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| Foto: Divulgação |
Neste post, o
blog Sucesso® tem a honra de compartilhar esta entrevista super
especial com uma colega de profissão... A nossa homenageada de hoje é uma
jornalista e escritora gabaritada, experiente, talentosa, espontânea, versátil,
autêntica e muito solícita, uma das mais respeitadas no Grupo Bandeirantes de
Comunicação. Todos estes predicados
tornam a bela Marina Machado, a mais
nova estrela do telejornalismo brasileiro! Acompanhe a entrevista na íntegra.
SL: Marina, por que você
escolheu o jornalismo como profissão?
MM: Na verdade, acho que o jornalismo me
escolheu. Eu sempre gostei de fazer perguntas. Quando criança, andava pela casa
com o “Meu Primeiro Gradiente” entrevistando a família. Fiz a minha primeira
locução de rádio aos 8 anos e gravei meu primeiro telejornal aos 12 anos, no
quarto de casa. A profissão é fascinante! Coloca-me em contato com pessoas
diferentes todos os dias e me permite ajudar a passar informações importantes
para a população.
SL: Como foi o início da sua
carreira?
MM: Quando fui escolher a faculdade que ia
prestar, o programa “Aqui Agora” estava no auge. Eu nunca gostei dessa
proximidade com a maldade humana e fiquei muito preocupada com a possibilidade
de ter que gravar esse tipo de matéria. Sendo assim, optei por Rádio e TV na
Faap. Entrei na Band com 17 para 18 anos no “Programa H”, que na época já era
apresentado pelo Otaviano Costa. A história é longa, mas resumindo, posso dizer
que fiz jornalismo na sequência, além de pós-graduação em Jornalismo Internacional.
Enquanto trabalhava em programas de entretenimento, sempre
atuei na área de produção de externas. Com o tempo, consegui uma vaga na Rede
21 do Grupo Bandeirantes... Comecei como repórter, tornei-me apresentadora e, posteriormente,
editora-chefe do jornal. Fui chamada para o Jornal da Band em 2008 e cá estou
desde então. Apresento os principais telejornais da casa quando necessário, sou
apresentadora oficial da apuração das eleições e editora-chefe / roteirista das
retrospectivas de fim de ano do jornalismo.
SL: Como repórter, apresentadora e escritora, quais trabalhos você já
desempenhou ao longo de sua trajetória profissional?
MM: Além dos programas de
entretenimento e do jornalismo no Grupo Bandeirantes, eu também trabalho
ocasionalmente como locutora em freelas. Ademais ,
sou autora do livro “Noites ao Som de Cazuza e Lobão - Quando a Noite Caiu
Sobre Nós”, lançado pela editora Belloto em 2007.
SL: Qual o estilo de
jornalismo que você prefere atuar: bancada, externas, talk-show?
MM: Essa é uma pergunta difícil de responder.
Eu não gosto de ficar na redação, então a rua é o meu lugar. Mas a bancada é
fascinante! Já que tenho que escolher, prefiro apontar para onde quero focar o
meu futuro, que é um programa de entrevistas.
SL: Uma cobertura
jornalística inesquecível para você?
MM: Vou citar uma emoção recente. A caça para
conseguir a imagem do José Dirceu e do Genuíno entrando no avião da FAB que os
levaria à Brasília, para começarem a cumprir pena. Eles entraram por um
portão da Tam Cargo no aeroporto de Congonhas e nós estávamos no portão das
autoridades. Quando percebemos que íamos perdê-los, saímos correndo com o
carro, parando de canto em
canto. Subimos em caminhões estacionados, em muros de casas,
tudo para tentar encontrar uma vista da pista. Foi quando achamos uma senhora
na frente de casa e perguntamos se ela conseguia ver os aviões. BINGO! Ela
tinha a vista completa da cabeceira e salvou o nosso dia. O coração acelerou e
fizemos uma bela cobertura.
SL: Quais são as suas
referências no jornalismo?
MM: Eu gosto muito do jornalismo feito pela
BBC e pela CNN, porque eles fazem do repórter e do apresentador / âncora um
relator de fatos com capacidade analítica. O que temos no Brasil são muitos
leitores de teleprompter ou pessoas engessadas pelo formato quadrado instituído
pela Rede Globo. Em minha carreira, a proximidade com a Sônia Blota - hoje
correspondente da Band em Paris - me levou a admirá-la e a segui-la. Gosto da
Sandra Passarinho e do Jorge Pontual também.
SL: Como você avalia o
jornalismo no Brasil atualmente? O mercado está em ascensão? Houve alguma evolução
considerável?
MM: Infelizmente, o mercado está muito ruim e
vai piorar. Estamos diante de um cenário muito difícil porque qualquer um tem
uma câmera, um site e a apuração dos fatos anda se perdendo. A ética está cada
dia mais distante das redações e o profissional qualificado está tendo que
aceitar valores muito baixos para continuar trabalhando. Com a mudança do
telespectador para a TV a cabo e internet, ou de leitores de jornais impressos
também para a internet, o mercado publicitário diminuiu consideravelmente os
investimentos em
propaganda. E sem dinheiro, não há trabalho.
SL: Nos dias de hoje, um
jornalista tem total liberdade de opinar sobre matérias ou pautas nos veículos
de imprensa onde atuam?
MM: Ninguém tem essa liberdade, uma vez que
toda empresa tem patrocinadores. De alguma forma, isso influencia no que pode
ser dito ou em qual profundidade.
SL: Conforme tendências de
mercado, o jornalismo expandiu sua atuação para o universo web, como por
exemplo, muitos veículos impressos substituíram seus métodos e começaram a
disponibilizar ferramentas virtuais como revistas e jornais on-line, sites de
conteúdo, sites de notícias e blogs. Como você analisa a utilização destas
novas formas de comunicação para a sua atividade?
MM: Eu ainda me cobro muito, porque não sou
dada a passar o dia comentando o que acontece no mundo ou na minha vida em particular. E tem
gente que faz uso disso para ganhar seguidores. Eu não consigo, mas admiro quem
tem tempo e tanta opinião... Essas ferramentas nos dão mais proximidade com
público e nos ajudam de diversas formas. Eu só temo que tudo fique muito no superficial. Estamos nos
acostumando a ler manchetes; e não matérias.
SL: Em sua opinião, até que
ponto os sites de relacionamentos – como Twitter, Instagram e Facebook - podem ampliar
o ‘network’ entre as pessoas? Você acha que são meios de comunicação extremamente
confiáveis?
MM: Até certo ponto são confiáveis, mas na
rede tudo pode ser maquiado. Eu mantenho meu network bem restrito. Meu Facebook
é só para amigos próximos, porque trato da minha vida pessoal ali. Meu Instagram
é mais restrito ainda. E só o Twitter eu deixo aberto a todos, porque esse
sim é um meio de comunicação amplo, apesar de usá-lo muito pouco.
SL: Você faz parte da força
do talento feminino e vive o desafio de disseminar a informação com
sensibilidade e credibilidade, buscando a igualdade de direitos. Em seu campo
de atuação, como você avalia o mercado de trabalho para a mulher nos dias de
hoje?
MM: Difícil. Não sei dizer se mais ou menos do
que nos anos anteriores, mas a presença feminina sempre está atrelada à beleza
e, exatamente por isso, há quem utilize de seus atributos biológicos para ‘pular
etapas’. Temos sempre que provar a nossa capacidade muito mais vezes do que os
homens. Mas existe um porém; hoje o mercado está mais aberto para nós do que
antes. Repare na quantidade de mulheres nas redações e nas reportagens... Isso é
um fator favorável.
SL: Como jornalista, quem
você gostaria de entrevistar?
MM: Muitas pessoas. Posso citar nomes da
política internacional, o Papa e outras obviedades, mas prefiro algo mais
tátil. Vale citar que o Mandela estaria na minha lista, mas infelizmente já faleceu. Hoje, eu gostaria de entrevistar o Nando Reis, algum sobrevivente de um campo de
concentração na Segunda Guerra Mundial, o Bill Gates, algum astronauta que
tenha ido à lua e o Hugh Laurie.
SL: No âmbito profissional, o
que ainda está prestes a ser conquistado?
MM: Não quero desanimar nenhum leitor, mas
gostaria de ter um salário condizente com o meu profissionalismo. Na parte da
carreira, tenho alguns desejos: uma posição como entrevistadora e/ou âncora de
um programa jornalístico e um período como correspondente.
SL: E para saber mais sobre
Marina Machado?
MM: Acho que o melhor caminho é o Twitter, mas
sou preguiçosa (risos) - @MaMachadonet. Inclusive, eu tenho um blog, mas
que neste momento sente muito a minha falta (risos) - http://blogdamarinamachado.blogspot.com.br.
SL: Para finalizar, qual a
principal dica de sucesso que você deixaria a quem está ingressando na área de
jornalismo?
MM: Goste de jornalismo. Ame conhecer coisas
novas. Leia muito e seja humilde. O resto é trabalho duro, poucas folgas e
muito antiácido! (risos). Agradeço a entrevista.

sem palavras... sou muito... Muito fã de Marina Machado. Todo sucesso do Planeta para essa valiosa criatura. Bjus!
ResponderExcluirÓtima entrevista,ela é uma excelente jornalista também!!!!!!!
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