Com DANIEL RIBEIRO
| Foto: Divulgação |
Profissional de credibilidade, extremamente admirável e com
predicados únicos, Daniel Ribeiro está trazendo novidades e inovações aos meios
da Comunicação e conta tudo sobre a “Web Rock Station – A Estação que toca a
sua música!” em entrevista exclusiva para o Blog Sucesso. Confira!
SL: Daniel, desde já
gostaria de agradecer-lhe por nos conceder essa lisonjeada entrevista. Um
comunicador nato, experiente ator, músico e radialista, como foi o início de
sua carreira artística?
DR:
Na música, eu comecei aos 15
anos, com bandas de garagem. Mas a nível profissional, em 1993 tornei-me um dos
fundadores da Children of the Beast,
tributo oficial ao Iron Maiden na América Latina, ou seja, a única banda
oficialmente autorizada pelo Iron Maiden. Eu acabei saindo da banda em 2002,
mas eles ainda fazem shows até os dias de hoje. Como ator, tudo começou em 2000
quando participei das gravações do programa Sai
de Baixo. Fiz participação no elenco de apoio de diversos filmes como Bruna Surfistinha, Bicho de Sete Cabeças,
Onde está a felicidade? e Meu País.
Em 2009, fiz novelas no SBT e alguns comerciais nacionais e internacionais para
grandes empresas como Visa Eletron, Ford Focus e Friele. Em 2007, fiz alguns
trabalhos de dublagem pela Lipsync e integrei a equipe humorística do Programa Engraçado no Canal S.P. Em
2011, fiz cursos de locução e comecei a trabalhar em rádios FM de São Paulo. Daí
em diante, me apaixonei pelo rádio.
SL: Quais os trabalhos
realizados no rádio e na música?
DR:
Fui locutor de rádio FM por
alguns meses. Logo na seqüência resolvi montar uma rádio própria. E na música,
após deixar a Children of the Beast,
eu montei em 2005 uma outra banda, a Roclowns,
permanecendo sete anos neste projeto. Quando iniciei os trabalhos no rádio, eu me afastei da música e fiquei sem banda até o momento. Mas minha paixão é tocar e logo estarei na ativa novamente!
SL: Alguém já tentou
prejudicar sua carreira? Como é a concorrência na área da comunicação?
DR:
Olha, posso te afirmar com
convicção que hoje em dia tem muito “mané” que acha que a gente é idiota... Se
alguém tentou me prejudicar eu não sei, mas a concorrência no ramo de
comunicação é bem grande. Se alguém fez algum trabalho de macumba para mim, eu
não fiquei sabendo (risos), mas acho
que a área é difícil mesmo para todo mundo. Quem se abre para ela, precisa de
muito foco e muita dedicação para conquistar algo e não desistir no meio do
caminho.
SL: O que um bom locutor
precisa ter?
DR:
Hoje em dia, os princípios
básicos para ser locutor é ter bom senso, ética, dedicação e uma boa
articulação vocal. Não precisa ter “aquela voz” de Cid Moreira, acho que o mais
importante é saber da sua responsabilidade frente a um veículo de comunicação. Muita
gente está te escutando, então antes de divulgar qualquer notícia, você precisa
checar a procedência da fonte para não perder a credibilidade ao mencionar
fatos que não sejam verídicos.
SL: E como cuidar
corretamente da voz, uma de suas principais ferramentas de trabalho?
DR:
Como o rádio não exige mais
aquela impostação de voz como era exigido antigamente, o locutor deve cuidar mais
da sua saúde em geral e fazer aquecimentos e exercícios com a voz, ingerindo
muita água e alimentos como a maçã, que hidratam as cordas vocais. O que eu não
recomendo antes de se fazer locução, de forma alguma, é comer chocolates ou
outros doces, porque são alimentos que atrapalham a voz e a boa dicção.
SL: Quem são os
radialistas que você admira?
DR:
Eu admiro o Titio Marco Antônio
da rádio Kiss FM, porque ele tem o meu estilo de locução. E também acompanho o
trabalho do jornalista Ricardo Boechat, da rádio Bandeirantes FM.
SL: E os músicos de sua
preferência?
DR:
Nossa, são tantos, posso citar
apenas alguns deles... Primeiramente, o Iron Maiden. Mas sou fissurado por
bandas metal e hard rock dos anos 70, 80 e 90, como por exemplo Black Sabbath, Helloween,
Pink Floyd e Led Zeppelin. Com relação às atuais, eu conheço várias bandas
nacionais do pop ao metal que são sensacionais como Dolores Dolores, Eu Acuso,
Plexiheads, Blues Riders, Jamirulus, Steelfox, entre outras.
SL: Em sua opinião, quem
ainda vai fazer história no rádio ou na música?
DR:
Se dependesse de mim e de quem
tem bom gosto musical, todas essas bandas nacionais que eu citei (Dolores
Dolores, Eu Acuso, Plexiheads, Blues Riders, Jamirulus, Steelfox...) possuem
grande potencial para fazerem história na música. E eu ficarei muito feliz
quando isso acontecer.
SL: Daniel, por que web rádio
hoje?
DR:
Em minha opinião, web rádio é o
futuro! Para quem ainda não conhece, web rádio é o serviço de transmissão de
áudio via internet com a tecnologia streaming, gerando áudio em
tempo real, havendo possibilidade de emitir programação ao vivo ou gravada. O
fato mais importante é que com uma web rádio você consegue a possibilidade de
alcance global na audiência. A internet e a tecnologia permitem esses recursos
de inovação e tendências de mercado.
SL: Quais as principais
diferenças entre web rádio e rádio tradicional?
DR:
Uma web rádio não precisa de
concessão do Governo, não necessita de muita aparelhagem e sua transmissão é
mundial. Isto também possibilita uma vasta abrangência de anunciantes ao redor
do mundo. Além disso, o custo para criação de uma web rádio geralmente é bem
inferior ao custo de criação de uma rádio tradicional. Mas para transmissão de
músicas em estabelecimentos comerciais, é necessário efetuar o pagamento dos direitos autorais das músicas ao ECAD. Em casa, para uso doméstico, não há necessidade. Na rádio convencional, o alcance de sinal é
limitado, além de precisar da concessão para funcionamento e de equipamentos com
alta tecnologia, antenas, recursos humanos e financeiros. Isso porque as estações
tradicionais de rádio transmitem a programação pelo meio convencional, em
outras palavras, transmissão analógica por ondas de rádio AM ou FM.
SL: Como funciona uma web
rádio? Quem pode ter uma?
DR:
Qualquer pessoa pode ter a sua
web rádio, desde que ela tenha um computador com internet banda larga e
contrate um serviço de streaming, que
funciona como um site para hospedar a rádio. Não precisa ter nenhuma licença
específica. Mas é importante ressaltar que uma web rádio precisa ter uma
programação própria, onde o usuário não possui o poder de escolha das músicas. Ele
pode apenas sugerir as músicas de sua preferência. Atualmente, existem sites
que se entitulam como web rádios, mas não possuem player e, portanto, são
caracterizados apenas como sites de compartilhamento de músicas.
SL: Como e quando surgiu
a Web Rock Station?
DR:
A idéia de criação da Web Rock
Station surgiu enquanto eu ainda trabalhava em uma rádio FM de São Paulo. Eu
chegava em casa totalmente frustrado por não poder tocar o que eu queria... Eu
não tinha autonomia ou liberdade para tocar o que as pessoas realmente queriam
ouvir. Dessa forma, não poderia atender aos pedidos de música que eu recebia
via telefone ou e-mail dos ouvintes. Foi neste momento que eu decidi recomeçar.
E, aos poucos, comecei a planejar a Web Rock Station, desde o logotipo, criação
de arte, acervo musical, segmento, material promocional, recursos, enfim, toda
a estrutura da rádio que eu sonhava. Até que, em agosto de 2012, o projeto saiu
do papel e a rádio foi ao ar pela primeira vez. É com muita alegria e
satisfação que estamos comemorando neste mês o aniversário da rádio, com bases
sólidas para o sucesso.
SL: Como é feita a
escolha das bandas e das músicas que tocam na rádio? E quem ouve a rádio?
DR:
Procuro colocar na rádio todas
as vertentes do rock como blues, hard, classic, pop, metal, bandas
independentes, acústicos, entre outros. O critério de avaliação é o padrão de
qualidade e produção. Vejo se a música é realmente boa e pode agradar ao
público da rádio, que é bem exigente e seletivo. Posso dizer que o público-alvo
da Web Rock Station é ilimitado, pois a programação agrada a todas as idades.
Os próprios integrantes das bandas ouvem a rádio.
SL: Como é trabalhar com
bandas independentes?
DR:
O aspecto favorável de se trabalhar
com bandas independentes é que, de um ano para cá, conheci grupos excelentes e
de total gabarito, bandas que só precisam de um incentivo para aparecerem nas
mídias. A Web Rock Station oferece a elas esse espaço, uma oportunidade ímpar a
ser aproveitada. E os músicos ficam extasiados ao saberem que existe uma rádio que
apóia e respeita esse gênero musical, sem ser necessário pagar “jabá” ou
enfrentar concursos e mais concursos ou sorteios na divulgação de suas músicas.
Mas este tipo de trabalho também traz determinadas dificuldades, porque algumas
bandas que estão começando agora pensam que já alcançaram o topo... Porém, acho
que toda banda precisa de tempo de estrada e maturação para ficar conhecida no
meio artístico.
SL: A publicidade nestes
meios funciona de forma semelhante às rádios convencionais? Quais são os seus
parceiros atualmente?
DR:
Não é igual, pelo menos por
enquanto. Para se obter patrocínio em emissoras convencionais, você precisa
apresentar números de audiência para que a empresa comprove um possível retorno
de publicidade. E, até o momento, ainda não existe nenhum órgão regulamentador oficial
que possa registrar esses índices de audiência na internet. Apesar destas
dificuldades, podemos utilizar algumas ferramentas para mensurar quantas vezes
as páginas são carregadas pelos usuários, analisar a navegação de um
determinado grupo ou verificar a quantidade de mensagens recebidas, por exemplo. Sei
que o retorno da Web Rock Station está sendo muito positivo. É por essa razão
que eu tenho, atualmente, como parceria, apoio e/ou credibilidade as seguintes
empresas: Roland, Tim, Gillan´s Inn, Manifesto, Oxford Estúdios, Catland, Island
Press, Baruio Store, School of Rock, TV Corsário e Roadie Crew.
SL: Onde geralmente ocorrem os eventos da rádio?
DR:
Estão ocorrendo mensalmente no
Gillan´s Inn, em São Paulo. Aliás ,
estão todos convidados para o nosso próximo encontro no dia 18/08, próximo domingo,
a partir das 17h. Show de bandas independentes de rock da melhor qualidade, com
direito a sorteio de brindes da Roland durante todo o evento. Ingressos no
local. Quem curte o bom e velho rock ‘n roll não pode ficar de fora... Imperdível.
SL: Qual é o segredo do sucesso da Web Rock Station?
DR:
Acho que o segredo do sucesso da
Web Rock Station é a atenção especial às bandas independentes, nacionais e
internacionais. E os eventos que a rádio organiza com grande visibilidade no
mercado musical.
SL: Quais novidades serão
apresentadas ao conteúdo da programação?
DR:
Pretendo colocar novos formatos
de programas na grade e especiais dedicados às bandas independentes. Prepare-se!
Em breve você pode se deparar com o pedágio da Web Rock Station nas ruas da
cidade, trazendo quizz e muitos prêmios aos apreciadores do rock.
SL: Para quem quiser
saber mais a respeito da rádio?
DR:
É só acessar www.webrockstation.com. Na seção
“Contato”, deixe uma mensagem para a produção. Ou por e-mail contato@webrockstation.com. Seguindo
a página da rádio nas redes sociais como Facebook
ou Twitter, você também pode
participar e interagir com a equipe de produção, além de ficar antenado nos
eventos da rádio e em tudo o que rola no mundo do rock. Corre lá!
SL: E qual dica você
deixaria aos futuros comunicadores do Brasil?
DR:
Faça o que você gosta e o que
você acredita. Seja um comunicador dedicado, escute rádio e aprenda com quem já
conhece o ramo. Estude sempre. E lembre-se: nada acontece da noite para o
dia... Tudo acontece no devido tempo. Não é difícil somente para você, saiba
que é difícil para todo mundo. Muita garra, paciência e persistência a todos. E
ouçam a Web Rock Station – a estação que toca a sua música! Porque só o rock
salva.


SALVE O ROCK.........
ResponderExcluirMuito boa a rádio, parabéns, seja bem vinda!
ResponderExcluirParabens por mais esse post...sempre se aperfeiçoando nas escolhas!!!
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