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| Foto: Divulgação |
Uma
carreira brilhante e uma história de vida exemplar... Um profissional completo,
versátil, solidário e dedicado... Uma pessoa de muita fé, bênçãos, dons e
talentos. Conheça todo o carisma e a simplicidade de Marcio Campos, o grande destaque
do jornalismo do Grupo Bandeirantes, nesta entrevista exclusiva ao blog Sucesso®.
SL: Marcio, como foi o
início da sua carreira artística?
MC: Eu comecei no rádio aos 17 anos de idade.
Fui candidato ao Grêmio Estudantil do meu colégio em Cruzeiro, no Vale do
Paraíba. O candidato da outra chapa era repórter em uma emissora de rádio. E
ele me convidou para participar de um debate nesta rádio em que ele trabalhava.
Eu participei e ganhei a eleição. Enquanto presidente do Grêmio Estudantil da
escola, voltava à rádio constantemente para divulgar os eventos que eu
realizava. E aí não parei mais, comecei a gostar do rádio. Até que um dia, me
convidaram para ser rádio-escuta do plantão esportivo, ou seja, eu ficava
ligado nas emissoras de rádio de São Paulo e do Rio de Janeiro para anotar o
placar dos jogos na tarde de domingo e repassar ao locutor. A partir dessa
oportunidade, meu interesse em rádio só aumentava... Fiz vestibular para
jornalismo, entrei na faculdade e comecei a trabalhar na área, muito satisfeito
e pleno com minha escolha.
SL: Você trabalhou como repórter
em várias emissoras de rádio e televisão ao longo de sua trajetória
profissional. Atualmente, sente saudades do rádio?
MC: Sim, muita saudade! O rádio é muito
importante, pois ainda é um veículo que possibilita uma comunicação mais fácil
e rápida com as pessoas. A internet também é um veículo rápido, mas não é
popular, pois nem todos têm acesso a qualquer hora ou em qualquer lugar - por
mais que os celulares / smartphones estejam
avançados atualmente. O rádio sempre será um veículo veloz e atraente.
SL: Alguma matéria, em
especial, te emocionou ou marcou a sua vida?
MC: Ahhh... Vários casos me marcaram. Lembro
de uma tromba d'água que caiu na região de Cruzeiro / MG, ocasionando a morte
de um grande amigo meu. Cobri essa reportagem pela emissora de rádio e foi algo
que me emocionou bastante. O caso Eloá - daquela menina que foi morta pelo
namorado dentro do apartamento depois de uma semana de cativeiro - e o caso Isabela
Nardoni - a garotinha que foi jogada pelo pai e pela madrasta da janela do
apartamento - foram marcantes também. E não posso deixar de mencionar meu encontro
com o Papa Francisco em sua viagem ao Brasil, uma emoção positiva e muito
agradável.
SL: O dia-a-dia de um
jornalista é sempre agitado?
MC: O que eu mais gosto no dia-a-dia de um
jornalista é que não há rotina, ou seja, você nunca vai fazer a mesma coisa do
dia anterior. Sempre surgem novos assuntos e surpresas. Essa dinâmica do
jornalismo me atrai bastante... Por outro lado, você tem que estar pronto para
tudo o que pode acontecer.
SL: Em sua opinião, o que
pode ser considerado como uma ótima pauta para uma matéria ou reportagem?
MC: Como jornalista, você tem que ser
profissional desde a cobertura da chegada do Papa, do presidente da República
ou quando está cobrando providências quanto a um simples buraco de rua. A
melhor pauta é aquela que você consegue satisfazer ao seu leitor, telespectador
ou ouvinte, contribuindo com algo relevante ou uma prestação de serviço para a
população. Quando você mostra a foto de um foragido da polícia e – posteriormente
- essa pessoa é presa, ou quando você fica sabendo que o poder público tampou
aquele buraco de rua que foi mostrado em sua reportagem... É muito gratificante
atingir os resultados esperados. Então, acho que uma boa pauta é aquela que
ajuda a fazer o bem, de alguma forma, para a sociedade.
SL: E o maior desafio
para um jornalista?
MC: Encontrar, a cada dia, uma nova notícia. É
um desafio diário e, em minha concepção, não existe outro maior. É tornar útil o
seu dia, fazendo com que a sua matéria contribua para o bem das pessoas.
SL: Como foi a sua
experiência à frente do “Primeiro Jornal” e do “Acontece”, ambos da TV
Bandeirantes?
MC: Quando o Datena foi para a TV Record e o Luciano Faccioli veio para o Brasil Urgente, eu passei quarenta dias
apresentando o Primeiro Jornal na
Band. O Acontece foi um projeto novo
para disponibilizar um programa jornalístico no horário do almoço aos sábados. Fiz
esse jornal por cerca de um ano. Ambas as experiências foram ótimas... No Primeiro Jornal, o desafio era acordar
praticamente de madrugada, porque eu entrava na emissora por volta das quatro e
meia da manhã. Até então - durante doze anos - meu ritmo era dormir tarde e,
consequentemente, acordar mais tarde. E no Acontece,
o fator mais gratificante foi acompanhar toda a formação, a construção e a
trajetória do programa desde o seu início.
SL: A sua atuação no
programa “Cidade Alerta” da TV Record revelou uma parceria de sucesso absoluto ao
lado de José Luís Datena, esta que se ampliou aos dias atuais no programa
“Brasil Urgente”, líder de audiência na Band. Como é a sua relação com o
apresentador? O que ele representa para você?
MC: O Datena é a grande referência do
jornalismo popular, porque ele traz um formato onde o âncora consegue falar a
mesma língua do telespectador e do povo. Não é exatamente um jornalismo
policial e, tampouco, apelativo. Aprendi muito com ele. E, atualmente, todas as
emissoras estão começando a seguir esse caminho, produzindo um jornalismo
informal, coloquial e que se faz ser entendido por todo mundo.
SL: Marcio, como manter o
controle emocional diante de fatos e ocorrências comoventes exibidas no
programa? Como você se prepara emocionalmente nos momentos mais difíceis?
MC: Não tem como negar, é muito difícil, mas você tem que ser forte e se controlar. Como qualquer ser
humano é impossível não se irritar, se emocionar ou se entristecer com algumas
notícias, pois todos aqueles sentimentos do nosso cotidiano também estão
presentes nas matérias que você faz e nas reportagens que são exibidas. Temos
que ser profissionais, acima de tudo. Mas existe o outro lado também, acho que
o telespectador quer ver no jornalista uma pessoa idêntica a ele, pois quem
está diante da telinha da TV é uma pessoa comum, igual a todas as outras. A
imparcialidade – prática tão discutida nas faculdades - era inquestionável
antigamente. Hoje em dia, os jornalistas começaram a expor as suas próprias
opiniões com maior freqüência, desde que tenha coerência e dentro de um
determinado contexto. Para mim, isso é um aspecto normal e muito favorável para
a evolução do jornalismo.
SL: Quais cuidados
deve-se tomar com relação às imagens? O que não se deve mostrar em uma
reportagem?
MC: Se analisarmos o Brasil Urgente e o antigo programa Aqui Agora, vamos notar que se tratam de jornais completamente
diferentes em relação ao cuidado com as imagens divulgadas. O conteúdo que se assistia
no Aqui Agora era a exposição de corpos
e sangue, ou seja, imagens que você nunca viu no Brasil Urgente, pois o direcionamento é outro. Discordo daquelas
pessoas que julgam o nosso jornal como sensacionalista, pois os principais
jornais noturnos da TV brasileira mostram aqueles corpos espalhados no chão
após a Guerra da Síria, por exemplo. Vale ressaltar que o indivíduo que morre
no Brasil é o mesmo que morre na Síria. Então quem seria sensacionalista?
Aquele jornal elitizado - tido como um jornal intelectual, de referência - que
traz notícias mundiais, mas mostra detalhes da explosão de um carro-bomba e pessoas
com braços dilacerados, por exemplo, ou nós que mostramos a realidade do povo
do nosso Brasil sem imagens ofensivas aos telespectadores? Acho que este é um
bom ponto de observação.
SL: Como surgiu a idéia
de escrever o livro “A tragédia de Eloá – Uma
sucessão de erros” sobre o assassinato de Eloá Pimentel?
MC: Fui convidado pela
editora Landscape para escrever este
livro e narrar apenas aquilo que eu vivenciei por lá. Eu não emito opinião sobre
possíveis erros ou falhas. Não julgo o trabalho dos policiais ou dos meus
colegas jornalistas que entrevistaram o Lindemberg (acusado) - e se aquilo
prejudicou ou não o desfecho da história. Enfim, fiquei muito feliz com o
convite, onde pude contribuir com meus conhecimentos e colocar em prática o
sonho de escrever um livro, algo almejado por todo e qualquer jornalista.
Espero não parar por aí...
SL: Planeja publicar
outros livros? Já tem algo em mente sobre qual assunto escrever?
MC: Já estou preparando um livro, mas é
surpresa (risos)... Infelizmente não posso revelar ainda. Mas aguardem
novidades!
SL: Qual é a sua opinião
com relação à polêmica sobre a proibição de biografias não-autorizadas?
MC: Nós vivemos em um país classificado como
democrático. Livros são livros e reportagens são reportagens. Da mesma maneira
que eu tenho o direito de preservar a minha fonte em uma reportagem, acho que um
jornalista que escreve uma biografia tem o direito de preservar a fonte dele - sobre
determinada informação que ele recebeu em relação à pessoa que ele esteja
escrevendo. Só não concordo se a informação atingir a moral desta pessoa. Nesse
caso, o jornalista deve se responsabilizar pela informação publicada. É preciso
ter ética e bom senso sempre.
SL: E para saber mais a
respeito de Marcio Campos?
MC: Disponibilizo meu Twitter -
@marciocamposnet – para estabelecer um canal de comunicação com as pessoas
que acompanham o meu trabalho. Agradeço o carinho de todos.
SL: Para finalizar, qual
a notícia que você gostaria de divulgar na televisão nos próximos anos?
MC: Gostaria de anunciar o fim de todas as
guerras no mundo, porque a guerra traz outras
situações terríveis de fome, destruição e dor. Poderia citar também o fim da
corrupção, enchentes ou outros desastres ambientais, mas a guerra é provocada
pelo próprio homem com intenção de fazer o mal ao seu semelhante. É algo
pensado e elaborado para a crueldade. Se quisermos um futuro melhor, devemos
semear a paz e o amor entre as pessoas. Devemos contemplar a vida.

O MARCIO E UM OTIMO JORNALISTA, ASSISTO O BRASIL URGENTE TODOS OS DIAS>> D.J.
ResponderExcluirexcelente reporter e jornalista
ResponderExcluiracho que ele merecia um programa só dele, em outro estilo, gosto dele e não gosto muito do programa atual
ResponderExcluirGosto muito das reportagens do Marcio . Acompanho ele faz tempo.
ResponderExcluirObrigado Susanna pela oportunidade de conhecer um pouco mais este fabuloso jornalista.
Parabéns pela excelente reportagem com esse gigante do nosso jornalismo!!!Gosto muito das reportagens do Marcio Campos, ele consegue não somente fazer excelentes matérias como também transmitir seus sentimentos durante essa exibição da matéria!!!Parabéns à você Marcio e parabéns à você também Susana Lima por fazer com que seu público possa conhecer um pouquinho mais desse fantástico jornalista!!!
ResponderExcluiro Marcio é o show man, o que tiver ele faz e com excelencia, parabens Marcio Campus
ResponderExcluirna mnha opniao, o reporter brilha mais do que o apresentador, ele é fantastico. Fernanda Saragoça Paiva - SP.
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