domingo, 24 de novembro de 2013

PALMAS & REVERÊNCIAS


Foto: Divulgação

O brasileiro é um povo alegre, divertido e que aprecia boas gargalhadas... 
Como telespectador, isso não é diferente, pois um bom programa de televisão consegue reunir informação de credibilidade e um toque de irreverência. Com humor na medida certa, o simpático e admirável apresentador Otávio Mesquita consolida sua carreira brilhante nas telinhas e garante boas risadas neste bate-papo descontraído com o Blog Sucesso. Exclusivo!
  


S.L: Otávio, como foi o início da sua carreira artística?
O.M: Inicialmente, fui contratado para a área comercial da Rede Bandeirantes. Por volta dos anos 80, aos meus vinte e poucos anos, consegui uma oportunidade de substituir um repórter na cobertura do tradicional e histórico baile do Gala Gay, uma das festas mais concorridas do Carnaval Carioca. Recebi todo o incentivo do diretor daquela época, Eduardo Lafon - que mora no céu hoje. Agarrei esta chance, comecei a falar um monte de besteiras no ar e nunca mais consegui deixar a televisão.
  
S.L: Você completou, recentemente, 26 anos de carreira e sucesso absoluto na TV. Entre todas as experiências, recordações e aprendizagens adquiridas, em sua opinião, o que é mais gratificante?
O.M: Acho que o aspecto mais gratificante é ter o reconhecimento de que, atualmente, sou um dos poucos apresentadores que conseguiu permanecer no ar há tanto tempo, fazendo o mesmo estilo de programa e no mesmo horário da madrugada. Não é fácil, o humor na televisão precisa ser constantemente renovado e reinventado. Fiz algumas participações no rádio e, com exceção da TV Gazeta e da Rede Globo, posso dizer que já passei por todas as grandes emissoras de televisão.  Eu até recebi um convite da Globo, mas recusei a proposta na época. Sinto-me realizado profissionalmente.
  
S.L: De todos os programas que você apresentou, qual deixou mais saudades?
O.M: Eu gosto muito dos programas de auditório. A época em que eu fazia o “Fantasia” e o “Tempo de Alegria” com o Celso Portiolli - ambos no SBT - era muito divertida! Mas acho que hoje, fazendo o que eu faço, alcancei minha plenitude. Este atual estilo de programa é a minha cara. Sou muito bem-recebido aqui na Band.
  
S.L: Você se consagrou com o famoso quadro “Bom Dia Legal”, onde invadia a casa dos famosos para acordá-los.  Era tudo encenação ou alguém já se irritou de verdade?
O.M: Posso te garantir que as pessoas se irritavam de verdade. Porque eu combinava com a esposa ou o empresário do artista apenas o dia da visita - para autorização de entrada da equipe de produção do programa - e um horário que ele geralmente acordava. Mas nós sempre chegávamos mais cedo, enquanto ele ainda estava dormindo. Aí eu pedia um cafezinho, a empregada saía para buscar algo na cozinha, eu ligava rapidamente a câmera, entrava no quarto e acordava o artista. Lembro que quase matei o Carlos Alberto de Nóbrega, ele teve que tomar até remédio de tanto susto que ele levou (risos)...
  
S.L: Lembra de alguma história engraçada durante as coberturas de carnaval, bastidores, festas ou eventos?
O.M: Nossa, lembro de histórias impublicáveis aqui! Mas eu gosto de relembrar a história da Prochaska (risos)...  Durante uma transmissão de Carnaval que eu estava fazendo ao lado da atriz Cristina Prochaska, uma moça desconhecida entrou ao vivo, subiu em cima da mesa e ficou totalmente pelada na cena. Rapidamente o diretor pediu para fechar a câmera na Cristina, utilizando a tradicional frase “Fecha na Prochaska, fecha na Prochaskaaaa!''. Mas o cinegrafista confundiu a orientação e acabou focando a parte íntima da garota. Sei que esta história divertida todo mundo já conhece, mas é inesquecível (risos).
  
S.L: É verdade que você é um exímio jogador de pôquer e golfe?
O.M: Sim, mas posso dizer que eu sou apaixonado por três esportes. O primeiro é o automobilismo, o segundo é o golfe e o terceiro, o pôquer. De fato, posso dizer que jogo bem porque gosto bastante, pratico há mais de quatro anos e já consegui conquistar altas colocações nos campeonatos internacionais.
  
S.L: E o automobilismo, o que ele significa para você?
O.M: O automobilismo é um hobby, uma paixão... Um divertimento e uma fonte de rendimento, pois é um dos meus negócios. Eu corro pela Porsche Cup GT3, já ganhei várias corridas e alcancei a quinta colocação no campeonato.
  
S.L: O programa “Claquete” na TV Bandeirantes permanece líder de audiência, trazendo bastidores, colunismo social e muitos outros assuntos diversificados e interessantes, com um toque sutil de irreverência, inteligência e respeito com seus convidados.  Alguma entrevista, em especial, ficou gravada em sua memória?
O.M: Acho que toda entrevista é importante, não importa quem seja o entrevistado. Se uma determinada personalidade foi convidada a participar do meu programa, certamente ela tem algo interessante para contar. De certa forma, posso dizer que todas as entrevistas foram especiais para mim. Mas ressalto aquelas que eu fiz com a saudosa Hebe Camargo, pois eram realmente muito emocionantes! Nós tínhamos uma relação de amizade, carinho e respeito mútuo.

S.L: Quem você ainda gostaria de entrevistar?
O.M: Estou ansioso para entrevistar a presidente Dilma Rousseff... Estou na fila! (risos)
  
S.L: E o Otávio Mesquita empresário? Quais são os seus outros projetos além da televisão?
O.M: Sou publicitário, crio idéias e eventos corporativos. Atualmente, meu rendimento está relacionado 50% à Televisão, 25% ao Automobilismo e 25% aos negócios de Mídia Alternativa. Já criei até enredo para escola de samba, mas hoje estou muito satisfeito na televisão, pois é um prazer na minha vida.

S.L: Para saber mais a respeito de Otávio Mesquita?
O.M: Para ver as matérias já realizadas, basta acessar meu site na Band - http://claquete.band.uol.com.br - e seguir minha página no Instagram ou Twitter - @otaviomesquita. Hoje tenho quase 125 mil seguidores e estão todos convidados! Acabo dizendo que meu Instagram é praticamente um reality show, porque a minha vida está inteirinha por lá e a minha mulher fica muito brava comigo (risos).
  
S.L: Otávio, o Blog Sucesso tem a honra de entrevistá-lo e parabenizá-lo pelas suas conquistas, desejando-lhe uma trajetória de incontáveis realizações pessoais e profissionais. Para finalizar, qual mensagem você deixaria aos seus fãs e leitores?
O.M: Eu diria para que os meus fãs não me levem tão a sério... Porque eu vim ao mundo para me divertir, depois acabei descobrindo que eu tinha que trabalhar (risos). Sou uma pessoa muito simples e tranqüila. Assim como o “Perfil” e “A Noite é uma Criança”, o atual “Claquete” é uma revista eletrônica, mas eu não tenho o compromisso de fazer um programa mais inteligente, mais chique ou menos chique... Simplesmente faço o programa que eu gostaria de assistir em casa. É por isso que eu permaneço há tanto tempo no ar. Aos leitores, aguardem novos projetos e, talvez, um livro que ainda estou refletindo a respeito. Tem novidades chegando por aí... Muito obrigado.

4 comentários:

  1. KKKK MUITO BOA A ESTORIA DA PROCHASCA KKKK, ESSA FOI A MELHOR. D.J.

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  2. Otavio é nota dez, gostei parabenas pela entrevista

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  3. Acho que ele é um ótimo apresentador, mas o programa começa muito tarde!!!

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  4. Já fiz uma gravação com o Otavio Mesquita e simplesmente adorei a figura dele...
    Muito simpático e preocupado em fazer o trabalho conosco certinho. Faço parte de uma ONG de palhaços em hospitais chamada Operação Arco-Íris.

    Parabéns pela reportagem...

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