domingo, 2 de fevereiro de 2014

BOAS NOVAS!


Foto: Divulgação

Nosso post de hoje reverencia uma das maiores bandas do cenário rock atual, que coleciona hits e apreciadores no decorrer destes 15 anos de estrada e traz novidades quentinhas para 2014... Este é o TIHUANA, muito bem representado pelo baixista Román Laurito, um de seus principais fundadores. Apresentador e esportista, Román também se destaca por sua versatilidade de talentos e por sua imagem de roqueiro ‘politicamente correto’, despertando paixões em sua legião crescente de fãs a cada ano... Confira a entrevista com exclusividade aqui no Blog Sucesso®.     

  
SL: Román, como e quando surgiu a banda Tihuana?
RL: Surgiu por volta de 1999, em São Paulo. Parte da banda chegava do Rio de Janeiro, em uma época bem difícil para o rock, pois o Circo Voador e todas as rádios alternativas do gênero estavam fechando. Em São Paulo, a gente conseguia enxergar outras possibilidades, tanto nas rádios como nas gravadoras. A intenção inicial era permanecer apenas por alguns meses, mas já estamos aqui há 15 anos. O primeiro vocalista acabou voltando para o Rio de Janeiro, mas o restante da banda não quis desistir. Posteriormente, com a entrada do Egypcio, nós assinamos contrato com uma grande gravadora e deu tudo certo.

SL: O álbum de estréia “Ilegal”, lançado em 2000, emplacou vários hits como “Tropa de Elite”, “Eu Vi Gnomos” e “Pula!”, vendendo 150 mil cópias e proporcionando o primeiro disco de ouro para o Tihuana. Em sua opinião, a que se deve este súbito sucesso?
RL: Realmente, o sucesso do Tihuana aconteceu muito rápido, porque a gente montou a banda em 1999, assinou contrato com a Virgin Records em 2000 e lançou o primeiro disco na época em que o mercado ainda vendia muito. Logo na seqüência, conseguimos disco de ouro, fato que nos projetou ao Brasil inteiro. Mas acredito que este sucesso foi fruto de toda a correria que a gente desempenhou com as bandas anteriores. Porque com o Tihuana aconteceu tudo muito rápido, mas a gente já trabalhava muito no ‘underground’ do Rio de Janeiro há alguns anos. Acho que houve uma química perfeita entre os integrantes do grupo, com muita garra, força, união e persistência.
  
SL: É verdade que a canção “Tropa de Elite” foi escolhida como trilha sonora do filme homônimo, mas não foi produzida para nenhuma equipe de polícia?
RL: Sim, a música não foi produzida para o filme e, tampouco, para os policiais. Ela já existia desde a época do nosso primeiro disco. A “tropa de elite”, na verdade, são os próprios integrantes do Tihuana. A gente estava se apresentando como uma nova banda que “pega um, pega geral e também vai pegar você”, ou seja, que chegava para conquistar a todos. Mas quando o Padilha estava fazendo o filme e entrevistou alguns integrantes do BOPE para coletar algumas informações relevantes, descobriu que eles ouviam esta música dentro do caveirão durante as ações. Por isso, ele entrou em contato conosco e pediu autorização para utilizar a canção como trilha sonora. Para ser bem sincero, em um primeiro momento, a gente não tinha noção do tamanho da participação desta música dentro do filme. Depois de muito tempo, a gente ficou sabendo que inicialmente o filme estava registrado na Ancine como “BOPE”, mas acabou recebendo o nome da música e a sua trilha principal. Obviamente, a gente ficou muito feliz. 
  
SL: Com relação aos festivais, prêmios e turnês internacionais, algum momento mais marcante?
RL: As turnês internacionais são sempre muito especiais. A gente já tocou nos Estados Unidos, no Japão, enfim, são experiências importantes para a banda e para a divulgação da música brasileira. Mas acho que o momento mais marcante, na opinião de todos, foi tocar no Rock ´n Rio 3, em 2001. Este é um festival muito almejado, pois nós já tínhamos participado diversas vezes como público e, de repente, a gente consegue subir no palco... Sem dúvida, foi a realização de um sonho, o primeiro grande festival que a gente tocou e praticamente um divisor de águas, porque o show foi excelente e obteve grande repercussão. Foi depois desse show que o Tihuana explodiu e começou a viajar pelo país inteiro. Foi inesquecível!
  
SL: Paralelamente ao grupo, você também é faixa preta de jiu-jitsu da equipe Lotus, amante de artes marciais e apresentador do programa “Agora o Bicho vai Pegar!” da Rádio Bradesco Esportes FM (94.1 em SP). Anteriormente, apresentou o “Rock e MMA” na mesma emissora. Como está sendo esta experiência no rádio?
RL: Muito legal mesmo, porque eu estava procurando algo que me tirasse da “zona de conforto” do Tihuana, que já está na estrada há 15 anos. Eu sou muito ativo e queria somar novas atividades. O que eu mais gosto de fazer, depois da música, é a luta. E como eu pratico luta há muito tempo, gostaria de executar algum projeto relacionado ao MMA. Já cursei jornalismo e sempre gostei da área de comunicação, fatos que chamaram a atenção do Sérgio Patrick no Grupo Bandeirantes. Após alguns testes, comecei a fazer boletins na programação. Algum tempo depois, a Renata Veneri – chefe de conteúdo da rádio - me ofereceu um programa semanal – Rock e MMA – que foi uma experiência incrível para mim, onde tive a oportunidade de entrevistar meus grandes ídolos, os lutadores do UFC. Descobri que o universo do rádio é realmente fascinante e me apaixonei. Recentemente, estou tendo a honra de apresentar um programa diário junto com o meu parceiro Guilherme Pallesi, que sabe tudo sobre futebol e mais um pouco (risos). Eu aprendo muito com ele também, porque agora eu posso falar sobre os outros esportes, não me limitando ao MMA que é a minha principal especialidade. No programa Agora o Bicho vai Pegar!, o futebol acaba tendo um maior conteúdo por ser o esporte número 1 do Brasil, mas a gente procura falar de tudo um pouco e isso acaba sendo um desafio. É gratificante poder unir esporte e rock ´n roll, duas vertentes que eu gosto muito.
  
SL: E o que o MMA representa para você?
RL: O MMA é um esporte único, que envolve valores, ética e foco. Geralmente, o atleta de MMA é uma pessoa religiosa, que aprecia ambiente familiar e evita ‘balada’, porque neste esporte é necessário ter muita concentração, ou seja, não se pode passar a bola para o lado e nem pedir substituição. São estas razões que me fazem admirar os atletas de MMA.
  
SL: Além da música, do rádio e das artes marciais, quais são as suas outras paixões?
RL: Mulher (risos)... Brincadeiras à parte, atualmente é muito difícil ter tempo livre para outras coisas, além das minhas atividades profissionais. Na verdade, eu me considero uma pessoa muito caseira e só costumo freqüentar shows ao vivo ou eventos de MMA. Não curto ‘balada’.
  
SL: O Tihuana se consolida no mundo da música como uma das melhores bandas de rock da atualidade. Como você analisa a realidade da indústria fonográfica e a cena do rock nacional nos dias de hoje?  
RL: Acho que é um momento difícil para o mercado, por conta da nova realidade das mídias sociais, internet, enfim, hoje ninguém costuma comprar o CD de determinado artista na loja por conta das músicas que gosta de ouvir no rádio. Todos preferem baixar a música e colocar no Iphone ou Ipad. E, devido a isso, dificilmente as pessoas ouvem a sua obra inteira. Então, o Tihuana está tentando se readaptar a essa nova realidade e entender como o mercado independente funciona nos dias de hoje. Afinal, muitas gravadoras renomadas já faliram ou não possuem investimentos. Para quem está ingressando no mundo da música, principalmente no gênero do rock, é muito complicado devido à falta de espaço. O mercado está mais democrático, porém – simultaneamente - mais difícil.
  
SL: O Tihuana está sempre inteirado no que rola de novo no mundo na música? Alguma indicação? Em sua opinião, temos uma boa safra de novidades em nosso rock nacional?
RL: Temos uma ótima safra, mas falta vitrine para mostrar essas bandas. Aliás, falta espaço nas programações das grandes rádios e nas emissoras de televisão também. Temos ótimas produções no ‘underground’, mas é importante lembrar que o rock não é ‘modinha’; é um estilo de vida. Estamos vivenciando outros estilos mais populares dominarem a mídia e o rock continua tentando “comer pelas beiradas”. O importante é saber que as modas sempre passam e o rock permanece. Gosto bastante de uma banda chamada Marília Gabriela, porque suas canções apresentam letras muito divertidas e arranjos bem coesos. Aprecio esta nova geração do rock, assim como a banda Esperanza - de Curitiba - que traz um rock mais conceitual, algo diferente e inovador.
  
SL: O que os fãs – do Román e do Tihuana - podem esperar para os próximos anos?
RL: Pretendo continuar com meus projetos paralelos no Grupo Bandeirantes, ao lado do meu parceiro Guilherme Pallesi, no programa Agora o Bicho vai Pegar!, pois está sendo uma experiência incrível e que me realiza profissionalmente. E o Tihuana acaba de lançar o novo álbum Agora é para Valer!, o sétimo da nossa carreira. Já trabalhamos a primeira música Minha Rainha - com participação especial do Digão dos Raimundos – e estamos lançando uma nova canção Vem pra Festa, que tem a ‘cara do verão’... Então, a galera que prestigia o nosso trabalho pode aguardar muitos shows, clipes inéditos e muitas novidades para a nossa turnê de 2014.
  
SL: E como encontrá-los nas redes sociais?
RL: Ainda é novidade para todo o grupo, mas estamos adorando este tipo de contato com os fãs nas redes sociais. Nossa Fan Page já ultrapassou a marca das 200 mil curtidas, então nós percebemos que estas são ferramentas fortes e de grande valia para que os fãs e seguidores acompanhem o trabalho do Tihuana. Acessem o nosso site – tihuana.com.br, Facebook – Tihuana.rock, Twitter e Instagram - @tihuanaoficial.
  
SL: Para finalizar, se pintasse um convite para abertura ou encerramento da Copa do Mundo, seria uma hipótese possível?
RL: Sim, é possível e provável, inclusive. A gente sempre incentiva associar o Tihuana ao esporte. Já tivemos a oportunidade de tocar no treino aberto do UFC 4 no Rio de Janeiro. A nossa participação nos trouxe uma experiência maravilhosa. E agora seria uma honra fazer algum projeto relacionado à Copa do Mundo, que é um grande evento e um momento de grande alegria ao nosso país. Levar um pouco de rock n´roll para toda a torcida brasileira certamente seria uma boa ideia.



4 comentários:

  1. Sabe o que é mais legal nesse blog e que curto muito desde o seu início...existem tantas bandas musicais que não consigo dar conta de conhecer todas...conhecia essa banda de nome mas não conhecia suas músicas...Hoje pude conhecer um pouco mais sua história!!!!Parabéns como sempre.....

    ResponderExcluir
  2. Os caras mandam mto >>>> DJ

    ResponderExcluir
  3. Parabéns Susana,

    Seu blog é bem versátil, possibilita conhecermos um pouco de tudo...
    Não conhecia muito bem o Tihuana e sua reportagem mostrou bem a cara deles...
    Gostei e não pára.....

    beijos...

    ResponderExcluir