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| Foto: Divulgação |
E para abrir a temporada 2015 com chave de ouro, temos a honra
de publicar uma entrevista super especial com um grande talento do rádio e da
televisão...
Ele realmente ama sua profissão e todos os seus projetos, desde os
mais diversificados, são sinônimos de sucesso.
Contrariando a regra de que quem
faz muitas coisas, acaba não fazendo nenhuma delas bem feito, ele deixa sua
marca em tudo o que faz e consolida sua nova legião de fãs que se une à geração
anterior. Com vocês, toda a inteligência, a irreverência, o charme, a
simplicidade e o carisma ímpar do locutor e apresentador Zé
Luiz!!!
SL: Zé,
como foi o início da sua carreira no rádio?
ZL: Foi muito engraçado. Enquanto estudava
jornalismo, acabei encontrando um monte de equipamentos espalhados em uma sala
da faculdade. Pertenciam a uma rádio antiga que havia sido desativada. Conversei
com os técnicos e resolvemos reativá-la. Assim aconteceu a estreia do meu primeiro
programa de rock - na rádio dentro da faculdade. No começo era apenas
brincadeira, curiosidade... Mas, depois
disso, eu passei a trabalhar em uma rádio de Americana, interior de SP. E aí não
parei mais! Na seqüência... Campinas, Valinhos e outras imediações, até entrar definitivamente
na 89FM. Tive uma passagem rápida pela Jovem Pan, mas posso dizer que
praticamente toda a minha vivência profissional de rádio ocorreu na 89FM em SP, onde
trabalhei de 1988 a 2006 e retornei no ano passado, quando a rádio voltou sua
programação exclusivamente ao rock.
SL: Como
surgiu o bordão “Zé Luiz lhes diz...”?
ZL: Surgiu como uma brincadeira baseada no
estilo do Gil Gomes, uma das maiores figuras emblemáticas do rádio. Sempre
achei estranho falar o meu próprio nome nas locuções, então eu procurava uma
determinada assinatura para ficar mais interessante e menos óbvia. Fazendo esse
link com o Gil Gomes, criei o bordão “Zé Luiz lhes diz”, tirava o volume,
soltava a trilha de rock e, então, eu saudava a todos os ouvintes com bom dia. Acho
que virou uma de minhas marcas registradas (risos).
SL: Além
do rádio, resumidamente, quais os trabalhos que você já desempenhou na
publicidade, no teatro e na televisão?
ZL: Na publicidade eu não fiz muitos
projetos, mas alguns se prolongaram por muito tempo e, por isso, foram muito
significativos para minha carreira também. Tele Sena, Extra Hipermercados e
Casas Bahia foram as três campanhas mais fortes onde atuei por quase 10 anos. Nas
Casas Bahia, por exemplo, eu permaneci de 6 a 7 anos e isso me gerava
preocupação, pois tinha receio da minha imagem ficar muito marcada neste ramo
de atividade. Mas isso não aconteceu
porque eu diversifiquei os meus trabalhos e acho que, após o término de cada
projeto, não fiquei vinculado a nenhuma das marcas que representei. Com relação
ao teatro, trabalhei por 10 anos como ator e foi uma experiência única na minha
vida. Na televisão eu comecei no Shop
Tour, um dos programas de vendas mais conhecidos. Fiz participações no X-Tudo da TV Cultura, no Zapping da TV Record (com a Virgínia
Novick) e, simultaneamente, virei repórter do programa Eliana no Parque. Posteriormente, tornei-me repórter do programa Tempo de Alegria comandado pelo Celso
Portiolli no SBT. Mas retornei à Record para fazer reportagens no É Show com a Adriane Galisteu. Foi um
programa que eu curti muito, mas mudou o seu formato quando migrou para o SBT e
eu acabei saindo do projeto. Atualmente, estou muito feliz e satisfeito em
integrar a equipe da Rede TV. Inicialmente comandei o Morning Show, precursor do programa Muito Show. Gosto de testar as minhas
habilidades e sou movido a desafios. Amo o que eu faço.
SL: Sua
voz sempre foi uma das marcas registradas da 89FM - a eterna rádio rock - que
fez parte da história de vida de muitos ouvintes. Como foi sua despedida
naquele momento em que a rádio estava sofrendo reformulações no perfil de sua
programação? Parecia ser o fim de um
sonho?
ZL: Sim, porque foi algo muito inesperado.
Isso aconteceu em 2006, eu estava no ar e finalizei o programa normalmente com
meu bordão “Zé Luiz lhes diz... Até amanhã”. Depois que o programa acabou, romperam
o meu contrato alegando que a rádio havia decidido mudar o perfil de audiência e investir em um público mais novo. Eu fiquei muito chateado porque não pude me
despedir dos ouvintes. Mas eu compreendo, é assim que acontece em todas as
emissoras. A partir daí, a 89FM passou a seguir uma linha mais comercial, mais
pop, que eles achavam ser mais fácil de trabalhar na época. Acho que hoje eles
entenderam que nem sempre é assim, pois se você souber trabalhar bem um perfil
diferenciado de público-alvo, pode acabar faturando mais. Comercialmente, a
89FM tem um melhor desempenho hoje, retornando às origens do rock, do que
permanecendo no mercado pop, com uma competição mais acirrada e um público de
faixa etária menos consumidora, por exemplo. Os ouvintes se identificam mais com
o perfil da rádio rock. A maior prova disso é que ela permaneceu um tempo fora
do mercado e voltou comercialmente ainda mais forte.
SL: Após o renascimento da
rádio e, atualmente, no comando do programa “Do balacobaco 2.Zé” da 89FM, um
dos maiores líderes de audiência, o que significou esse retorno às raízes? Uma
possível realização plena?
ZL: Sim, principalmente porque retornei ao
mesmo programa que eu sempre curti fazer. Na verdade, a 89FM voltou a ser rádio
rock no final de 2012 e eu já tinha recebido o convite para retornar à
emissora. Mas na época eu estava desenvolvendo outros projetos e não pude
abandoná-los. Quando entrei na Rede TV, inicialmente meu programa seria na
parte da manhã e, assim, não poderia conciliar os horários com a rádio, que também
planejava o mesmo período como estratégia de audiência. Assim que consegui mudar meus
horários na televisão, voltei para a 89FM. Agora costumo passar as
minhas manhãs no rádio e o resto do dia na TV. Esse retorno a 89FM foi mágico,
pois o público antigo ainda acompanha a programação e eu recebo visitas de ouvintes de várias gerações. A internet ampliou o alcance
da rádio e hoje disputamos audiência via aplicativo, via site, fora de SP e até
mesmo em outros países. Tudo isso é muito gratificante para nós.
SL: Quais
foram os momentos mais marcantes em sua vida profissional?
ZL: Ahhhh... Vários. Posso citar um show
da 89FM que consistia em uma campanha pela paz e pelo desarmamento. Preparamos
várias vinhetas e esquetes sobre o tema e encerraríamos no fim de semana com um
show dos Titãs no Pacaembu. A emissora ficava na Praça Oswaldo Cruz, local onde
colocamos um trio elétrico que seguiria com a banda até o Pacaembu. A gente
estimava umas cinco mil pessoas no evento, mas apareceram trinta mil (risos).
Ou seja, paramos a avenida Paulista! (risos) Foi algo inesquecível, assim como
algumas entrevistas que eu realizei com pessoas memoráveis como a Cássia Eller,
por exemplo. E na televisão, me emocionei muito durante um especial do dia dos
pais no programa da Galisteu, onde as minhas filhas fizeram uma linda homenagem
para mim. Esses momentos são sempre especiais.
SL: O que
você acha das novas tendências na área da comunicação, como por exemplo, as web rádios?
ZL: Acho que são muito válidas, pois é uma
forma de se democratizar este tipo de trabalho. Muitos profissionais buscam seu
espaço e acredito que quem for realmente bom vai chegar lá. É uma boa forma de
exercício e quem se destaca, geralmente, consegue entrar em alguma emissora
consagrada ou faz a própria emissora web crescer. Independente de ser rádio ou TV,
de uma maneira geral, na web existe total liberdade de expressão e de opinião,
características que eu aprecio muito.
SL: Diante
das suas próprias experiências, você acha que ocorreram mudanças significativas
no modo de se fazer rádio ao longo dos anos?
ZL: Acho que sim, mas é algo um pouco
complexo para se analisar. Com relação ao avanço tecnológico, distribuição de
tarefas, equipes, organogramas e principais sistemas, as emissoras estão em constante
movimento. É necessário se informar e reciclar conhecimentos sempre. Com
relação à programação, basicamente uma emissora precisa de dois fatores
primordiais: audiência e retorno financeiro. E hoje, se você analisar somente a questão da
audiência, uma rádio popular tem muito mais ouvintes do que as rádios
segmentadas como a rádio rock ou as rádios de público mais adulto como a Nova
Brasil, a Alpha e a Antena 1, por exemplo. Em contrapartida, estas últimas podem
obter um maior faturamento do que as sete primeiras colocadas que são
populares, pois a concorrência comercial automaticamente é menor entre elas. A
rádio popular não disputa veiculações diretamente com as rádios segmentadas ou
de público adulto. Por exemplo, a 89FM aparece por volta do décimo lugar, só
que as sete primeiras são rádios populares, com um público que necessariamente
não ouve a 89FM. E vice-versa. Então a forma mais correta de se analisar seria
considerando apenas as posições de suas concorrentes diretas, o que revela a
rádio rock em uma ótima posição no ranking. Uma rádio pode ser segmentada e ter
um feedback promissor, desde que tenha um departamento comercial atuante e que
se posicione corretamente no mercado com ideias inovadoras. Afinal, uma
emissora de rádio não é simplesmente o que ela toca, mas sim, quem fala, a produção
do programa, a qualidade de plástica e som, a criatividade das vinhetas e assim
por diante...
SL: Alguma
nova banda de rock chamou sua atenção de um modo especial?
ZL: Adoro ouvir rádio web de som alternativo americano. É diferente porque lá fora você encontra um mercado muito maior, que movimenta mais retorno financeiro ao artista e aos produtores. Dessa forma, criam-se mais oportunidades e aumentam-se as possibilidades, desde as bandas mais antigas às atuais como Strokes, Arctic Monkeys, Foster The People, Lorde, entre outras. No Brasil, atualmente não temos uma cena como nós tínhamos no final dos anos 80, com a explosão das bandas de rock como Titãs, Paralamas do Sucesso, Ira, Capital Inicial, Engenheiros e Legião Urbana, por exemplo. Nos anos 90, foi a vez das bandas de Seattle como Nirvana, Alice in Chains, Pearl Jam, entre outros. Algumas bandas novas me chamaram a atenção como Vespas Mandarinas e Snipers, mas ainda acho que falta uma cena que possa elevar o rock nacional nos dias de hoje.
ZL: Adoro ouvir rádio web de som alternativo americano. É diferente porque lá fora você encontra um mercado muito maior, que movimenta mais retorno financeiro ao artista e aos produtores. Dessa forma, criam-se mais oportunidades e aumentam-se as possibilidades, desde as bandas mais antigas às atuais como Strokes, Arctic Monkeys, Foster The People, Lorde, entre outras. No Brasil, atualmente não temos uma cena como nós tínhamos no final dos anos 80, com a explosão das bandas de rock como Titãs, Paralamas do Sucesso, Ira, Capital Inicial, Engenheiros e Legião Urbana, por exemplo. Nos anos 90, foi a vez das bandas de Seattle como Nirvana, Alice in Chains, Pearl Jam, entre outros. Algumas bandas novas me chamaram a atenção como Vespas Mandarinas e Snipers, mas ainda acho que falta uma cena que possa elevar o rock nacional nos dias de hoje.
SL: E para
que isso aconteça, você acha que existe espaço suficiente para as bandas de
rock independentes no cenário da música atual?
ZL: Sim e não (risos). Em minha opinião, espaço
existe, mas não o suficiente. Algumas casas de shows até recebem essas bandas
independentes, mas falta divulgação por exemplo. Os músicos que vivem dos shows
dependem dos contratantes. É um fator compreensível que, saindo do eixo Rio-SP,
o contratante prefira contratar um DJ ou uma dupla sertaneja a uma banda de
rock, que possui um custo muito maior de deslocamento por uma questão de
recursos, equipamentos, integrantes etc. Acho que hoje existe muita demanda de
sertanejo e funk... E falta uma cena de rock ou pop. Desacredito um pouco
destes programas de ‘reality' musical,
pois o programa é sempre líder de audiência, alguns músicos alcançam a fama
momentânea, conquistam a repercussão pública, mas infelizmente ficam rotulados
e não conseguem prosseguir na carreira por muito tempo. É muito importante que
as pessoas saibam que cantar bem não significa, necessariamente, fazer sucesso
ou agradar à massa. Fatores como carisma, atitude, identidade, criatividade,
inovação, figurino, origens, influências, linguagens e presença de palco contam muitos pontos
e são diferenciais para se fazer história.
SL: Em sua
opinião, quais os principais clássicos do rock que jamais poderíamos esquecer?
ZL: Em minha modesta opinião, acima de
tudo, Rolling Stones, Beatles, Led Zeppelin
e The Who. É engraçado, sou meio
avesso ao som muito pesado e alguns clássicos como Pink Floyd e Genesis, por
exemplo, apesar de respeitar os seus legados na música. Mas acho que todas as
bandas que eu citei primeiramente são
atemporais (risos).
SL: Como
está sendo sua experiência no comando do programa “Muito Show” na Rede TV?
ZL: Ótima! Foi a minha chance de mostrar
que eu poderia ir além do rádio e conquistar o meu espaço também na televisão.
Estou tendo um feedback positivo das pessoas nas ruas e isso me deixa extremamente
feliz. No começo não parecia ser uma tarefa tão fácil... Um apresentador tem
que falar de A a Z porque a TV aberta não é segmentada, aspecto bem diferente
do que se pratica no rádio. Mas acho que este projeto realmente deu certo,
porque já estou quase completando 2 anos de emissora. Gosto muito da minha
equipe de trabalho e, aproveitando a oportunidade, gostaria de mandar forças
para a Andressa Urach em sua recuperação. Costumo brincar dizendo que
“estou” apresentador, porque amanhã o dono da emissora acorda de mau humor e eu perco o meu
emprego (risos). Mas acho que faz parte da vida, aconteça o que acontecer nos
próximos anos, sei que adquiri uma maturidade muito grande e um maior
entendimento sobre televisão, lições que vou carregar por toda a minha vida.
SL: Novos
projetos à vista? O que ainda está prestes a ser conquistado?
ZL: Preciso ser franco... Não costumo
fazer planos porque todos aqueles que eu fiz acabaram mudando no decorrer do
tempo (risos). A curto prazo, pretendo continuar comandando o programa Do balacobaco 2.Zé na 89FM (que eu amo
fazer), prosseguir com meus projetos de locução na Fox Life e permanecer na
Rede TV de uma forma positiva a todos, agradando ao público, ao contratante e a
mim mesmo. Estou muito feliz com esse momento que estou vivendo e desejo me
aprimorar cada vez mais.
SL: Qual a
principal dica que você deixaria para quem está ingressando no meio artístico?
ZL: Se é o que você quer, não desista
nunca. A internet é um instrumento facilitador para divulgação do seu trabalho,
então aproveite-a da melhor forma possível. Hoje em dia dá para fazer até
programa para iPhone. Crie coisas,
coloque no ar, se exercite mesmo que não dê muita audiência em um primeiro momento. Portas dos Fundos alcançou mais de 9
milhões de acessos, mas eles começaram sem essa garantia de sucesso, era apenas
um bando de amigos tentando realizar um objetivo comum. Então pode dar certo,
basta confiar em seu potencial e ir à luta! Quando eu converso com
universitários, costumo brincar dizendo que todo mundo recebe “não”, atores já consagrados como
Antônio Fagundes, exímios jornalistas como William Bonner, radialistas famosos,
enfim, talvez o único que não receba “não”
seria o Silvio Santos, porque ele é dono da emissora (risos). Mas acredito que
até ele receba “não” em determinados
momentos. Então o “não” faz parte e
não se pode fugir dele. O importante é superar isso e qualquer outra
dificuldade que surgir em seu caminho. Se você se dedicar de verdade, certamente
conseguirá chegar aonde deseja.
SL: E para
saber mais sobre Zé Luiz, como encontrá-lo nas redes sociais?
ZL: Confesso que sou um pouco
desorganizado para essas coisas (risos), mas eu tenho o Twitter - @zeluizlhesdiz,
Facebook - Zé
Luiz Lhes Diz - e Instagram - @zeluiz. Devido à falta de tempo,
não divulgo diariamente o meu trabalho, mas tento responder todas as mensagens
com o maior carinho. Na 89FM, todos
podem interagir de segunda a sexta, das 10h ao meio-dia, com edição especial
aos sábados - http://www.radiorock.com.br/do-balacobaco.
Acompanhem meu trabalho na página da Rede TV - http://www.redetv.uol.com.br/muitoshow
- e confiram minhas locuções na Fox Life. Por enquanto, é isso aí!
SL: Para
finalizar com seu estilo único do bom-humor - temos mesmo que finalizar esta
entrevista? (risos) - você se lembra de alguma situação engraçada ocorrida em
alguma emissora de rádio?
ZL: Vááárias (risos). Principalmente na época do rádio em que se usava disco de vinil. Uma
destas histórias engraçadas aconteceu quando eu trabalhava na rádio
Independência, em Valinhos, interior de SP. Na época eu tinha um buggy branco com documentação irregular
e, por isso, todos os dias eu viajava de Campinas a Valinhos pela estrada de
terra (risos). Eu rendia meu colega na
rádio às 6h da manhã, então eu acompanhava a programação da rádio durante a
viagem. Até que um belo dia, eu estava ouvindo a música Shout do Tears For Fears, uma música de 8 a 9 minutos, uma das
mais longas que nós tínhamos disponível na rádio. A música foi terminando,
abaixando, abaixando, abaixou, silêncio total, não entrou vinheta e ficou
aquele barulho de agulha pulando no ar (risos). Eu já estava em frente à
emissora, buzinei e o porteiro veio correndo abrir o portão, dizendo que a
rádio estava fora do ar e o locutor havia sumido. Ninguém entendeu o que tinha
acontecido, afinal éramos apenas nós três que estaríamos na rádio naquele
horário. Corri para programar a próxima música na vitrola, normalizei a situação da rádio
e abaixei o volume. Aí ouvi alguém batendo na porta do banheiro, desesperado,
pedindo ajuda. Coitado, o outro locutor foi usar o banheiro, a porta travou e
ele ficou preso lá dentro (risos). Nossa! Tem várias outras histórias que nem
dá para contar aqui (risos). Mas eu lembro de coisas básicas como esquecer o
microfone aberto e falar bobagem no ar, ou gente que entra falando alto no
estúdio sem perceber que estamos ao vivo, enfim, acho que dá para fazer um
livro reunindo todas essas recordações (risos).



muito feliz com o retorno da 89
ResponderExcluiro Zé é referencia pra todos que cursam areas de comunicacao pois é um verdadeiro exemplo de talento e simpatia, parabens ze luiz
ResponderExcluirgrande ze luiz lhes dizzzzzzz, a voz da radio rock, entrevista do caralh******
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