domingo, 2 de março de 2014

PALMAS & REVERÊNCIAS



Foto: Divulgação

Neste post, o blog Sucesso® tem a honra de compartilhar esta entrevista super especial com uma colega de profissão... A nossa homenageada de hoje é uma jornalista e escritora gabaritada, experiente, talentosa, espontânea, versátil, autêntica e muito solícita, uma das mais respeitadas no Grupo Bandeirantes de Comunicação.  Todos estes predicados tornam a bela Marina Machado, a mais nova estrela do telejornalismo brasileiro! Acompanhe a entrevista na íntegra.




SL: Marina, por que você escolheu o jornalismo como profissão?
MM: Na verdade, acho que o jornalismo me escolheu. Eu sempre gostei de fazer perguntas. Quando criança, andava pela casa com o “Meu Primeiro Gradiente” entrevistando a família. Fiz a minha primeira locução de rádio aos 8 anos e gravei meu primeiro telejornal aos 12 anos, no quarto de casa. A profissão é fascinante! Coloca-me em contato com pessoas diferentes todos os dias e me permite ajudar a passar informações importantes para a população.
  
SL: Como foi o início da sua carreira?
MM: Quando fui escolher a faculdade que ia prestar, o programa “Aqui Agora” estava no auge. Eu nunca gostei dessa proximidade com a maldade humana e fiquei muito preocupada com a possibilidade de ter que gravar esse tipo de matéria. Sendo assim, optei por Rádio e TV na Faap. Entrei na Band com 17 para 18 anos no “Programa H”, que na época já era apresentado pelo Otaviano Costa. A história é longa, mas resumindo, posso dizer que fiz jornalismo na sequência, além de pós-graduação em Jornalismo Internacional. Enquanto trabalhava em programas de entretenimento, sempre atuei na área de produção de externas. Com o tempo, consegui uma vaga na Rede 21 do Grupo Bandeirantes... Comecei como repórter, tornei-me apresentadora e, posteriormente, editora-chefe do jornal. Fui chamada para o Jornal da Band em 2008 e cá estou desde então. Apresento os principais telejornais da casa quando necessário, sou apresentadora oficial da apuração das eleições e editora-chefe / roteirista das retrospectivas de fim de ano do jornalismo.
  
SL: Como repórter, apresentadora e escritora, quais trabalhos você já desempenhou ao longo de sua trajetória profissional?
MM: Além dos programas de entretenimento e do jornalismo no Grupo Bandeirantes, eu também trabalho ocasionalmente como locutora em freelas. Ademais, sou autora do livro “Noites ao Som de Cazuza e Lobão - Quando a Noite Caiu Sobre Nós”, lançado pela editora Belloto em 2007.
  
SL: Qual o estilo de jornalismo que você prefere atuar: bancada, externas, talk-show?
MM: Essa é uma pergunta difícil de responder. Eu não gosto de ficar na redação, então a rua é o meu lugar. Mas a bancada é fascinante! Já que tenho que escolher, prefiro apontar para onde quero focar o meu futuro, que é um programa de entrevistas.

SL: Uma cobertura jornalística inesquecível para você?
MM: Vou citar uma emoção recente. A caça para conseguir a imagem do José Dirceu e do Genuíno entrando no avião da FAB que os levaria à Brasília, para começarem a cumprir pena. Eles entraram por um portão da Tam Cargo no aeroporto de Congonhas e nós estávamos no portão das autoridades. Quando percebemos que íamos perdê-los, saímos correndo com o carro, parando de canto em canto. Subimos em caminhões estacionados, em muros de casas, tudo para tentar encontrar uma vista da pista. Foi quando achamos uma senhora na frente de casa e perguntamos se ela conseguia ver os aviões. BINGO! Ela tinha a vista completa da cabeceira e salvou o nosso dia. O coração acelerou e fizemos uma bela cobertura.
  
SL: Quais são as suas referências no jornalismo?
MM: Eu gosto muito do jornalismo feito pela BBC e pela CNN, porque eles fazem do repórter e do apresentador / âncora um relator de fatos com capacidade analítica. O que temos no Brasil são muitos leitores de teleprompter ou pessoas engessadas pelo formato quadrado instituído pela Rede Globo. Em minha carreira, a proximidade com a Sônia Blota - hoje correspondente da Band em Paris - me levou a admirá-la e a segui-la. Gosto da Sandra Passarinho e do Jorge Pontual também.
  
SL: Como você avalia o jornalismo no Brasil atualmente? O mercado está em ascensão? Houve alguma evolução considerável?
MM: Infelizmente, o mercado está muito ruim e vai piorar. Estamos diante de um cenário muito difícil porque qualquer um tem uma câmera, um site e a apuração dos fatos anda se perdendo. A ética está cada dia mais distante das redações e o profissional qualificado está tendo que aceitar valores muito baixos para continuar trabalhando. Com a mudança do telespectador para a TV a cabo e internet, ou de leitores de jornais impressos também para a internet, o mercado publicitário diminuiu consideravelmente os investimentos em propaganda. E sem dinheiro, não há trabalho.

SL: Nos dias de hoje, um jornalista tem total liberdade de opinar sobre matérias ou pautas nos veículos de imprensa onde atuam?
MM: Ninguém tem essa liberdade, uma vez que toda empresa tem patrocinadores. De alguma forma, isso influencia no que pode ser dito ou em qual profundidade.

SL: Conforme tendências de mercado, o jornalismo expandiu sua atuação para o universo web, como por exemplo, muitos veículos impressos substituíram seus métodos e começaram a disponibilizar ferramentas virtuais como revistas e jornais on-line, sites de conteúdo, sites de notícias e blogs. Como você analisa a utilização destas novas formas de comunicação para a sua atividade?
MM: Eu ainda me cobro muito, porque não sou dada a passar o dia comentando o que acontece no mundo ou na minha vida em particular. E tem gente que faz uso disso para ganhar seguidores. Eu não consigo, mas admiro quem tem tempo e tanta opinião... Essas ferramentas nos dão mais proximidade com público e nos ajudam de diversas formas. Eu só temo que tudo fique muito no superficial. Estamos nos acostumando a ler manchetes; e não matérias.
  
SL: Em sua opinião, até que ponto os sites de relacionamentos – como Twitter, Instagram e Facebook - podem ampliar o ‘network’ entre as pessoas? Você acha que são meios de comunicação extremamente confiáveis?
MM: Até certo ponto são confiáveis, mas na rede tudo pode ser maquiado. Eu mantenho meu network bem restrito. Meu Facebook é só para amigos próximos, porque trato da minha vida pessoal ali. Meu Instagram é mais restrito ainda. E só o Twitter eu deixo aberto a todos, porque esse sim é um meio de comunicação amplo, apesar de usá-lo muito pouco.
  
SL: Você faz parte da força do talento feminino e vive o desafio de disseminar a informação com sensibilidade e credibilidade, buscando a igualdade de direitos. Em seu campo de atuação, como você avalia o mercado de trabalho para a mulher nos dias de hoje?
MM: Difícil. Não sei dizer se mais ou menos do que nos anos anteriores, mas a presença feminina sempre está atrelada à beleza e, exatamente por isso, há quem utilize de seus atributos biológicos para ‘pular etapas’. Temos sempre que provar a nossa capacidade muito mais vezes do que os homens. Mas existe um porém; hoje o mercado está mais aberto para nós do que antes. Repare na quantidade de mulheres nas redações e nas reportagens... Isso é um fator favorável.

SL: Como jornalista, quem você gostaria de entrevistar?
MM: Muitas pessoas. Posso citar nomes da política internacional, o Papa e outras obviedades, mas prefiro algo mais tátil. Vale citar que o Mandela estaria na minha lista, mas infelizmente já faleceu. Hoje, eu gostaria de entrevistar o Nando Reis, algum sobrevivente de um campo de concentração na Segunda Guerra Mundial, o Bill Gates, algum astronauta que tenha ido à lua e o Hugh Laurie.
  
SL: No âmbito profissional, o que ainda está prestes a ser conquistado?
MM: Não quero desanimar nenhum leitor, mas gostaria de ter um salário condizente com o meu profissionalismo. Na parte da carreira, tenho alguns desejos: uma posição como entrevistadora e/ou âncora de um programa jornalístico e um período como correspondente.
  
SL: E para saber mais sobre Marina Machado?
MM: Acho que o melhor caminho é o Twitter, mas sou preguiçosa (risos) - @MaMachadonet. Inclusive, eu tenho um blog, mas que neste momento sente muito a minha falta (risos) - http://blogdamarinamachado.blogspot.com.br.
  
SL: Para finalizar, qual a principal dica de sucesso que você deixaria a quem está ingressando na área de jornalismo?
MM: Goste de jornalismo. Ame conhecer coisas novas. Leia muito e seja humilde. O resto é trabalho duro, poucas folgas e muito antiácido! (risos). Agradeço a entrevista. 

2 comentários:

  1. sem palavras... sou muito... Muito fã de Marina Machado. Todo sucesso do Planeta para essa valiosa criatura. Bjus!

    ResponderExcluir
  2. Ótima entrevista,ela é uma excelente jornalista também!!!!!!!

    ResponderExcluir