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| Foto: Divulgação |
Nosso post de hoje reverencia uma das
maiores bandas do cenário rock atual, que coleciona hits e apreciadores no
decorrer destes 15 anos de estrada e traz novidades quentinhas para 2014... Este
é o TIHUANA, muito bem representado pelo
baixista Román Laurito, um de seus
principais fundadores. Apresentador e esportista, Román também se destaca por sua
versatilidade de talentos e por sua imagem de roqueiro ‘politicamente correto’,
despertando paixões em sua legião crescente de fãs a cada ano... Confira a entrevista
com exclusividade aqui no Blog Sucesso®.
SL: Román, como e quando
surgiu a banda Tihuana?
RL: Surgiu por volta de 1999,
em São Paulo. Parte
da banda chegava do Rio de Janeiro, em uma época bem difícil para o rock, pois
o Circo Voador e todas as rádios alternativas
do gênero estavam fechando. Em
São Paulo , a gente conseguia enxergar outras possibilidades,
tanto nas rádios como nas gravadoras. A intenção inicial era permanecer apenas
por alguns meses, mas já estamos aqui há 15 anos. O primeiro vocalista acabou
voltando para o Rio de Janeiro, mas o restante da banda não quis desistir. Posteriormente,
com a entrada do Egypcio, nós assinamos contrato com uma grande gravadora e deu
tudo certo.
SL: O álbum de estréia
“Ilegal”, lançado em 2000, emplacou vários hits como “Tropa de Elite”, “Eu Vi
Gnomos” e “Pula!”, vendendo 150 mil cópias e proporcionando o primeiro disco de
ouro para o Tihuana. Em sua opinião, a que se deve este súbito sucesso?
RL: Realmente, o sucesso
do Tihuana aconteceu muito rápido, porque a gente montou a banda em 1999,
assinou contrato com a Virgin Records
em 2000 e lançou o primeiro disco na época em que o mercado ainda vendia muito.
Logo na seqüência, conseguimos disco de ouro, fato que nos projetou ao Brasil
inteiro. Mas acredito que este sucesso foi fruto de toda a correria que a gente
desempenhou com as bandas anteriores. Porque com o Tihuana aconteceu tudo muito
rápido, mas a gente já trabalhava muito no ‘underground’
do Rio de Janeiro há alguns anos. Acho que houve uma química perfeita entre os
integrantes do grupo, com muita garra, força, união e persistência.
SL: É verdade que a
canção “Tropa de Elite” foi escolhida como trilha sonora do filme homônimo, mas
não foi produzida para nenhuma equipe de polícia?
RL: Sim, a música não foi produzida para o filme e, tampouco, para os
policiais. Ela já existia desde a época do nosso primeiro disco. A “tropa de
elite”, na verdade, são os próprios integrantes do Tihuana. A gente estava se apresentando
como uma nova banda que “pega um, pega geral e também vai pegar você”, ou seja,
que chegava para conquistar a todos. Mas quando o Padilha estava fazendo o
filme e entrevistou alguns integrantes do BOPE para coletar algumas informações
relevantes, descobriu que eles ouviam esta música dentro do caveirão durante as
ações. Por isso, ele entrou em contato conosco e pediu autorização para
utilizar a canção como trilha sonora. Para ser bem sincero, em um primeiro
momento, a gente não tinha noção do tamanho da participação desta música dentro
do filme. Depois de muito tempo, a gente ficou sabendo que inicialmente o filme
estava registrado na Ancine como “BOPE”, mas acabou recebendo o nome da música
e a sua trilha principal. Obviamente, a gente ficou muito feliz.
SL: Com relação aos
festivais, prêmios e turnês internacionais, algum momento mais marcante?
RL: As turnês internacionais são sempre muito especiais. A gente
já tocou nos Estados Unidos, no Japão, enfim, são experiências importantes para
a banda e para a divulgação da música brasileira. Mas acho que o momento mais
marcante, na opinião de todos, foi tocar no Rock ´n Rio 3, em 2001. Este é um festival
muito almejado, pois nós já tínhamos participado diversas vezes como público e,
de repente, a gente consegue subir no palco... Sem dúvida, foi a realização de
um sonho, o primeiro grande festival que a gente tocou e praticamente um
divisor de águas, porque o show foi excelente e obteve grande repercussão. Foi
depois desse show que o Tihuana explodiu e começou a viajar pelo país inteiro. Foi
inesquecível!
SL: Paralelamente ao
grupo, você também é faixa preta de jiu-jitsu da equipe Lotus, amante de artes
marciais e apresentador do programa “Agora o Bicho vai Pegar!” da Rádio
Bradesco Esportes FM (94.1 em SP). Anteriormente, apresentou o “Rock e MMA” na
mesma emissora. Como está sendo esta experiência no rádio?
RL: Muito legal mesmo,
porque eu estava procurando algo que me tirasse da “zona de conforto” do
Tihuana, que já está na estrada há 15 anos. Eu sou muito ativo e queria somar
novas atividades. O que eu mais gosto de fazer, depois da música, é a luta. E
como eu pratico luta há muito tempo, gostaria de executar algum projeto
relacionado ao MMA. Já cursei jornalismo e sempre gostei da área de
comunicação, fatos que chamaram a atenção do Sérgio Patrick no Grupo
Bandeirantes. Após alguns testes, comecei a fazer boletins na programação. Algum
tempo depois, a Renata Veneri – chefe de conteúdo da rádio - me ofereceu um
programa semanal – Rock e MMA – que
foi uma experiência incrível para mim, onde tive a oportunidade de entrevistar
meus grandes ídolos, os lutadores do UFC. Descobri que o universo do rádio é realmente
fascinante e me apaixonei. Recentemente, estou tendo a honra de apresentar um
programa diário junto com o meu parceiro Guilherme Pallesi, que sabe tudo sobre
futebol e mais um pouco (risos). Eu aprendo muito com ele também, porque agora
eu posso falar sobre os outros esportes, não me limitando ao MMA que é a minha
principal especialidade. No programa Agora
o Bicho vai Pegar!, o futebol acaba tendo um maior conteúdo por ser o
esporte número 1 do Brasil, mas a gente procura falar de tudo um pouco e isso
acaba sendo um desafio. É gratificante poder unir esporte e rock ´n roll, duas
vertentes que eu gosto muito.
SL: E o que o MMA representa
para você?
RL: O MMA é um esporte único, que envolve valores, ética e foco. Geralmente,
o atleta de MMA é uma pessoa religiosa, que aprecia ambiente familiar e evita
‘balada’, porque neste esporte é necessário ter muita concentração, ou seja,
não se pode passar a bola para o lado e nem pedir substituição. São estas
razões que me fazem admirar os atletas de MMA.
SL: Além da música, do
rádio e das artes marciais, quais são as suas outras paixões?
RL: Mulher (risos)...
Brincadeiras à parte, atualmente é muito difícil ter tempo livre para outras
coisas, além das minhas atividades profissionais. Na verdade, eu me considero
uma pessoa muito caseira e só costumo freqüentar shows ao vivo ou eventos de
MMA. Não curto ‘balada’.
SL: O Tihuana se
consolida no mundo da música como uma das melhores bandas de rock da
atualidade. Como você analisa a realidade da indústria fonográfica e a cena do
rock nacional nos dias de hoje?
RL: Acho que é um momento difícil para o mercado, por conta da
nova realidade das mídias sociais, internet, enfim, hoje ninguém costuma
comprar o CD de determinado artista na loja por conta das músicas que gosta de
ouvir no rádio. Todos preferem baixar a música e colocar no Iphone ou Ipad. E, devido a isso, dificilmente as pessoas ouvem a sua obra
inteira. Então, o Tihuana está tentando se readaptar a essa nova realidade e
entender como o mercado independente funciona nos dias de hoje. Afinal, muitas
gravadoras renomadas já faliram ou não possuem investimentos. Para quem está
ingressando no mundo da música, principalmente no gênero do rock, é muito complicado
devido à falta de espaço. O mercado está mais democrático, porém –
simultaneamente - mais difícil.
SL: O Tihuana está sempre
inteirado no que rola de novo no mundo na música? Alguma indicação? Em sua
opinião, temos uma boa safra de novidades em nosso rock nacional?
RL: Temos uma ótima safra,
mas falta vitrine para mostrar essas bandas. Aliás, falta espaço nas
programações das grandes rádios e nas emissoras de televisão também. Temos
ótimas produções no ‘underground’, mas
é importante lembrar que o rock não é ‘modinha’; é um estilo de vida. Estamos
vivenciando outros estilos mais populares dominarem a mídia e o rock continua
tentando “comer pelas beiradas”. O importante é saber que as modas sempre passam
e o rock permanece. Gosto bastante de uma banda chamada Marília Gabriela, porque suas canções apresentam letras muito
divertidas e arranjos bem coesos. Aprecio esta nova geração do rock, assim como
a banda Esperanza - de Curitiba - que
traz um rock mais conceitual, algo diferente e inovador.
SL: O que os fãs – do
Román e do Tihuana - podem esperar para os próximos anos?
RL: Pretendo continuar
com meus projetos paralelos no Grupo Bandeirantes, ao lado do meu parceiro
Guilherme Pallesi, no programa Agora o
Bicho vai Pegar!, pois está sendo uma experiência incrível e que me realiza
profissionalmente. E o Tihuana acaba de lançar o novo álbum Agora é para Valer!, o sétimo da nossa
carreira. Já trabalhamos a primeira música Minha
Rainha - com participação especial do Digão dos Raimundos – e estamos
lançando uma nova canção Vem pra Festa,
que tem a ‘cara do verão’... Então, a galera que prestigia o nosso trabalho
pode aguardar muitos shows, clipes inéditos e muitas novidades para a nossa turnê
de 2014.
SL: E como encontrá-los
nas redes sociais?
RL: Ainda é novidade para
todo o grupo, mas estamos adorando este tipo de contato com os fãs nas redes
sociais. Nossa Fan Page já ultrapassou a marca das 200 mil curtidas, então nós
percebemos que estas são ferramentas fortes e de grande valia para que os fãs e
seguidores acompanhem o trabalho do Tihuana. Acessem o nosso site – tihuana.com.br, Facebook – Tihuana.rock, Twitter e Instagram
- @tihuanaoficial.
SL: Para finalizar, se
pintasse um convite para abertura ou encerramento da Copa do Mundo, seria uma
hipótese possível?
RL: Sim, é possível e provável,
inclusive. A gente sempre incentiva associar o Tihuana ao esporte. Já tivemos a
oportunidade de tocar no treino aberto do UFC 4 no Rio de Janeiro. A nossa
participação nos trouxe uma experiência maravilhosa. E agora seria uma honra
fazer algum projeto relacionado à Copa do Mundo, que é um grande evento e um
momento de grande alegria ao nosso país. Levar um pouco de rock n´roll para toda
a torcida brasileira certamente seria uma boa ideia.


Sabe o que é mais legal nesse blog e que curto muito desde o seu início...existem tantas bandas musicais que não consigo dar conta de conhecer todas...conhecia essa banda de nome mas não conhecia suas músicas...Hoje pude conhecer um pouco mais sua história!!!!Parabéns como sempre.....
ResponderExcluirSALVE TIHUANA
ResponderExcluirOs caras mandam mto >>>> DJ
ResponderExcluirParabéns Susana,
ResponderExcluirSeu blog é bem versátil, possibilita conhecermos um pouco de tudo...
Não conhecia muito bem o Tihuana e sua reportagem mostrou bem a cara deles...
Gostei e não pára.....
beijos...