu País. Em 2009, fiz novelas no SBT e alguns comerciais nacionais e internacionais para grandes empresas como Visa Eletron, Ford Focus e Friele. Em 2007, fiz alguns trabalhos de dublagem pela Lipsync e integrei a equipe humorística do Programa Engraçado no Canal S.P. Em 2011, fiz cursos de locução e comecei a trabalhar em rádios FM de São Paulo. Daí em diante, me apaixonei pelo rádio.
  
SL: Quais os trabalhos realizados no rádio e na música?
DR: Fui locutor de rádio FM por alguns meses. Logo na seqüência resolvi montar uma rádio própria. E na música, após deixar a Children of the Beast, eu montei em 2005 uma outra banda, a Roclowns, permanecendo sete anos neste projeto. Quando iniciei os trabalhos no rádio, eu me afastei da música e fiquei sem banda até o momento. Mas minha paixão é tocar e logo estarei na ativa novamente! 
  
SL: Alguém já tentou prejudicar sua carreira? Como é a concorrência na área da comunicação?
DR: Olha, posso te afirmar com convicção que hoje em dia tem muito “mané” que acha que a gente é idiota... Se alguém tentou me prejudicar eu não sei, mas a concorrência no ramo de comunicação é bem grande. Se alguém fez algum trabalho de macumba para mim, eu não fiquei sabendo (risos), mas acho que a área é difícil mesmo para todo mundo. Quem se abre para ela, precisa de muito foco e muita dedicação para conquistar algo e não desistir no meio do caminho.
  
SL: O que um bom locutor precisa ter?
DR: Hoje em dia, os princípios básicos para ser locutor é ter bom senso, ética, dedicação e uma boa articulação vocal. Não precisa ter “aquela voz” de Cid Moreira, acho que o mais importante é saber da sua responsabilidade frente a um veículo de comunicação. Muita gente está te escutando, então antes de divulgar qualquer notícia, você precisa checar a procedência da fonte para não perder a credibilidade ao mencionar fatos que não sejam verídicos.
  
SL: E como cuidar corretamente da voz, uma de suas principais ferramentas de trabalho?
DR: Como o rádio não exige mais aquela impostação de voz como era exigido antigamente, o locutor deve cuidar mais da sua saúde em geral e fazer aquecimentos e exercícios com a voz, ingerindo muita água e alimentos como a maçã, que hidratam as cordas vocais. O que eu não recomendo antes de se fazer locução, de forma alguma, é comer chocolates ou outros doces, porque são alimentos que atrapalham a voz e a boa dicção.
  
SL: Quem são os radialistas que você admira?
DR: Eu admiro o Titio Marco Antônio da rádio Kiss FM, porque ele tem o meu estilo de locução. E também acompanho o trabalho do jornalista Ricardo Boechat, da rádio Bandeirantes FM.
  
SL: E os músicos de sua preferência?
DR: Nossa, são tantos, posso citar apenas alguns deles... Primeiramente, o Iron Maiden. Mas sou fissurado por bandas metal e hard rock dos anos 70, 80 e 90, como por exemplo Black Sabbath, Helloween, Pink Floyd e Led Zeppelin. Com relação às atuais, eu conheço várias bandas nacionais do pop ao metal que são sensacionais como Dolores Dolores, Eu Acuso, Plexiheads, Blues Riders, Jamirulus, Steelfox, entre outras.

SL: Em sua opinião, quem ainda vai fazer história no rádio ou na música?
DR: Se dependesse de mim e de quem tem bom gosto musical, todas essas bandas nacionais que eu citei (Dolores Dolores, Eu Acuso, Plexiheads, Blues Riders, Jamirulus, Steelfox...) possuem grande potencial para fazerem história na música. E eu ficarei muito feliz quando isso acontecer.

SL: Daniel, por que web rádio hoje?
DR: Em minha opinião, web rádio é o futuro! Para quem ainda não conhece, web rádio é o serviço de transmissão de áudio via internet com a tecnologia streaming, gerando áudio em tempo real, havendo possibilidade de emitir programação ao vivo ou gravada. O fato mais importante é que com uma web rádio você consegue a possibilidade de alcance global na audiência. A internet e a tecnologia permitem esses recursos de inovação e tendências de mercado.

SL: Quais as principais diferenças entre web rádio e rádio tradicional?
DR: Uma web rádio não precisa de concessão do Governo, não necessita de muita aparelhagem e sua transmissão é mundial. Isto também possibilita uma vasta abrangência de anunciantes ao redor do mundo. Além disso, o custo para criação de uma web rádio geralmente é bem inferior ao custo de criação de uma rádio tradicional. Mas para transmissão de músicas em estabelecimentos comerciais, é necessário efetuar o pagamento dos direitos autorais das músicas ao ECAD. Em casa, para uso doméstico, não há necessidade. Na rádio convencional, o alcance de sinal é limitado, além de precisar da concessão para funcionamento e de equipamentos com alta tecnologia, antenas, recursos humanos e financeiros. Isso porque as estações tradicionais de rádio transmitem a programação pelo meio convencional, em outras palavras, transmissão analógica por ondas de rádio AM ou FM. 
  
SL: Como funciona uma web rádio? Quem pode ter uma?
DR: Qualquer pessoa pode ter a sua web rádio, desde que ela tenha um computador com internet banda larga e contrate um serviço de streaming, que funciona como um site para hospedar a rádio. Não precisa ter nenhuma licença específica. Mas é importante ressaltar que uma web rádio precisa ter uma programação própria, onde o usuário não possui o poder de escolha das músicas. Ele pode apenas sugerir as músicas de sua preferência. Atualmente, existem sites que se entitulam como web rádios, mas não possuem player e, portanto, são caracterizados apenas como sites de compartilhamento de músicas.

SL: Como e quando surgiu a Web Rock Station?
DR: A idéia de criação da Web Rock Station surgiu enquanto eu ainda trabalhava em uma rádio FM de São Paulo. Eu chegava em casa totalmente frustrado por não poder tocar o que eu queria... Eu não tinha autonomia ou liberdade para tocar o que as pessoas realmente queriam ouvir. Dessa forma, não poderia atender aos pedidos de música que eu recebia via telefone ou e-mail dos ouvintes. Foi neste momento que eu decidi recomeçar. E, aos poucos, comecei a planejar a Web Rock Station, desde o logotipo, criação de arte, acervo musical, segmento, material promocional, recursos, enfim, toda a estrutura da rádio que eu sonhava. Até que, em agosto de 2012, o projeto saiu do papel e a rádio foi ao ar pela primeira vez. É com muita alegria e satisfação que estamos comemorando neste mês o aniversário da rádio, com bases sólidas para o sucesso.

SL: Como é feita a escolha das bandas e das músicas que tocam na rádio? E quem ouve a rádio?
DR: Procuro colocar na rádio todas as vertentes do rock como blues, hard, classic, pop, metal, bandas independentes, acústicos, entre outros. O critério de avaliação é o padrão de qualidade e produção. Vejo se a música é realmente boa e pode agradar ao público da rádio, que é bem exigente e seletivo. Posso dizer que o público-alvo da Web Rock Station é ilimitado, pois a programação agrada a todas as idades. Os próprios integrantes das bandas ouvem a rádio.

SL: Como é trabalhar com bandas independentes?
DR: O aspecto favorável de se trabalhar com bandas independentes é que, de um ano para cá, conheci grupos excelentes e de total gabarito, bandas que só precisam de um incentivo para aparecerem nas mídias. A Web Rock Station oferece a elas esse espaço, uma oportunidade ímpar a ser aproveitada. E os músicos ficam extasiados ao saberem que existe uma rádio que apóia e respeita esse gênero musical, sem ser necessário pagar “jabá” ou enfrentar concursos e mais concursos ou sorteios na divulgação de suas músicas. Mas este tipo de trabalho também traz determinadas dificuldades, porque algumas bandas que estão começando agora pensam que já alcançaram o topo... Porém, acho que toda banda precisa de tempo de estrada e maturação para ficar conhecida no meio artístico.
  
SL: A publicidade nestes meios funciona de forma semelhante às rádios convencionais? Quais são os seus parceiros atualmente?
DR: Não é igual, pelo menos por enquanto. Para se obter patrocínio em emissoras convencionais, você precisa apresentar números de audiência para que a empresa comprove um possível retorno de publicidade. E, até o momento, ainda não existe nenhum órgão regulamentador oficial que possa registrar esses índices de audiência na internet. Apesar destas dificuldades, podemos utilizar algumas ferramentas para mensurar quantas vezes as páginas são carregadas pelos usuários, analisar a navegação de um determinado grupo ou verificar a quantidade de mensagens recebidas, por exemplo. Sei que o retorno da Web Rock Station está sendo muito positivo. É por essa razão que eu tenho, atualmente, como parceria, apoio e/ou credibilidade as seguintes empresas: Roland, Tim, Gillan´s Inn, Manifesto, Oxford Estúdios, Catland, Island Press, Baruio Store, School of Rock, TV Corsário e Roadie Crew.

SL: Onde geralmente ocorrem os eventos da rádio?
DR: Estão ocorrendo mensalmente no Gillan´s Inn, em São Paulo. Aliás, estão todos convidados para o nosso próximo encontro no dia 18/08, próximo domingo, a partir das 17h. Show de bandas independentes de rock da melhor qualidade, com direito a sorteio de brindes da Roland durante todo o evento. Ingressos no local. Quem curte o bom e velho rock ‘n roll não pode ficar de fora... Imperdível.


SL: Qual é o segredo do sucesso da Web Rock Station?
DR: Acho que o segredo do sucesso da Web Rock Station é a atenção especial às bandas independentes, nacionais e internacionais. E os eventos que a rádio organiza com grande visibilidade no mercado musical.

SL: Quais novidades serão apresentadas ao conteúdo da programação?
DR: Pretendo colocar novos formatos de programas na grade e especiais dedicados às bandas independentes. Prepare-se! Em breve você pode se deparar com o pedágio da Web Rock Station nas ruas da cidade, trazendo quizz e muitos prêmios aos apreciadores do rock.
  
SL: Para quem quiser saber mais a respeito da rádio?
DR: É só acessar www.webrockstation.com. Na seção “Contato”, deixe uma mensagem para a produção. Ou por e-mail contato@webrockstation.com. Seguindo a página da rádio nas redes sociais como Facebook ou Twitter, você também pode participar e interagir com a equipe de produção, além de ficar antenado nos eventos da rádio e em tudo o que rola no mundo do rock. Corre lá!
  
SL: E qual dica você deixaria aos futuros comunicadores do Brasil?
DR: Faça o que você gosta e o que você acredita. Seja um comunicador dedicado, escute rádio e aprenda com quem já conhece o ramo. Estude sempre. E lembre-se: nada acontece da noite para o dia... Tudo acontece no devido tempo. Não é difícil somente para você, saiba que é difícil para todo mundo. Muita garra, paciência e persistência a todos. E ouçam a Web Rock Station – a estação que toca a sua música! Porque só o rock salva.



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