domingo, 25 de maio de 2014

PALMAS & REVERÊNCIAS


Foto: Divulgação

Uma carreira brilhante e uma história de vida exemplar... Um profissional completo, versátil, solidário e dedicado... Uma pessoa de muita fé, bênçãos, dons e talentos. Conheça todo o carisma e a simplicidade de Marcio Campos, o grande destaque do jornalismo do Grupo Bandeirantes, nesta entrevista exclusiva ao blog Sucesso®.






SL: Marcio, como foi o início da sua carreira artística?
MC: Eu comecei no rádio aos 17 anos de idade. Fui candidato ao Grêmio Estudantil do meu colégio em Cruzeiro, no Vale do Paraíba. O candidato da outra chapa era repórter em uma emissora de rádio. E ele me convidou para participar de um debate nesta rádio em que ele trabalhava. Eu participei e ganhei a eleição. Enquanto presidente do Grêmio Estudantil da escola, voltava à rádio constantemente para divulgar os eventos que eu realizava. E aí não parei mais, comecei a gostar do rádio. Até que um dia, me convidaram para ser rádio-escuta do plantão esportivo, ou seja, eu ficava ligado nas emissoras de rádio de São Paulo e do Rio de Janeiro para anotar o placar dos jogos na tarde de domingo e repassar ao locutor. A partir dessa oportunidade, meu interesse em rádio só aumentava... Fiz vestibular para jornalismo, entrei na faculdade e comecei a trabalhar na área, muito satisfeito e pleno com minha escolha.
  
SL: Você trabalhou como repórter em várias emissoras de rádio e televisão ao longo de sua trajetória profissional. Atualmente, sente saudades do rádio?
MC: Sim, muita saudade! O rádio é muito importante, pois ainda é um veículo que possibilita uma comunicação mais fácil e rápida com as pessoas. A internet também é um veículo rápido, mas não é popular, pois nem todos têm acesso a qualquer hora ou em qualquer lugar - por mais que os celulares / smartphones estejam avançados atualmente. O rádio sempre será um veículo veloz e atraente. 
  
SL: Alguma matéria, em especial, te emocionou ou marcou a sua vida?
MC: Ahhh... Vários casos me marcaram. Lembro de uma tromba d'água que caiu na região de Cruzeiro / MG, ocasionando a morte de um grande amigo meu. Cobri essa reportagem pela emissora de rádio e foi algo que me emocionou bastante. O caso Eloá - daquela menina que foi morta pelo namorado dentro do apartamento depois de uma semana de cativeiro - e o caso Isabela Nardoni - a garotinha que foi jogada pelo pai e pela madrasta da janela do apartamento - foram marcantes também. E não posso deixar de mencionar meu encontro com o Papa Francisco em sua viagem ao Brasil, uma emoção positiva e muito agradável.
  
SL: O dia-a-dia de um jornalista é sempre agitado?
MC: O que eu mais gosto no dia-a-dia de um jornalista é que não há rotina, ou seja, você nunca vai fazer a mesma coisa do dia anterior. Sempre surgem novos assuntos e surpresas. Essa dinâmica do jornalismo me atrai bastante... Por outro lado, você tem que estar pronto para tudo o que pode acontecer. 
  
SL: Em sua opinião, o que pode ser considerado como uma ótima pauta para uma matéria ou reportagem?
MC: Como jornalista, você tem que ser profissional desde a cobertura da chegada do Papa, do presidente da República ou quando está cobrando providências quanto a um simples buraco de rua. A melhor pauta é aquela que você consegue satisfazer ao seu leitor, telespectador ou ouvinte, contribuindo com algo relevante ou uma prestação de serviço para a população. Quando você mostra a foto de um foragido da polícia e – posteriormente - essa pessoa é presa, ou quando você fica sabendo que o poder público tampou aquele buraco de rua que foi mostrado em sua reportagem... É muito gratificante atingir os resultados esperados. Então, acho que uma boa pauta é aquela que ajuda a fazer o bem, de alguma forma, para a sociedade.
  
SL: E o maior desafio para um jornalista?
MC: Encontrar, a cada dia, uma nova notícia. É um desafio diário e, em minha concepção, não existe outro maior. É tornar útil o seu dia, fazendo com que a sua matéria contribua para o bem das pessoas.
  
SL: Como foi a sua experiência à frente do “Primeiro Jornal” e do “Acontece”, ambos da TV Bandeirantes?
MC: Quando o Datena foi para a TV Record e o Luciano Faccioli veio para o Brasil Urgente, eu passei quarenta dias apresentando o Primeiro Jornal na Band. O Acontece foi um projeto novo para disponibilizar um programa jornalístico no horário do almoço aos sábados. Fiz esse jornal por cerca de um ano. Ambas as experiências foram ótimas... No Primeiro Jornal, o desafio era acordar praticamente de madrugada, porque eu entrava na emissora por volta das quatro e meia da manhã. Até então - durante doze anos - meu ritmo era dormir tarde e, consequentemente, acordar mais tarde. E no Acontece, o fator mais gratificante foi acompanhar toda a formação, a construção e a trajetória do programa desde o seu início.
  
SL: A sua atuação no programa “Cidade Alerta” da TV Record revelou uma parceria de sucesso absoluto ao lado de José Luís Datena, esta que se ampliou aos dias atuais no programa “Brasil Urgente”, líder de audiência na Band. Como é a sua relação com o apresentador? O que ele representa para você?
MC: O Datena é a grande referência do jornalismo popular, porque ele traz um formato onde o âncora consegue falar a mesma língua do telespectador e do povo. Não é exatamente um jornalismo policial e, tampouco, apelativo. Aprendi muito com ele. E, atualmente, todas as emissoras estão começando a seguir esse caminho, produzindo um jornalismo informal, coloquial e que se faz ser entendido por todo mundo.

SL: Marcio, como manter o controle emocional diante de fatos e ocorrências comoventes exibidas no programa? Como você se prepara emocionalmente nos momentos mais difíceis?
MC: Não tem como negar, é muito difícil, mas você tem que ser forte e se controlar. Como qualquer ser humano é impossível não se irritar, se emocionar ou se entristecer com algumas notícias, pois todos aqueles sentimentos do nosso cotidiano também estão presentes nas matérias que você faz e nas reportagens que são exibidas. Temos que ser profissionais, acima de tudo. Mas existe o outro lado também, acho que o telespectador quer ver no jornalista uma pessoa idêntica a ele, pois quem está diante da telinha da TV é uma pessoa comum, igual a todas as outras. A imparcialidade – prática tão discutida nas faculdades - era inquestionável antigamente. Hoje em dia, os jornalistas começaram a expor as suas próprias opiniões com maior freqüência, desde que tenha coerência e dentro de um determinado contexto. Para mim, isso é um aspecto normal e muito favorável para a evolução do jornalismo.
  
SL: Quais cuidados deve-se tomar com relação às imagens? O que não se deve mostrar em uma reportagem?
MC: Se analisarmos o Brasil Urgente e o antigo programa Aqui Agora, vamos notar que se tratam de jornais completamente diferentes em relação ao cuidado com as imagens divulgadas. O conteúdo que se assistia no Aqui Agora era a exposição de corpos e sangue, ou seja, imagens que você nunca viu no Brasil Urgente, pois o direcionamento é outro. Discordo daquelas pessoas que julgam o nosso jornal como sensacionalista, pois os principais jornais noturnos da TV brasileira mostram aqueles corpos espalhados no chão após a Guerra da Síria, por exemplo. Vale ressaltar que o indivíduo que morre no Brasil é o mesmo que morre na Síria. Então quem seria sensacionalista? Aquele jornal elitizado - tido como um jornal intelectual, de referência - que traz notícias mundiais, mas mostra detalhes da explosão de um carro-bomba e pessoas com braços dilacerados, por exemplo, ou nós que mostramos a realidade do povo do nosso Brasil sem imagens ofensivas aos telespectadores? Acho que este é um bom ponto de observação.
  
SL: Como surgiu a idéia de escrever o livro A tragédia de Eloá – Uma sucessão de erros” sobre o assassinato de Eloá Pimentel?
MC: Fui convidado pela editora Landscape para escrever este livro e narrar apenas aquilo que eu vivenciei por lá. Eu não emito opinião sobre possíveis erros ou falhas. Não julgo o trabalho dos policiais ou dos meus colegas jornalistas que entrevistaram o Lindemberg (acusado) - e se aquilo prejudicou ou não o desfecho da história. Enfim, fiquei muito feliz com o convite, onde pude contribuir com meus conhecimentos e colocar em prática o sonho de escrever um livro, algo almejado por todo e qualquer jornalista. Espero não parar por aí...
  
SL: Planeja publicar outros livros? Já tem algo em mente sobre qual assunto escrever?
MC: Já estou preparando um livro, mas é surpresa (risos)... Infelizmente não posso revelar ainda. Mas aguardem novidades!
  
SL: Qual é a sua opinião com relação à polêmica sobre a proibição de biografias não-autorizadas?
MC: Nós vivemos em um país classificado como democrático. Livros são livros e reportagens são reportagens. Da mesma maneira que eu tenho o direito de preservar a minha fonte em uma reportagem, acho que um jornalista que escreve uma biografia tem o direito de preservar a fonte dele - sobre determinada informação que ele recebeu em relação à pessoa que ele esteja escrevendo. Só não concordo se a informação atingir a moral desta pessoa. Nesse caso, o jornalista deve se responsabilizar pela informação publicada. É preciso ter ética e bom senso sempre.

SL: E para saber mais a respeito de Marcio Campos?
MC: Disponibilizo meu Twitter - @marciocamposnet – para estabelecer um canal de comunicação com as pessoas que acompanham o meu trabalho. Agradeço o carinho de todos.

SL: Para finalizar, qual a notícia que você gostaria de divulgar na televisão nos próximos anos?
MC: Gostaria de anunciar o fim de todas as guerras no mundo, porque a guerra traz outras situações terríveis de fome, destruição e dor. Poderia citar também o fim da corrupção, enchentes ou outros desastres ambientais, mas a guerra é provocada pelo próprio homem com intenção de fazer o mal ao seu semelhante. É algo pensado e elaborado para a crueldade. Se quisermos um futuro melhor, devemos semear a paz e o amor entre as pessoas. Devemos contemplar a vida.
  

7 comentários:

  1. O MARCIO E UM OTIMO JORNALISTA, ASSISTO O BRASIL URGENTE TODOS OS DIAS>> D.J.

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  2. acho que ele merecia um programa só dele, em outro estilo, gosto dele e não gosto muito do programa atual

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  3. Gosto muito das reportagens do Marcio . Acompanho ele faz tempo.
    Obrigado Susanna pela oportunidade de conhecer um pouco mais este fabuloso jornalista.

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  4. Parabéns pela excelente reportagem com esse gigante do nosso jornalismo!!!Gosto muito das reportagens do Marcio Campos, ele consegue não somente fazer excelentes matérias como também transmitir seus sentimentos durante essa exibição da matéria!!!Parabéns à você Marcio e parabéns à você também Susana Lima por fazer com que seu público possa conhecer um pouquinho mais desse fantástico jornalista!!!

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  5. o Marcio é o show man, o que tiver ele faz e com excelencia, parabens Marcio Campus

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  6. na mnha opniao, o reporter brilha mais do que o apresentador, ele é fantastico. Fernanda Saragoça Paiva - SP.

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