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Já pensou em desempenhar algum tipo de projeto social e ajudar
alguém? Comece
agora mesmo! Este é um exercício
de irmandade, pois envolve pessoas para além do seu próprio campo de vivência,
permitindo a transposição de barreiras e preconceitos em benefício de seu
semelhante. Os projetos sociais permitem a realização pessoal e a
conscientização das pessoas perante a sociedade, despertando o sentimento de solidariedade. Atualmente, vários são os projetos desenvolvidos
pelo mundo afora com essa finalidade, por meio de contribuições voluntárias
onde ações sociais são realizadas para o bem comum. Neste mesmo âmbito, nossa
dica de sucesso de hoje fica por conta de Adenilson
Medeiros, que desempenha um belíssimo trabalho como palhaço e representa
dois projetos muito especiais: a Esquadrilha
da Risada e a Operação Arco-Íris. Uma vida dedicada à missão de
generosidade e um verdadeiro exemplo de cidadania! Confira!
SL: Quando
tudo começou? Inicialmente, de quem partiu a idéia de criar o Palhaço Romão?
AM: Tudo começou em 2005 quando um
amigo me convidou para fazer um workshop de “Clown”- Palhaço. Eu não tinha a
mínima ideia do que se tratava, mas como meu amigo disse que este workshop
tinha a minha cara, resolvi ver o que era. Após este workshop, me apaixonei
pela arte do palhaço e quis estudar um pouco mais. O nome Romão surgiu em um
dos cursos que eu fiz.
SL: Existe
alguma formação específica para atuar como palhaço?
AM: Até onde eu sei, hoje em dia ainda não
existe uma formação acadêmica para se tornar um palhaço, mas conheço vários
cursos que são ministrados por palhaços profissionais.
SL: Como
é a vida de um palhaço nos dias de hoje?
AM: A vida de um palhaço no formato que
eu estudo, nos dias de hoje, desenvolve atividades em teatros e empresas.
Muitas vezes, fazendo intervenções livres ou dando palestras. Ou falando sobre
algum assunto específico sugerido pela empresa.
SL: É
mito ou verdade que algumas crianças ainda têm medo de palhaço?
AM: É verdade. Algumas crianças e até
mesmo alguns adultos têm medo de palhaço (risos). E isso muitas vezes é
incentivado pela mídia. Hoje, por exemplo, vi uma reportagem com o jornalista Alexandre
Garcia, citando que uma pessoa estava fantasiada de palhaço e a imagem que
apareceu foi um dos inimigos do Batman. Lamentável...
SL: Quem
são os palhaços que te inspiram?
AM: Quem me inspira atualmente não é um
palhaço de circo. Dos famosos, Charles Chaplin é o mestre dos mestres. Os
Trapalhões, o Gordo e o Magro e os Três Patetas também são fontes de
inspiração.
SL: Quais
as facilidades e as dificuldades dessa profissão?
AM: Facilidades: ser você mesmo fazendo
o que precisa ser feito naquele momento. Dificuldades: viver da arte é muito
difícil, principalmente como palhaço, pois muitos ainda não enxergam este
trabalho como uma profissão.
SL: Qual
a principal diferença entre o palhaço que atua dentro e fora do circo?
AM: Uma das diferenças está na roupa e
na maquiagem. O Palhaço de circo precisa usar tudo grande, pois está no centro
de um picadeiro e toda a platéia do circo precisa vê-lo. O Palhaço de
teatro/empresa/hospital não pode usar coisas extravagantes, pois está muito
próximo às pessoas. Tempo cômico, escuta e disponibilidade, essas características
ambos possuem.
SL: Quando
e como surgiram os projetos sociais desempenhados pelas ONGs Esquadrilha da
Risada e Operação Arco-Íris?
AM: A Operação Arco-Íris surgiu em 1994, com a idéia de uma pessoa
visitar uma criança em um hospital infantil usando roupas de palhaço. Do
surgimento até os dias de hoje, o projeto cresceu muito e, atualmente, a ONG
conta com cerca de 50 voluntários atuando em quatro hospitais. Essa atividade não
tem fins lucrativos. Mas a Esquadrilha da
Risada na realidade não é uma ONG. É uma empresa, onde os participantes são
remunerados pelo trabalho. Estamos escrevendo projetos de incentivos fiscais
para obter patrocínios e desenvolver nosso trabalho.
SL: Quais
os locais que recebem a visita da Esquadrilha da Risada e da Operação Arco-Íris
atualmente? E com qual frequência?
AM: A Operação Arco-Íris visita os hospitais Emilio Ribas, Darcy Vargas,
GRAACC e Menino Jesus, duas vezes por semana, às terças-feiras e aos sábados. A
Esquadrilha da Risada, por enquanto,
visita o Aeroporto de Cumbica. Não estipulamos os dias para as visitas, mas tentamos
ir duas vezes por semana, normalmente aos domingos e sextas-feiras.
SL: A
Operação-Arco Íris recebeu o Prêmio Cultura e Saúde, da Secretaria de
Programas e Projetos Culturais do Ministério da Cultura. Como foi essa
experiência?
AM: Quando a Operação Arco-Íris recebeu
este prêmio, eu ainda não fazia parte da ONG. Não sei relatar como foi a
experiência do grupo na época. Mas sempre é gratificante o reconhecimento de um
trabalho realizado com determinação e alegria.
SL: Há
trabalhos científicos que comprovam o efeito terapêutico na recuperação das
crianças? O grupo realmente consegue mudar o ambiente durante as visitas?
AM: Sim, existem trabalhos científicos
que comprovam este efeito na recuperação das crianças. Divulgo um projeto elaborado
por uma médica que hoje é voluntária da ONG. É nítida a mudança do ambiente
durante as visitas. A euforia é visível tanto nas crianças, quanto nos
acompanhantes e nos colaboradores dos hospitais.
SL: Qual
a lição mais importante que você aprendeu diante desses projetos sociais?
AM: Acredito muito que o palhaço pode
mudar o mundo para melhor. Este foi o meu maior aprendizado.
SL: Em
sua opinião, quais os fatores que poderiam favorecer o incentivo aos projetos
culturais e sociais no Brasil?
AM: Eita, esta pergunta é um pouco
difícil para responder (risos). Infelizmente existem alguns “picaretas” que
utilizam o trabalho social como uma fachada para praticar roubos. Talvez se houvesse
uma fiscalização mais séria dos órgãos competentes, sobrariam somente as ONG’s
honestas... Daí seria possível - e mais fácil - a captação de recursos
financeiros para dar andamento aos projetos.
SL: E
para saber mais a respeito dos trabalhos que você desempenha?
AM: Ambos os trabalhos são divulgados
fortemente nas redes sociais e também possuem sites ou blogs. Contatos da Operação Arco-Íris: www.operacaoarcoiris.org.br,
www.facebook.com/operacaoacoiris e http://blogdoarcoiris.blogspot.com.br.
Contatos da Esquadrilha
da Risada: www.esquadrilhadarisada.com.br
e www.facebook.com/esquadrilhadarisada.
SL: Para
finalizar, quais dicas você daria para quem tem vontade de participar da equipe
ou desenvolver outros projetos sociais?
AM: Para ser voluntário da Operação Arco-Íris, é necessário passar
por um rigoroso processo seletivo. E a Esquadrilha
da Risada, no momento, não está “admitindo” novos “pilotos palhaços”. Mas,
de uma forma geral, participar de projetos sociais idôneos é algo muito
especial e que eu recomendo, seja qual for. Basta ter vontade de ajudar ao próximo
e acreditar que este pequeno gesto pode salvar o mundo!
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boa iniciativa, legal
ResponderExcluirSU MANDA UM CLIP DO GUNS AI! BEIJOS.
ResponderExcluirExcelente trabalho voluntario.
ResponderExcluirAções assim deveriam ser mais divulgadas!!!
PARABÉNS!!!!